Inovação é mais do que códigos de programação e “coisas” futuristas

by organica

Até o final do século passado e o início do que estamos, quando falávamos em Inovação, a primeira imagem que vinha às nossas cabeça era de “coisas” futuristas, eletrônicas e até voadoras, uma nova leitura já tomou lugar. O mundo mudou, vai continuar mudando e é preciso entender, de vez, que o futuro já é agora – os grandes movimentos da Nova Economia não nos deixam mentir: já não vamos mais até o ponto de táxi, temos mais opções de compra além da loja física e muitos pequenos grandes problemas do dia a dia já foram (ou estão sendo) resolvidos com soluções simples.

 

Tudo isso está diretamente ligado à tal Inovação que tanto se fala por aí. A tecnologia é invariavelmente uma grande aliada dela, mas não a única ferramenta a ser usada para se chegar a resultados surpreendentes. Afinal, o que seriam dos programadores (diretamente ligados à tecnologia), se não fossem os “inovadores”, que se dedicam a pensar em dores do mundo e em soluções para elas?

 

O centro do debate aqui é quase uma separação entre os profissionais das Humanas e os das Exatas, ainda que deixando claro que já não é mais possível fazer a separação – é a tal da multidisciplinaridade do profissional da Nova Economia.

 

Um exemplo prático de Inovação implementada – sem necessariamente a necessidade de aplicação de tecnologia – está em uma mudança de layout de uma fábrica: se para o funcionamento de uma linha de produção o operador da posição D precisar se deslocar até o da posição A, isso vai causar lentidão no processo. É aí que alguém com olhar inovador vai analisar a configuração e realocar a linha para que o material saia da posição A e chegue até a D, sem que nenhum dos profissionais precise se deslocar de um lado para o outro. Pronto, temos inovação aqui.

 

É claro que não estamos aqui para rechaçar o uso da Tecnologia em prol da Inovação. Pelo contrário, muito pelo contrário. Os grandes avanços tecnológicos são intrinsecamente aliados da Inovação.

 

Dessa forma, um bom profissional da Nova Economia é aquele que consegue, ainda antes de formar uma equipe com expertises complementares, identificar uma dor, pensar em uma solução disruptiva e, enfim, usar os melhores recursos disponíveis para tornar aquela ideia real, sustentável e lucrativa.

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