Transformação digital, a última esperança para quem ainda não entendeu o poder do consumidor

by Renato Mendes

A tecnologia e a invasão do ambiente digital revolucionaram completamente o jeito de nos relacionarmos com o mundo. Os mais diversos processos e atividades estão sendo repensados, revistos e automatizados.

 

O impacto que a digitalização trouxe não é exclusivo para os setores de tecnologia, entretenimento e afins. Não. Esse ambiente atinge a sociedade como um todo, independentemente do universo de negócio que você está inserido, gradativamente essa mudança vai chegar até você.

 

O digital é democrático, uma onda que vai pegar todo mundo, mais cedo ou mais tarde, seja no ambiente B2B ou B2C.

 

Tecnologia e inovação caminham lado a lado no cenário contemporâneo, mas, nenhuma delas é comandante da disrupção digital, a chave para entender a essência dessa mudança são as pessoas, a compreensão do consumidor, suas dores, anseios e desejos.

As grandes oportunidades para realizar um processo de disrupção estão nas lacunas de resposta do consumidor, ou seja, existe alguma possibilidade de resolver esse problema ou desejo de uma forma mais satisfatória? Esse é um questionamento chave para todos que desejam empreender dentro da Nova Economia.

 

Para o consumidor, o grande questionamento é: Como esse serviço/produto está me ajudando a resolver minha situação de uma maneira melhor que aquele outro?

 

A Uber é um exemplo simples de entender esse olhar focado nas mudanças que a digitalização trouxe para o consumidor. O grande problemas dos táxis era a disponibilidade limitada aos carros que passavam na rua, parados nos pontos ou telefones dos cartõezinhos.

 

A possibilidade imediata de conseguir um táxi dependia de muitos fatores que extrapolavam o controle do consumidor, ou seja, um serviço simplesmente oferecido e existente. O Uber entra no mercado dando o controle na mão das pessoas, precisa de um carro? Pede um Uber, localizamos um motorista para você dentro da nossa base disponível em qualquer lugar que você estiver.

 

Essa é a diferença fundamental, empoderar as pessoas. Elas ditam a mudança, nosso dever como ofertantes é responder para incrementar a experiência, não empurrar uma enxurrada de serviços e produtos.

 

A insatisfação sobre um serviço mal prestado ou ineficaz é o ponto que precisa de concentração.

 

A transformação digital é um contra ataque de quem está ficando pra trás dentro desse novo contexto, quem nasce digital tem mais facilidade de responder à dinamicidade de mudanças de mindsets que a digitalização trouxe.

 

Um modelo de negócio que precisa ser fluído e adaptável, com velocidade de resposta rápida às mudanças de cenário. Essa característica é ponto comum nas Startups que abocanham seu espaço no mercado de forma avassaladora.

 

Transformação digital é necessidade urgente para quem ainda está com a cabeça dentro da Velha Economia, onde o modelo de negócio é rei e o produto manda. Desafiar o consumidor empoderado é caminho certo para a cova.

 

É imprescindível estar aberto para entender a dinâmica de mudança do consumidor e avaliar seus impactos dentro do seu negócio, do contrário, já pode encomendar seu caixão, só não me chame para o velório.

 

 


Renato Mendes é sócio da Organica, professor de Marketing Digital do Insper, mentor Scale Up da Endeavor Brasil e colunista da Revista Época Negócios. Tem mais de 16 anos de experiência, sendo quase cinco como executivo da Netshoes onde ocupou o cargo de Head of Marketing & Communications for Latin America.

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