São 22h30 e estou saindo do White Horse, um clássico bar texano no qual eu tinha acabado de aprender a dançar two steps e me deparei com essa lata de lixo escrito: LIVE A GREAT STORY. Caraca, pensei. Como assim essa frase na lata do lixo? O que tem a ver isso? Rapidamente conectei os pontos. E de certa forma foi o que eu fiz na minha carreira profissional.

E aí me deu vontade de escrever esse texto, pois muitas pessoas vem se aconselhar comido e vejo uma constante, uma dificuldade comum em deixar… de deixar sua grande história. Todos têm uma.

Pessoas que ficaram reféns da sua própria grande história, porque afinal de contas foi difícil conquistá-la e esta significa-o para o mercado, praticamente é seu sobrenome.

– Quem é você?

– Eu sou o Roni.

– Roni? Roni quem?

– Sou o Roni da Netshoes.

– Uau que legal…

Legal… legal mesmo, mas se eu não colocasse no lixo e me libertasse desta grande história eu não estaria construindo a próxima história, a Organica.

Vejo que muitos amigos e companheiros angustiados se abraçando com força a sua grande história, muitas vezes perdendo o timing para largar e deixar acontecer o fim.

Para mim a ideia de que você só pode construir uma grande história na vida faz parte do mundo linear que nos educaram, da velha economia, onde você tinha só um caminho a trilhar, definido lá na terceiro ano do colegial.

Hoje na Nova Economia, com o mundo em constante mutação e a expectativa de vida crescente, é impossível acreditar que você só terá um caminho, com um possível final.

A real é que se você já conseguiu uma grande história na sua vida, parabéns, pois tens grandes chances de conseguir outras.

Você pode e deve viver algumas boas histórias ao longo da vida e para isso você tem que ter coragem. Jogue fora sua grande história. Faça um rito, deixe a sua grande história, faça o luto dela e parta para a próxima.

Agora, abra seu Spotify e escute “Live and Let Die”. Para mim essa música tem esse significado. Viva e deixe morrer.

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