SXSW 2019: O ciclo de confiança de Neil Pasricha

Um dos maiores eventos de inovação do mundo SXSW (South By Southwest), sediada em Austin no Texas (EUA), não ficou por menos. O evento reuniu mais de 400 mil pessoas, aproximadamente 106 países.

Neil Pasricha, em sua palestra, trouxe a provocação de como podemos construir confiança em tempos de desconfiança. O quadro atual é o ceticismo das pessoas quanto as promessas feitas pelas empresas. Acredite ou não, mas a maioria sente que a propostas de valor são para a própria empresa, e não para resolver algum problema delas. Vendem para lucrar mais, não para me gerar valor.

Nesse contexto, o palestrante apresentou aspectos interessantes de como as empresas podem mudar esse cenário e começar a criar vínculos de confiança com os seus clientes.

O Ciclo da confiança

Neil apresentou o seu ciclo de confiança baseado em 3 pilares: “Finito > Infinito”, “Humano > Algoritmo” e “Aposte tudo, Mostre tudo” (Finite > Infinite, Human > Algorithm e Go all in, show all in).

Finito > Infinito

O nosso cérebro busca sempre pelo finito. Um exemplo claro é quando passamos horas olhando diversas opções, sendo que todas elas podem ser boas ou ruins. Não temos como saber a melhor opção, até clicar e ver ou comprar e usar. A indecisão vira um incomodo, talvez seria mais fácil se só tivéssemos duas opções.

E quando abrimos o Netflix e o Spotify? Quanto tempo perdemos procurando um bom filme para ver em um dia de chuva ou a música certa para o momento? Muitas pessoas se perguntam sobre a quantidade de filmes ótimos, que, talvez por um marketing ruim, ou porque a inteligência do Netflix achou que não tinha fit com o perfil, jamais ficamos sabendo.

Aliás, recentemente estava vendo o número de blogs, stories do Instagram e vídeos no Youtube crescendo com dicas e indicações de quais filmes assistir e quais músicas ouvir. Até me deparei com essa nova profissão:

Enfim, como você deve ter percebido, o nosso cérebro busca o conforto do finito, no conhecido ou, para os mais ousados, uma ou outra opção extra. Escolher entre poucas alternativas é mais fácil e evita sofrimento com o medo de ter feito a escolha errada e a ansiedade por não saber qual é a melhor.

Humano > Algoritmo

Embora a tecnologia possa automatizar e acelerar os nossos processos, ela ainda não tem a capacidade de criar o senso de acolhimento e lidar com a complexidade dos problemas e percepções humanas. Máquinas são ótimas em fazer, porém ainda não conseguem ser.

Quando temos um problema no banco, quantos de nós pulamos direto para falar com o atendente para resolver o quanto antes, com medo de que a máquina não entenda ou não tenha a opção adequada para solucionar o seu problema?

Sob um ponto de vista de negócio a máquinas trazem vantagens competitivas consideráveis, porém sob um ponto de vista de relacionamento, a falta de capacidade de entendimento, flexibilidade e empatia quando novos problemas humanos surgem. A Forbes Brasil montou um artigo elencando 10 pontos em que a máquina não pode fazer melhor que o ser humano (todos os aspectos de relacionamento).

Nesse ponto, não desconsidere o poder do entendimento humano para situações complexas, a sensibilidade de entender as emoções dos clientes e o julgamento de qual é a melhor forma de agir.

Aposte tudo e mostre tudo

Pessoas tendem a ter maior confiança com marcas que declaram o seu propósito e no que elas podem ajudar. Não se trata apenas de comunicar bem o seu propósito, mas mostrar como você expressa ele todos os dias, a cada interação com cada cliente.

Quando temos sucesso em demonstrar nosso posicionamento para os clientes, a transparência passa a ser um dos pilares mais fortes da empresa. Porém, é sempre importante lembrar que o oposto pode gerar um efeito devastador. Precisamos cuidar para não usar o fator “aumentar faturamento a qualquer custo” e destruir a confiança que criamos:

Aposte no seu propósito e mostre tudo que você pode fazer para alcançar o seu grande sonho. Assim outras pessoas podem se identificar com o seu propósito e ajudá-lo a construí-lo. Tenha um equilíbrio entre o que você quer construir e como construir.

Conclusão

Neil trouxe uma provocação muito interessante capaz de transformar o contexto de aflição que, talvez, os seus clientes estejam.

Saber o que o seu cliente realmente precisa e saber como ajudá-lo a sentir que fez boas escolhas, é um grande diferencial para aqueles que almejam construir experiências únicas e encantadoras. Sempre existirão novas necessidades, então nunca desiste de sempre tentar conhecer cada vez mais os seus clientes e fortalecer seu vínculo com a sua marca.

Esse vínculo poderá ser o grande diferencial que garantirá uma nova perspectiva par ao seu negócio que vai além de um crescimento no faturamento, mas sim, o crescimento de uma comunidade orgânica que acredita no seu propósito e está disposta a se relacionar e ajudar o seu negócio a crescer.

Lembre-se que confiança ainda é muito sensível quanto reputação. Demora para ser construída e é muito fácil ser destruída. Trabalhe a sua comunicação e a sua proposta de valor. Cuide das experiências pelas quais você é responsável, mesmo que seu produto falhe, pois problemas sempre existirão, o diferencial vai ser o como você lida com eles.

Se você quer saber mais sobre a SXSW e quiser ter acesso a conteúdos e experiências como essa que tive na palestra do Neil, acesse o link da Organcia sobre a SXSW 2020.

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Caso tenham gostado desse tema, deixo abaixo alguns vídeos do TED que gostei bastante:

  • Esse vídeo fala sobre como fazer escolhas difíceis e explora o lado psicológico das pessoas.
  • Esse vídeo fala sobre o paradoxo da escolha.
  • E esse vídeo é uma parte da palestra de Neil que assistir no SXSW 2019 em Austin.

FOMO no SXSW: 8 dicas para vencê-la em grandes festivais

Enquanto você faz a leitura deste artigo, milhares de novas informações estarão surgindo por aí. Em uma época tão conectada quando a nossa é normal ter a sensação de estar perdendo muita coisa. E este é o tema do texto de hoje. Continue a leitura e confira!

Afinal, o que é FOMO?

‘Fear of missing out’ é o medo de ficar de fora e atinge muitos participantes de grandes festivais como o SXSW. A expressão foi cunhada em 2000 pelo estrategista de marketing norte-americano Dan Hermanse e está totalmente relacionada com o nosso mundo superconectado. As redes sociais acabam potencializando as sensações de FOMO.

Mesmo que você utilize toda a inteligência artificial disponível para montar sua agenda com as tracks que te interessam no SXSW não vai dar assistir tudo. O maior festival de inovação do mundo também pode ser a porta para a ansiedade, nervosismo e preocupação com tantas tendências em inovação e tecnologia apresentadas ao mesmo tempo.

Dicas para driblar a FOMO no SXSW:

1. Use o app SXSW Go

O aplicativo é oficial do Southby e por lá você pode marcar todos seus favoritos. Desse modo, você vai criar um mapa de coisas interessantes em potencial, o que facilitará sua escolha. Já no dia do evento você verá no app as salas que tem sinal verde, amarelo e vermelho com a indicação da lotação em tempo real.

2. Pesquise sobre os speakers

Palestras com títulos lindos não são garantia de bons conteúdos. Caso você não conheça o histórico do palestrante, pesquise e veja se já há algum talk dele na internet, se já publicou algum livro, a empresa que trabalha, etc. Crie planos A, B e C para cada sessão, levando em consideração, é claro, as filas e o tempo de deslocamento. Outra coisa: ficou 5 minutos na palestra e não está gostando? Saia e vá ver outra.

3. Priorize o que você realmente quer ver

As necessidades são limitadas e os desejos infinitos. Priorizar certas atividades faz a gente eliminar outras que não tem o mesmo grau de importância. Decida quais suas prioridades e foque nelas.

4. Reserve um tempo para você

Não fique só no seu grupo, se misture no festival. Se não for pedir demais, não fique só entre os brasileiros. Esteja aberto ao novo de forma tranquila.

5. Confie na diversidade

Viaje com pessoas com backgrounds variados, que vão te oferecer visões novas sobre o festival. O SXSW é o lugar ideal para você aprender sobre assuntos que nem sabia que existiam. Se for sozinho não tem problema, converse com estranhos.

Todos os anos criamos um canal oficial pelo WhatsApp entre nosso grupo, com conteúdos dos principais palestrantes, truques do SXSW, preparações para a viagem e trocas.

6. Planeje-se com antecedência e faça uma curadoria do que te interessa

Em um evento com tamanha carga de conteúdo simultâneo, sem dúvidas o maior desafio é fazer a curadoria do que assistir, mas existem alguns truques para facilitar sua seleção. Você precisará dedicar tempo para definir seus focos para o festival e montar a sua agenda. Você pode seguir dois métodos: o CDF, para ver o máximo de palestras possíveis, ou o relax, tirando um tempinho para aproveitar a cidade e as experiências que surgirem pelo caminho.

Só não siga uma única trilha de palestras. O mais legal do SXSW é poder variar as sessões e expandir os horizontes. E planeje-se para além delas. Ainda que você escolha o método CDF, visite as ativações em casas e faça atividades noturnas.

A curadoria individual possui diversos benefícios para otimizar seu tempo e driblar sua FOMO. Nós aqui na Organica montamos uma curadoria de experiências especializada com cada integrante do nosso grupo para potencializar sua vivência no SXSW. A partir de uma conversa, indicamos os speakers e temas que vemos que serão mais relevantes para cada profissional.

7. Prepare-se para o pós-festival

Saímos do SXSW com um repertório gigante de informação. São tendências, reportes, pesquisas, livros e ideias para saírem do papel. O evento Tendências SXSW 2020 vai te ajudar a fazer download dos principais conteúdos do SXSW e discutir as principais tendências que afetarão o seu negócio. Na volta do SXSW sempre publicamos diversos materiais como as sessões do SXSW que você ainda pode (e deve!) ouvir em casa e o Relatório de Tendências SXSW 2019.

8. Conecte-se ao seu tempo presente

Focar na experiência no SXSW nos ajuda a distinguir o que é realmente enriquecedor daquilo que só provoca um prazer momentâneo. Sentir prazer é bom, mas melhor ainda é viver com calma o momento. Drible a ansiedade e viva a JOMO (‘Joy of missing out’ – felicidade em ficar por fora, em tradução livre). O SXSW é um festival no qual toda experiência é válida.

O SXSW tem tantas oportunidades que é inadmissível que você deixe sentimentos como a FOMO te atrapalhar. Assim como no nosso dia a dia perdemos e ganhamos a todo minuto. Não deixe a FOMO te vencer e ‘Joy of missing out’!

Acesse este link para saber mais sobre a nossa viagem em grupo com curadoria individual para o SXSW 2020.

O que vimos de China no SXSW 2019, o maior evento de inovação do mundo

Muito se falou sobre China no SXSW, que ocorreu em março em Austin, capital do Texas. Antes de irmos para o Southby deste ano já havíamos falado para os participantes do nosso grupo ficarem de olho em qualquer coisa que falarem de China. A dominação chinesa está acontecendo. A China é a segunda maior potência mundial e tem grandes planos de se tornar a maior economia do mundo até 2030!

A ascensão da China

A China foi super mencionada no SXSW. E não poderia ser diferente. O país que tem mais unicórnios do mundo, startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, tem um potencial de execução tão rápido que está liderando grande parte das transformações em tecnologia e inovação.

A nação está crescendo em diferentes mercados. Amy Webb, uma das pessoas mais respeitada no mundo da futurologia, mostrou que o país não está se desenvolvendo somente com Inteligência Artificial em sua sessão deste ano no SXSW. A China é um importante polo de inovação em vários segmentos, como Cidades Inteligentes e Fazendas Subterrâneas.

Você pode conferir o Tech Trends Report 2019 da Amy Webb clicando aqui.

E conhecer no artigo de hoje as principais inovações discutidas sobre a China no SXSW 2019. Continue a leitura e confira!

Inteligência Artificial

O país que mais cresce no mundo também é a nação que mais investe em Inteligência Artificial. Mais do que todos os outros países juntos. A maioria dos gastos com anúncios na China já é digital. E atualmente 48% dos investimentos em startups de IA vêm da China.

Atendimento de lojas, restaurantes e até em rituais fúnebres são realizadas com a ajuda de robôs por lá. A China está construindo uma cidade três vezes maior que Nova York com as mais recentes tecnologias e inovações do mundo.

Confira estas duas sessões do SXSW 2019 disponíveis no Soundcloud:

>> How AI is Changing Advertising in China

>> Entrepreneurship in China: Will they Eat Your Lunch?

Para mais sessões que você ainda pode (e deve!) ouvir em casa clique aqui.

Cidades Inteligentes

O desenvolvimento das smart cities chinesas começou em 2012. O grande objetivo do país foi incentivar o uso da tecnologia mais recente, como a inteligência artificial e a Internet das Coisas. Hoje, a China planeja criar 100 novas cidades inteligentes até 2020. As cidades inteligentes são áreas escolhidas a dedo para serem modelo de desenvolvimento em tecnologia, desenvolvimento, inovação e sustentabilidade.

Shenzhen é um dos grandes exemplos de cidades planejadas e inteligentes do mundo.  Já falamos neste outro artigo aqui: Shenzhen passou por um dos maiores booms de desenvolvimento tecnológico e é considera a primeira Zona Econômica da China.

Até o fim dos anos 1970, Shenzhen era uma pequena vila de pescadores com cerca 30 mil habitantes. Hoje, a cidade se tornou uma das mais ricas e tecnológicas do mundo, contando com mais de 10 milhões de habitantes e alguns dos edifícios mais modernos do mundo. Grande parte dos eletrônicos que utilizamos são fabricados por lá.

Corrida Espacial

No dia 2 de janeiro deste ano, a China passou a ser considerada o terceiro país a pousar uma sonda na Lua, tornando-se a primeira a fazer isso do lado oculto da Lua. E não é só isso. Ela travou uma corrida espacial para construir fazendas internas e habitáveis na Lua!

A chegada da sonda chinesa na Lua marcou um importante capítulo da corrida espacial entre China, Estados Unidos e Rússia. As startups na China estão recebendo investimentos para acumular um orçamento de US$ 8 bilhões na área espacial e enviar chineses para a Lua na década de 2030.

Além disso, os chineses estão construindo infraestrutura e redes de network entre Ásia e América Latina, por exemplo.

Pessoas x Máquinas

Segundo Amy Webb, metade das interações das pessoas com máquinas, em países desenvolvidos, será mediada por voz até 2021. Os celulares com interfaces digitais já estão perdendo mercado e os novos devices vêm ganhando força com reconhecimento facial e de voz.

A Sense Time, unicórnio chinês líder mundial em Inteligência Artificial, está desenvolvendo um sistema para carros autônomos que analisa o que o motorista está sentindo, prevenindo acidentes e fazendo com que o passageiro tenha uma melhor experiência a bordo. Já o carro chinês Byton Car é um exemplo de veículo sem chaves, telas e botões. Ele só pode ser usado através de reconhecimento facial, smart cameras e outros sensores.

Fazendas subterrâneas

As mudanças climáticas dificultam a cada dia mais a produção e entrega de alimentos. Em 3 décadas isso se tornará um problema ainda maior. Desse modo, novos métodos de plantio e tecnologias estão sendo estudados.

A China está desenvolvendo está investindo em produções indoor, nas fazendas subterrâneas. Nos galpões, os vegetais são produzidos em maior volume, gastando 99% menos água e 40% menos energia.

Muitas tecnologias desta nova potência mundial ainda estão por vir até 2030.

As sessões do SXSW que você ainda pode (e deve!) ouvir em casa

Nós, da Organica, preparamos um guia prático para ajudar você a assistir ou ouvir as palestras de maior repercussão do SXSW 2019. Afinal, o evento acabou mas deixa conteúdo suficiente para consumir durante o ano todo!

Algumas sessões estão disponíveis em vídeo no canal do festival no YouTube, e a maioria (mais de 2 mil) está já online no SoundCloud.

O SXSW irá disponibilizando gradualmente os vídeos das keynotes e das featured sessions (as mais importantes) ao longo do ano. As demais, normalmente, não são gravadas em vídeo, somente em áudio. Alguns conteúdos não serão publicados nem no YouTube nem no SoundCloud por razões de direitos autorais (como, por exemplo, o conteúdo da pesquisadora Brené Brown).

Principais sessões sobre tendências

Amy Webb – 2019 Emerging Tech Trends Report

O report completo de Tendências de Tecnologia 2019 – a base da apresentação que a futurista quantitativa Amy Webb faz há 12 anos – está neste link: https://futuretodayinstitute.com/2019-tech-trends/

7 Non-Obvious Trends Changing The Future In 2019

Os slides da apresentação de Rohit Barghava estão aqui: https://www.rohitbhargava.com/sxsw

SXSW 2019 – Digital Trends and the Impact of Privilege

Principais sessões sobre o futuro dos seres humanos

Esther Perel – What Business Leaders Can Learn About Workplace Dynamics from Couples Therapy

The Power of a Story with Susan Fowler

The War for Kindness: Building Empathy in a Fractured World

Is the Age of Empathy Dead?

The Art of Failure: Driving Creative Innovation

Empathetic Technology and the End of the Poker Face

Code Is Not Neutral: Ethics of Creating Software

Will Machines Be Able to Feel?

How AI Will Design the Human Future

Creativity in the Age of Invention

Lead from the Outside: How to Make Real Change

RIP Lesbian Bars: Creating Spaces For LGBTQ +WOMXN

Building Trust in Distrustful Times

Principais sessões com personalidades

Instagram Founders Kevin Systrom & Mike Krieger

Gwyneth Paltrow with Poppy Harlow

Shirley Manson & Lauren Mayberry with Puja Patel

Elisabeth Moss with Brandi Carlile

T Bone Burnett

https://www.youtube.com/watch?v=RnX-MYwk5Qw

Olivia Wilde

Priscilla Chan

MasterClass with Jodie Foster & David Rogier

Branding e marketing

How AI is Changing Advertising in China

Bozoma Saint John entrevistada pela supermodelo Ashley Graham

Branding is Sex, Get Your Customer Laid and Sell Anything

Shaping The Future of Shopping

Influencer Marketing in 2025: The Future of Human Media

Future of Retail – Exploring Enterprise Innovation

UX Hell to UX Sell: Lessons from 100,000 UX Tests

Biohacking e psicodélicos

Michael Pollan and Tim Ferriss

Biohacking for a Healthy Brain

Principais sessões sobre negócios & tecnologia

Joseph Lubin, cofundador do Ethereum e CEO da ConsenSys

Self-Driving Cars: The Future is When? with Malcolm Gladwell & Chris Urmson

Jeffrey Katzenberg & Meg Whitman – The Next Form of Storytelling: The Future of Technology-Enabled Entertainment, sobre a plataforma de vídeos curtos Quibi

CRISPR: Exploring the Line Between Human and Nature

Making the Fight Against Cancer Even More Personal

Roger McNamee with Nicholas Thompson

Defining Awe: The Science Behind Cirque du Soleil

Entrepreneurship in China: Will they Eat Your Lunch?

Howard Schultz – fundador do Starbucks, falando basicamente sobre a sua pre-candidatura à Presidência dos EUA

Jonah Peretti – CEO do BuzzFeed

The Second Golden Age of Audio—Podcasting

Participe do maior evento de inovação do mundo!

Dez livros para você ler na volta do SXSW

O SXSW acabou, mas a lista de vídeos, podcasts e livros para consumir na volta só cresceu! Nós preparamos uma lista de livros escritos por alguns dos principais palestrantes para quem quer manter a chama acesa durante o ano:

1.The Big Nine: How the Tech Titans and Their Thinking Machines Could Warp HumanityAmy Webb

Lançado durante o SXSW, o novo livro da futurista quantitativa Amy Webb analisa a influência das nove companhias mais poderosas do mundo no desenvolvimento da Inteligência Artificial e o risco que essa concentração representa. Estamos falando do Google, Amazon, Apple, IBM, Facebook, Microsoft, Alibaba, Tencent e Baidu.

Quem quer saber mais sobre Amy Webb também deve ler o seu livro The Signs are Talking, em que ela explica a sua metodologia quantitativa para identificar tendências de tecnologia.

Confira o Tech Trends Report 2019 da Amy Webb clicando aqui.

2. Non-Obvious 2019: How To Predict Trends and Win The Future – Rohit Barghava

Rohit Barghava publica desde 2011 um report que foge do habitual: em vez de focar nos avanços tecnológicos, ele destaca as mudanças comportamentais.

Os reports anuais dele são bem baratinhos e publicados em formato de ebook fácil de consumir no Kindle, da Amazon. Quem tem curiosidade de conferir as edições anteriores pode encontrar todas aqui.

3. Esther Perel

A terapeuta de casais que já foi um hit no SXSW pelo segundo ano seguido ainda está trabalhando no seu livro sobre a importância dos relacionamentos pessoais no ambiente de trabalho, mas vale a pena conferir as duas obras anteriores dela, ambas publicadas em português: Casos e Casos (uma tradução infeliz para o título “The State of Affairs – Rethinking Infidelity”) e Sexo no Cativeiro. Clique aqui se quiser ler os originais em inglês, esta é a página dela na Amazon.

Perel também mantém um podcast superpopular, que vale a pena conferir.

4. Dare to lead – Brené Brown

Autora de diversos bestsellers, a pesquisadora Brené Brown, especialista em temas como vulnerabilidade, coragem, vergonha e empatia, arrancou lágrimas do público defendendo a ideia de que devemos ter coragem para sermos nós mesmos e para nos aproximarmos mais dos que amamos. Ela tem vários títulos publicados em português, mas o último livro dela, Dare to lead (Ouse Liderar), por enquanto, só em inglês.

Em abril, a Netflix vai publicar um especial com Brown chamado The Call to Courage.

Também vale a pena assistir ao TED da Brené Brown, que é de 2014 mas segue valendo.

5. Wisdom at Work: The Making of a Modern Elder – Chip Conley

Depois de vender a sua companhia de hotelaria aos 52 anos, Conley decidiu ser estagiário do AirBNB, respondendo a um CEO que tinha idade para ser seu filho. Lições aprendidas: com equipes e líderes cada vez mais jovens, a Nova Economia demanda a reintegração de valores que os mais velhos têm melhores condições de entregar, como humildade, inteligência emocional e sabedoria.

6. How to Change Your Mind: What the New Science of Psychedelics Teaches Us About Consciousness, Dying, Addiction, Depression, and Transcendence – Michel Pollan

Com uma deliciosa erudição e um pensamento lógico irreparável, Michel Pollan conta nesta obra o seu mergulho investigativo – e as suas experiências pessoais – no mundo do tratamento de doenças mentais com substâncias psicodélicas.

Vale a pena conferir as outras obras polêmicas de Pollan, um defensor das experiências ancestrais da humanidade com a comida.

Também recomendamos a série de Pollan na Netflix, que se chama Cooked.

7. Lifescale: How to Live a More Creative, Productive, and Happy Life – Brian Solis

Solis fez no SXSW uma apaixonada defesa do abandono das distrações digitais em favor do relacionamento humano e da criatividade. Aqui, todos os livros de Solis.

8. Wise Guy – Lessons from a LIfe – Guy Kawasaki

Ele fez parte do time que desenhou o Macintosh em 1980 e é o fundador do Canva. Nessa autobiografia, conta histórias que vão desde o relacionamento pra lá de sincero com Steve Jobs até sobre como é ser confundido na rua com Jackie Chan.

9. Bring Your Human to Work: 10 Surefire Ways to Design a Workplace That Is Good for People, Great for Business, and Just Might Change the World – Erica Keswin

O título já explica tudo: Keswin defende que, em tempos de automatização, os humanos seguem sendo o maior fator crítico de sucesso para uma empresa

Este ainda não foi lançado, mas está na nossa fila de leitura desde já:

10. The End of Killing: How Our Newest Technologies Can Solve Humanity’s Oldest Problem – Rick Smith

Smith, que é fundador da Taser (aquela arma que imobiliza com impulsos elétricos), defende a tese de que estamos a ponto de não precisar mais de armas que matem – o que suporá uma mudança radical na nossa concepção de violência.

E você, que livros recomenda para leitura em 2019?

Participe do maior evento de inovação do mundo!

Por que uma viagem ao SXSW deve ser feita em grupo

Eu já fui ao South by Southwest (ou SXSW), em Austin, nos EUA, em viagens nos mais diversos formatos: como executiva de multinacional, integrando um grupo de diretores, como viajante solo, durante um ano sabático, e, nas últimas vezes, com os meus sócios e um grupo de clientes, parceiros e amigos com quem compartilho a visão sobre esse novo mundo que se aproxima. Com esse histórico, acho que já posso afirmar com segurança que essa é uma viagem para ser realizada em grupo.

A primeira razão é até contraditória: como o SXSW tem literalmente dezenas de opções de programações simultâneas, cada pessoa vive o festival de uma maneira completamente diferente da outra. Se você estiver com 30 pessoas, pode ter certeza de que o grupo viverá 31 SXSW completamente diferentes. Durante o dia, vocês se perderão uns dos outros e se encontrarão várias vezes, trocando de salas, de prédios, procurando comida ou um banco para sentar.

Essa “trip” individual é justamente o que possibilita a segunda boa razão para viajar em grupo: a construção de um conhecimento coletivo. No final do dia, em torno de uma mesa, as histórias surgem e as peças começam a se encaixar. A sessão que um viu complementa o filme que o outro assistiu, o livro que alguém leu enriquece a pesquisa que está sendo realizada por outra pessoa. A 6th Street, coração da vida noturna da cidade, não é só lugar de agitação para espantar o cansaço, ela é quase uma catedral de insights. É onde o que todo mundo aprendeu durante o dia se sedimenta.

É uma experiência ao mesmo tempo coletiva e extremamente individual. Austin, aliás, é uma cidade que favorece essa reflexão solitária. Bares, parques e cinemas convidam para um mergulho reflexivo, e não são poucas as pessoas que saem de lá decididas a mudar algo em suas vidas. É um local onde a ficha cai. Pergunte por aí e você ouvirá várias histórias.

Isto dito, listo alguns conselhos para você programar a sua viagem em grupo para o SXSW em 2020:

1. Confie na diversidade. Viaje com gente inteligente e com backgrounds variados, que tire você da programação óbvia e ofereça visões novas sobre o mundo. O SXSW não é lugar de saber mais sobre o que você já conhece, é para você aprender o que nem sabia que existia.

2. Reserve um tempo para você. Deixe a ficha cair.

3. Não fique só no seu grupo, se misture. Se não for pedir demais, não fique só entre os brasileiros.

4. Ao voltar para casa, compartilhe o que você aprendeu e mantenha a chama acesa para o ano seguinte.

Artigo publicado originalmente na Época Negócios.

Viagem de conhecimento não é uma simples viagem de turismo

Viajar é transformador. “Navegar é preciso”, já dizia Fernando Pessoa. A sede de descobrimento é buscada por muitos, mas há grandes diferenças entre turistas e viajantes e entre viagem de turismo e viagem de conhecimento.

O turista aguarda ansiosamente suas férias para visitar lugares famosos e badalados. Já o viajante busca viver experiências fora do seu cotidiano. Ele vivencia boas doses de conhecimento em cada roteiro e contempla o mundo em busca de algo que encante seus olhos.

O que é uma Viagem de Conhecimento?

Quanto vivida de forma intensa, uma viagem pode nos ensinar muito mais do que aprendemos em cursos, workshops ou mesmo na universidade. Além de conhecimento de mundo, ela proporciona o autoconhecimento.

Por melhor que o roteiro tenha sido planejado, o ponto de chegada é completamente desconhecido. Nossa única certeza é que voltaremos da viagem completamente diferentes. É assim que funciona em uma viagem de conhecimento.

Uma viagem de conhecimento busca vivenciar experiências de aprendizado e enriquecimento pessoal. A viagem torna-se mais intensa por conta dos aprendizados vivenciados e independente do roteiro escolhido, cada destino proporciona profundas reflexões e interações, tanto com o ambiente quanto com as pessoas.

Como são as Viagens de Conhecimento da Organica?

Conteúdo, experiência e conexão são nossos guias na elaboração das viagens de conhecimento. Proporcionamos aos participantes uma transformação rápida, a troca valiosa entre pessoas que fazem e querem fazer e a elaboração de um plano de ação após a imersão.

As viagens de conhecimento da Organica não são simples viagens de turismo. Para nós, viajar é vivenciar uma experiência que vai muito além de estar nos lugares.  Buscamos transformar a viagem em experiências únicas para que os participantes enfrentem novos desafios profissionais e conheçam diferentes maneiras de ver e compreender o mundo ao seu redor. O grande propósito da área de conhecimento da Organica, que é a responsável pela organização das viagens, é transformar quem vai transformar o mundo.

As nossas viagens de conhecimento possibilitam aos participantes a união de experiências de negócios e inovação. Nossos roteiros são definidos com base nos maiores e mais transformadores eventos do mundo e incluem vivências, reflexões e debates pensados de acordo com os objetivos profissionais do grupo.

Os participantes fazem toda diferença nessas viagens. Afinal, o fator humano que rege a Nova Economia. Depois do roteiro definido, selecionamos e convidamos profissionais que buscam vivenciar uma experiência imersiva, coletiva e única para embarcar no nosso grupo.

Nossos especialistas também têm um papel fundamental nas viagens. Eles são os responsáveis por fazer a curadoria do conteúdo a ser transmitido aos viajantes, promovendo debate, integração, aprendizado e transformação entre os participantes.

South by Southwest

O South by Southwest, ou  SXSW como nós brasileiros gostamos de chamá-lo, é um dos maiores eventos de criatividade, inovação, inteligência artificial e interatividade no mundo. De 7 a 13 de março, fomos com um grupo de 50 pessoas para o Southby.  Austin se transformou na capital da inovação, da criatividade, da cultura, e também da contracultura.

Na edição de 2019 foram mais de 70 mil inscritos e 6,5 mil eventos (painéis, palestras, shows, demos, pitches, etc). E o Brasil bateu o novo recorde em números de inscritos, sendo a maior delegação estrangeira no SXSW, com mais de 1.600 participantes. Clique aqui para conferir como nossa cobertura diária durante o evento.


Parte do grupo incrível que embarcou com a gente para o SXSW 2019.

Imersão China

A Organica quer entender sobre a dominação chinesa de perto e de 7 a 14 de julho vamos em grupo visitar startups na cidade de Shenzhen, Vale do Silício Chinês, e participaremos da RISE Conference, a maior tech conference da Ásia, que vai acontecer em Hong Kong.

Temos muitos outros roteiros para explorar. Em setembro iremos para Israel, para conhecer as adversidades que favorecem o ecossistema mais valioso do mundo. Israel é considerada a nação das super-startups. Também criamos viagens de conhecimento personalizadas para grupos e empresas.

Você já vivenciou essa experiência única de transformar o prazer de viajar em conhecimento para todas as áreas da sua vida? Vamos embarcar juntos nessa?

Na era da tecnologia, o próximo desafio são os humanos

Era de se imaginar que as palestras de abertura da SXSW 2019 (South by Southwest), que começou ontem em Austin, nos Estados Unidos, fossem sobre algum dos grandes avanços tecnológicos. Temas não faltam: inteligência artificial, computação quântica, edição genética. As duas primeiras estrelas do maior evento de criatividade e inovação do planeta, no entanto, dominaram o palco principal para falar de… emoções humanas.

Essa tendência tem sido clara desde a edição de 2018. Estamos em um momento único, em que o caminho das inovações tecnológicas começa a ficar mais claro e fica evidente que boa parte do que vemos há décadas nos filmes de ficção vão mesmo acontecer, e logo: robôs cada vez mais presentes em todas as áreas, máquinas mais inteligentes do que o homem e capazes de aprender e evoluir sozinhas, a eliminação de doenças e até carros voadores. É tudo questão de tempo. O maior desafio agora é sobre como vamos lidar com tudo isso.

Ou, como resumiu a segunda palestrante de ontem, a psicoterapeuta Esther Perel: “Estamos desesperados buscando humanização enquanto estamos construindo uma sociedade cada vez mais desumanizada.” Perel, que é terapeuta de casais e que já tinha sido uma das atrações mais aplaudidas da edição passada ao falar sobre as relações conjugais modernas, voltou este ano para falar sobre a importância nas relações interpessoais no trabalho, e o quanto isso vem mudando por causa da mudança nas nossas relações fora do trabalho. “Nós nunca na história depositamos tanta expectativa no trabalho”, disse Perel. “Nós queremos que ele se adapte a nós, que nos traga reconhecimento, que esteja de acordo com o nosso propósito. Há alguns anos, as pessoas trabalhavam para colocar pão na mesa, e não por razões emocionais.”

A palestrante de abertura foi a pesquisadora Brenè Brown, famosa por seus best-sellers sobre vulnerabilidade e pertencimento, e com várias obras traduzidas no Brasil. Em uma narrativa que levou várias das 4 mil pessoas às lágrimas, Brown fez uma apaixonada defesa da necessidade dos seres humanos de se conectar, de dialogar e, principalmente, de ter a coragem de serem elas mesmas. “Seja você mesmo. É a única coisa que você vai fazer bem. Você será péssimo em todo o resto que tentar.”

Na era da tecnologia, o próximo desafio parece ser mesmo os humanos.

Artigo publicado originalmente no B9.

Finalmente South by Southwest

“South by WHAT?” Foi a indagação de um amigo que estava voltando de Dallas para São Paulo no mesmo voo que eu.

Claro, estufei o peito e disse: “S O U T H B Y S O U T H W E S T, ou como os brasileiros gostam de falar, SXSW.” Como a cara de interrogação continuou, e eu só consigo manter minha pose por um curto período de tempo, contei que era um festival de música, filme e principalmente inovação, focado em tendências emergentes de tecnologia, que acontece desde 1987. Abaixei a guarda e disse que eu mesma só fui escutar sobre o evento em 2017 e que “finalmente”, esse ano, decidi conferir. Eu e mais 1500 brasileiros, de acordo com as estatísticas whatsappianas.

A experiência é pra lá de envolvente. Assistir à futurista Amy Webb ao vivo sobre as principais tendências e seus possíveis cenários, é de arrepiar. Ter a oportunidade de escutar Mike Krieger e Kevin Systrom, co-fundadores do Instagram, é outro privilégio. Mas talvez ver a exposição de uma impressora de sushi pode fazer com que você questione a visita. Brincadeiras à parte, essa é uma conferência que vale a visita para os entusiastas do tema, pelo menos uma vez na vida.

As chamadas para inovações tecnológicas, no entanto, não impressionam. Na verdade beiram o tédio uma vez que hoje temos acesso às novidades desse tipo quase que em tempo real.

O que realmente chama a atenção é ter Brene Brown abrindo o evento, sendo ovacionada quando fala sobre o real pertencimento de uma pessoa e como é importante que nos mantenhamos íntegros na nossa relação conosco e com o outro. Ou ainda, a psicóloga Esther Perel falando sobre a correlação de performance com as relações no trabalho e brincando com a necessidade de um CRO (Chief Relationship Officer) nas empresas.

Chamam a atenção os inúmeros painéis políticos, muito povoados pela esquerda norte-americana e absolutamente lotados. Encanta ver Howard Schultz falando sobre capitalismo consciente e sua possível candidatura à presidência dos EUA e se sair muito bem nas respostas ao entrevistador, Dylan Byers, que tenta amassá-lo em relação às chances reais de uma candidatura independente em um país polarizado. Alguém esqueceu de avisá-lo que o SXSW é um evento que estimula o empreendedorismo, mudanças e quebra de paradigmas!

Outro painel impactante foi do Roger McNamee, ex-mentor de Mark Zuckerberg, gritando por uma nova visão para o uso de dados pelas grandes empresas (Google, Amazon e Facebook) e apoiando a visão de Elizabeth Warren e de tantos outros, de que o poder dessas grandes empresas machuca as pequenas e inibe a inovaçãode maneirarelevante. Ela escreveu sobre isso recentemente, em um artigo interessante e polêmico https://medium.com/@teamwarren/heres-how-we-can-break-up-big-tech-9ad9e0da324c_). Mc Namee ainda chama a atenção para idiossincrasia e incoerência da sociedade e reguladores americanos (também aplicável para o Brasil) em relação à complacência com essas empresas.

Nas palavras dele: “I want to clear space for startups, for innovation, for alternative business model” e ainda “(…) Why is it legal for cellular companies to sell our location? Why is it legal for companies that make apps for health and wellness to sell or trade our health and wellness day? Why is it legal for anybody on the web to transact in our web history? Why is it legal for any way to even collect data on kids under 18?” Em síntese ele questiona como ainda é permitido, legalmente, que as empresas acessem e vendam nossos dados de maneira tão abrangente, incluindo os dados dos menores de 18 anos. Não é um debate novo, mas na visão dele, pouquíssimo tem sido feito a respeito.

Para além das polêmicas rolaram várias palestras sobre futuro do trabalho, varejo, saúde, blockchain, AI, exploração espacial e marinha, alimentação e formas de produção, indústria, design e diversos outros temas incluindo uma interessantíssima com Michael Pollan sobre estudos científicos do benefício de uso de psicodélicos em tratamentos psiquiátricos, como alcoolismo, por exemplo.

Termino, porém, contando da minha última palestra, com Chip Conley, cujo tema era “a economia digital não é apenas para os jovens”. Durante uma hora, com a sala cheia, ele falou da importância da troca entre empresários mais velhos – e de acordo com ele, se você tem 40 anos e está numa sala com vários garotos de 20 anos, não se engane, você é o idoso – com os “moleques brilhantes da tecnologia”, numa espécie de mentoria de mão dupla.

Ele atenta ao poder da combinação da curiosidade com sabedoria acumulada dos “velhos atuais”, reciclando o conceito de “knowledge worker” (trabalhadores do conhecimento) de Peter Drucker, para “wisdom workers” (trabalhadores da sabedoria), contrapondo que “o conhecimento está no google” e que o que importa hoje é a capacidade de reconhecer os padrões que nos ajudam a criar uma visão e compreensão holística de situações e a proporcionar soluções sistêmicas. E isso, os mais experientes tem de sobra.

Cheguei em Austin esperando uma experiência estilo Jetsons, mas posso dizer que ao invés de ir às palestras de uber voador, acabei tomando um cafezinho sincero com a Judy e ganhando uma carinhosa lambida do Astro. A perspectiva humana falou mais alto no SXSW 2019. Discutimos nossas relações pessoais, políticas, profissionais, e claro, a nossa relação com a tecnologia. São os novos velhos desafios!