Tecnologia, suor e sangue cibernético

by Renato Mendes

Tecnologia, o catalisador da mudança

 

No último post, apresentamos o núcleo do processo de transformação digital – as pessoas – agora, o próximo desafio é entender como amplificar esse processo de valorização de ideias e levante do cérebro como principal commodity da Nova Economia.

 

Chegamos assim até o segundo pilar desse processo, a tecnologia. Sempre me perguntam: – Ué, mas tecnologia não é o centro de necessidade de adaptação ao mundo digitalizado?

 

Não é bem assim. A invasão tecnológica na sociedade é um dos grandes fatores responsáveis por modificar os relacionamentos, pólos culturais, mindsets e contextos sociais nos dias de hoje, ou seja, é um agente de causa e consequência, não é um decisor de nada.

 

A tecnologia é um grande catalisador da mudança e do processo de transformação digital.

 

É curioso dizer que a tecnologia não é o ponto central do processo de transformação digital – é um dos viabilizadores, principalmente quando se trata de otimização, automação, abertura de possibilidades e acúmulo de dados.

 

O grande ponto sobre esse pilar é o leque de possibilidades aberto para auxiliar a movimentação de centralização de pessoas e consumidores dentro do modelo de negócio, buscando otimizar e navegar à maré do contexto social.

 

Entender o contexto de  utilização das ferramentas tecnológicas é a chave para uma implementação mais tranquila desse processo. Abaixo, alguns exemplos de tendências e ferramentas para te auxiliar:

 

I.Big Data

O volume de dados cresce cada vez, segundo relatório do McKinsey Global Institute, o volume de dados cresce 40% a cada ano. Claro, dados brutos não significam nada, mas, a possibilidade de análise e embasamento de decisões a partir do cruzamento dessas informações pode oferecer soluções cada vez mais personalizadas para o consumidor e assertividade na medição de resultados.

 

II.Internet das coisas (IoT)

A IoT nada mais é do que a conexão entre diversas interfaces, além dos smartphones, computadores e tablets – por exemplo, o Apple Watch ou wearables que acompanham o sono, queima de calorias, batimentos cardíacos e etc. Essa conectividade é fundamental para coletarmos informações cada vez mais detalhadas e revertê-las em valor real para o cliente, criando cada vez mais experiências únicas e melhorando a funcionalidade dos serviços oferecidos.

 

 

III. TI Bimodal

O TI Bimodal propõe uma reformulação dentro do escopo do TI tradicional nas empresas, priorizando a integração de dados e inteligência no dia a dia,  esse método propõe 2 modelos conjuntos de utilização – o Modelo 1 e o Modelo 2 – O primeiro, seria responsável por gerenciar o funcionamento pleno dos softwares e aplicações utilizados rotineiramente, focado em dar segurança e conforto para o seguimento da rotina.

O Modelo 2, representa uma área responsável por procurar novas soluções que facilitem os processos de trabalho diário, com projetos de UX, compartilhamento de nuvem e desenvolvimento de novos produtos ou serviços – ou seja, destinado à inovação. Assim, existe uma possibilidade de tornar a àrea de TI das empresas uma posição mais estratégica dentro do dia a dia.

 

III. AI (Inteligência artificial)

Sistemas de inteligência artificial representam um novo passo para facilitar atividades diárias, cortando processos mecânicos realizados pelo ser humano.

O algoritmo de machine learning pode ser utilizado para situações mais simples – Uma seguradora, por exemplo, utiliza um sistema autônomo para verificar se os consumidores estão dirigindo de acordo com as normas de segurança ou não, evitando conflitos de interesse e bonificando aqueles que seguem o procedimento correto.

Ou, para situações mais complexas, como assistentes virtuais (Google Home, Alexa, da Amazon e a BIA, Bradesco). Além de toda essa mudança, o acúmulo de dados permite a criação de uma base cada vez mais personalizada para atender as necessidades dos clientes.

 

IV.Business Intelligence (B.I)

O Business Intelligence é uma estratégia excelente para acompanhar, em tempo real, as ações dos clientes no funil de vendas – identificando padrões de comportamento, consumo e rentabilidade de cada um. Tudo isso em união ao Big Data, aumentando a acurácia do cruzamento de dados.

 

 

A hora é agora, ou melhor, já foi!

Todas estas ferramentas implicam em um momento de extrema conectividade, circulação e acúmulo de dados nunca antes vivenciados pela humanidade.

É fundamental usar esse movimento para reformular as funções externas e internas do negócio – partindo do consumidor no centro da estratégia, entendendo o papel dos colaboradores e funcionários no dia a dia, criando o hábito e a mentalidade de mudança dentro dos times e equipes, automatizando processos e abrindo as portas que a tecnologia oferece.

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