Luca Pucci — como transformar arte em oportunidade

Aprendizados e reflexões tem feito parte constante da pandemia do COVID-19. Buscando mostrar histórias inspiradoras e para estimularmos a criatividade da nossa rede, estreamos o quadro “Faz Chover” nos conteúdos da Orgânica Evolução Exponencial, o que me inspirou a contar para vocês a história do Luca Pucci, fotógrafo de São Paulo.

Conversar com o Luca traz sempre um novo aprendizado e uma nova maneira de enxergar o mundo. Foi com esse intuito que ele criou o Janelas Abertas, projeto onde ele fotografa pessoas em suas janelas com um drone, retratando o novo cotidiano e cenário que todos nós fomos abruptamente inseridos.

Foto: Luca Pucci, 2020

Para ele, o Janelas Abertas era sua maneira de se expressar no momento atual e trazer um novo significado e contexto criativo para a enxurrada de conteúdo que todos estamos consumindo, principalmente pelas redes sociais. Durante nosso papo, o Luca compartilhou vários dos ensinamentos que a fotografia à distância trouxe nesse período; fazendo um paralelo com nossas realidades, acredito que todos nós temos um pouco a aprender com ele.


“Para atingir resultados diferentes, temos que fazer coisas diferentes — é o que a pandemia tem mostrado para nós”


Um dos grandes desafios encontrados foi fazer as fotos com pouca ou nenhuma comunicação com as modelos. Para vencer essa barreira, o fotógrafo teve que aprender a inverter o protagonismo e se tornar observador, deixando com que as fotografadas criassem mais e confiassem no seu processo.

Quando perguntei se alguém não havia topado, ele disse que não. Inclusive, quem topava, ele perguntava se podia ser no dia seguinte. “Estamos todos em casa. Não tem desculpa para não fazermos”.

Na Organica, utilizamos muito metodologias ágeis e Design Thinking com nossos clientes, e buscamos trazer a reflexão de que é melhor errarmos rápido para corrigirmos mais rápido ainda. Em um cenário global que muda a cada instante, é preciso se adaptar e ser criativo para conseguirmos atingir nossos objetivos e, no caso do Luca, conseguir exercer a sua arte. Apesar das limitações que um fotógrafo encontra nesse cenário, ele decidiu testar rápido para ver no que dava e teve uma ótima surpresa com o resultado.


“Como o drone tem uma bateria muito curta, o tempo se tornou uma limitação. Percebi que, com restrição de tempo e ferramentas, conseguia fazer alcançar um bom resultado. Muitas vezes, com muitos recursos, você acaba enrolando e achando mais impeditivos”.


Foto: Luca Pucci, 2020

O projeto Janelas Abertas já foi compartilhado 3 vezes pelo projeto americano Mass Isolation Format e o Luca já fotografou 16 janelas com as mais variadas atividades: pintura, ioga, ballet e por aí vai. Inclusive, algumas marcas já têm demonstrado interesse em fotografar suas janelas como forma alternativa de produção de conteúdo durante esse período.

Até quando o projeto continua? “Quando a quarentena acabar. O projeto acabar tem a simbologia que o que estamos passando vai terminar também”.

Quer conhecer mais dos projetos do Luca? Acesse as redes sociais dele (@elelucapucci e @lucapuccistudio) e acompanhe a #janelasabertas no Instagram.


https://www.lucapucci.com.br/ / https://www.linkedin.com/in/amanda-antonon/

9 insights aprendidos com Tiago Dowsley, líder corajoso à frente da Transformação Digital do Grupo Soma

Depois de Fábio Porchat, Marcio Kumruian e Camilla Junqueira, ontem foi a vez de Roni Cunha Bueno entrevistar Tiago Dowsley, CDO do Grupo de Moda Soma (ANIMALE, FARM Rio etc), na Live Líderes Corajosos.

Além dele estar fazendo um trabalho fantástico a frente do e-commerce destas marcas, sendo protagonista em meio a essa revolução digital, ele também foi um grande protagonista da transformação INTERNA do mindset digital dentro do Grupo Soma. Tiago foi um Líder Corajoso pra k…. derrubou barreiras e está transformando o negócio de dentro para fora.

Confira a seguir 9 insights do bate-papo com este líder corajoso que está vivendo no palco da transformação digital!

1. Foco obsessivo

Obstinação é o segredo. Não é por menos que o Foco Obsessivo é o 7º princípio da Evolução Exponencial citado no livro Mude ou Morra. É preciso ter foco nos objetivos do trimestre e sempre compartilhar com a equipe a transformação digital que está sendo feita. Desse modo, não há impedimentos que fiquem de pé. A execução nunca será um impedimento, ao contrário da falta de alinhamento.

2. Curva de adoção

Convencer uma turma de uma vez é praticamente impossível. Sempre haverá uns 15% que vão topar de cara, 70% ficaram esperando para ver no que vai dar e 15% não estarão afim de mudanças. A forma de implementar uma coisa nova como a Transformação Digital deverá ser por uma conversa inicial com as pessoas que estão muito afim de fazer. O gestor tem que ser muito bom em perceber quem realmente quer mudar de cara para começar a mudança. Esse pequeno grupo será um case e irá contagiar toda a equipe. 

Nem o celular foi adotado de primeira pelos usuários. É preciso ir convencendo as pessoas aos poucos. Os OKRs foram a descoberta da pólvora no Grupo Soma. Eles foram sendo implementados aos poucos e os resultados foram sendo mostrados para que a metodologia pudesse ser disseminada em todas as áreas. A ideia é fazer em um grupo para gerar vontade nos outros. Assim, o processo foi mais rápido do que o esperado. A implementação dos OKRs foi uma das coisas mais interessantes do Tiago implementou enquanto gestor do grupo. 

3. Escuta ativa

No geral, as pessoas acham que o digital tem haver com tecnologia. Mas, na verdade, a transformação digital é feita escutando e entendendo as pessoas. A tecnologia vem como consequência disso tudo. 

Converse com pessoas. Escute o que elas acreditam e vá adicionando informação. Assim, o resultado fará parte do jogo. Tanto o Grupo Soma como a Nubank optou por aproximar seus profissionais de produto ao SAC. Afinal, o ouvido está lá. 

4. Autonomia das pessoas

Quem já experimentou dar autonomia para equipe sabe o quanto são melhores os resultados. É preciso querer melhorar cada vez mais a vida das pessoas. Não faz sentido contratar alguém inteligente e mandar todas as tarefas que ele tem que fazer. Autonomia não é anarquia. Definindo os objetivos, o profissional inteligente saberá o que deverá fazer. 

5. Básico bem feito

O básico bem feito já é muito bom no período atual. No Grupo Soma, eles estão fazendo as coisas rodar. Um bom exemplo são as vendas diretas por telefone.

6. Genialidade da marca

A Farm passou dois anos se preparando para ter lançamentos semanais.Tão eficazes como desconto são os motivos das pessoas acessarem às marcas. Tudo que a marca puder agregar de motivação além de descontos será mais positivo para ela.

7. Marcas fortes

Marcas fortes provocam desejo. Basta apenas um tapinha no preço para explodir as vendas. Em uma semana o Grupo Soma aumentou quatro vezes seu faturamento. Isso foi feito com o atendimento se transformando em remoto sem nenhum planejamento prévio devido ao COVID-19.

8. Celebração de resultados

Entregar resultados e celebrá-los com uma equipe feliz e orgulhosa não tem preço. E isso só é possível com alinhamento. Vale mencionar que há um aumento da empatia quando você entende realmente o que os outros fazem dentro do time. 

9. Consciência do consumo 

A consciência das pessoas em relação ao consumo vai ser o norte depois da pandemia. É preciso ser cada vez mais sustentável para realmente fazer a diferença na vida das pessoas e do planeta.

Por fim: Estratégia + gente + gestão = TUDO!

Gostou dos insights? Então, não perca as Lives com Líderes Corajosos todas as quintas-feiras às 18:00 no Instagram da Organica. E para assistir a Live com o Tiago Dowsley é só clicar aqui. Até a próxima!