5 insights aprendidos com o líder corajoso Pedro Mergulhão

A Upnid foi acelerada pela Organica e serviu de inspiração para o nome da nossa investida de startups: Organica 10.4.3. Isso porque a startup cresceu 10 vezes no seu primeiro ano, 4 no segundo e 3 no terceiro. Roni Cunha Bueno conversou com o Pedro Mergulhão, cofundador da startup. Confira os 5 insights que tiramos dessa live:

1. O amadurecimento nos ajuda a lidar com os problemas

Os problemas surgem todo dia, mas se o Pedro tivesse os mesmos de hoje há 4 anos atrás ele disse que não daria conta. A vida de startup é que nem um grande vídeo game. A gente vai passando de fase e buscando nossa evolução.

2. O principal desafio na cultura da empresa é entender nossos valores

É preciso saber quem quer trabalhar com a gente. E a Upnid conseguiu trazer pessoas que conseguissem crescer e amadurecer no mesmo ritmo do negócio e que são alinhadas ao valor de evolução da empresa. É fundamental que as expectativas estejam alinhadas nesse processo para encontrar gente boa que quer crescer junto com a startup. Duas características de quem a Upnid quer junto no time são: capacidade de adaptação, pessoas que querem verdadeiramente evoluir; e humildade para saber que todos estão aprendendo juntos e de reconhecer que ninguém tem todas as respostas, por lá não há espaço para ser um babaca dono da verdade que já sabe de tudo.

3. O trabalho híbrido pode ser o maior desafio

Hoje a startup conta com 41 pessoas no time. A metade trabalhava remoto e a outra metade presencial. Hoje, está todo mundo remoto e a empresa está bem ágil dessa forma, com um time bem maduro, por mais que exista a saudade de celebrar juntos. O híbrido entre as duas modalidades após a quarentena será o grande desafio, pois todo mundo deve estar integrado na cultura da mesma forma.

4. Crescer dói muito, mas com gente boa a gente pode construir o que quiser 

Hoje o que move o Pedro é montar um time dos melhores executivos do Brasil. Ele não é apegado a um modelo de projeto, mas se motiva ao ver as pessoas abraçadas ao negócio. A dor de qualquer crescimento é intensa, mas poder mudar a vida das pessoas faz com que tudo valha a pena. O pilar da Upnid são as pessoas que estão com a empresa. É importante ter um sonho grande e ele precisa ter o apoio das pessoas. O mercado das fintechs está aquecido. Tem gerado a descentralização dos bancos e a democratização do mercado financeiro. O principal legado que o Pedro quer deixar é o de ter pessoas do seu lado que cresceram com a Upnid. Cabe às empresas dar oportunidades para minimizar as desigualdades que vivemos no mundo.

5. A ação liberta e a gente descobre fazendo

As ações devem ser maiores que os planos. A gente descobre muita coisa quando estamos no caminho. E isso nos permite colocar a cara a tapa. É fundamental que um líder corajoso tenha a humildade de aprender a fazer. É difícil comparar o palco com bastidor, as coisas não são tão fáceis quanto parece. Existe muita ralação nesse trajeto. 

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Pedro Mergulhão clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

5 insights aprendidos com o líder corajoso Gustavo Araujo

O legado do líder corajoso à frente do Distrito, Gustavo Araujo, será ajudar o empreendedorismo no Brasil por meio de um ecossistema de startups. O cofundador do do maior ecossistema independente de startups do país foi o 11º convidado do Roni Cunha Bueno na live #LíderesCorajosos. Separamos 5 insights do bate-papo com esse líder que está vivendo no palco da Transformação Digital. Confira!

1. A opção de escolha entre trabalho remoto ou presencial é o modelo de sucesso daqui para frente

Todo mundo no Distrito mudou o job description. Eles começaram a organizar live e viraram tudo de ponta cabeça. O digital era um suporte do físico e a pandemia isso foi invertido. O time do Distrito avançou o digital de uma forma gigantesca. Hoje eles contam com mais residentes virtuais do que físicos. Embora muitas startups tenham um caixa curto, eles conseguiram reter 60% dos residentes. A comunidade dobrou de tamanho com o prédio digitalizado. Hoje, eles oferecem uma plataforma de mentoria e toda a comunicação de forma online. Mas o Gustavo vê muitas pessoas subestimando o poder do físico. Para ele, o modelo de sucesso é a opção pra escolher o melhor em cada momento, seja físico ou digital

2. Os prédios irão mudar e os espaços tendem a ser mais colaborativos

Eles serão menos um lugar de residência e mais uma oportunidade de encontros. As startups vão querer estes espaços para reuniões, mentorias e workshops. Desse modo, os 

espaços serão mais colaborativos e com mais laboratórios. O Gustavo trabalhará de forma híbrida. Ele pretende ficar 2 dias em casa e 3 dias no escritório. O Distrito já é o maior ecossistema independentes do Brasil e daqui para frente não há limites de prédio, espaço geográfico ou língua. 

3. Quem tem uma posição conservadora de caixa a chance de dar certo em uma pandemia é maior

O maior medo do Gustavo na posição de líder corajoso foi quebrar. Mas por mais que o Distrito seja disruptivo, ele tem uma posição conservadora em relação ao caixa. Então, o time ficou mais tranquilo. Gustavo contou que muitas startups do Distrito que já estavam balançando acabaram falindo, mas que tiveram casos que deram a volta por cima, participaram de rodadas de investimento e fizeram chover nessa crise. Por que o Brasil sofre mais que os países desenvolvidos em uma crise? O dinheiro vai para países mais estáveis que têm mais qualidade.

4. Existem 3 esteriótipos do empreendedor vencedor no Brasil

O empreendedor vencedor tem o output de resultado para conseguir captar dinheiro. As startups que mais crescem são aquelas que no fim do dia conseguem captar mais. Em primeiro lugar, os founders sabem o que estão fazendo, entendem muito do negócio e estudam muito. Em segundo, eles precisam ter energia alta para agir. Por fim, ter resiliência para lidar com coronavírus e crise política, por exemplo. Investidor anjo não leva a empresa para frente. Startups com VCs com tradição crescem mais rápido. 

5. Empreender no Brasil é uma missão emocionante e tem que ter muito estômago 

O dia de alegria é 2,5 vezes maior em termos de realização do que o dia de tristeza para o empreendedor. O brasileiro também tem um alto grau de adaptabilidade. Empresas que só estão na arquibancada não tem mais lugar com a transformação digital. As pessoas que se arriscam é que têm destaque. Sem contar que tudo que a gente sabe em 30 dias já está velho. A gente não precisa saber, mas precisa aprender. O legal da startup é que ela aprende e faz. Gustavo quer que o empreendedor brasileiro tenha as mesmas ferramentas das startups de fora. Ele quer romper com a dicotomia Brasil/mundo e startup/grande empresa. Para ele, uma grande onda de transformação digital que irá surgir vai ser das grandes empresas. E ele quer ser esse ecossistema que conecte os players.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Gustavo Araujo clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

A volta ao escritório: o que considerar?

Após alguns meses em casa na quarentena, algumas pessoas começam a voltar para o trabalho presencial. A grande maioria ainda deve vivenciar um modelo híbrido entre home office e volta ao escritório e além das medidas essenciais de cuidados com a saúde para esse momento, também é importante se preparar mentalmente e estruturalmente para essa retomada. Seguem quatro pontos que precisam ser discutidos:

1. Não voltaremos ao “normal”

A pandemia provocou uma nova realidade que afetou as relações de a estrutura de trabalho. Por tanto, não espere ao voltar uma mesma rotina, é importante se informar e ter clareza sobre como será esse novo funcionamento para que assim a readaptação aconteça.

2. Avalie o modelo de trabalho que será adotado

O processo de home office envolve preparação de estrutura física, organização de horários e treinamento para gerenciar as demandas de trabalho no ambiente familiar. A grande maioria dos profissionais tiveram que se adaptar sem nenhuma preparação. Para muitos o home office é viável e, para outros, a experiência prejudicou a produtividade. É importante mapear os impactos nas equipes para então criar o plano de transição e com isso construir uma retomada mais efetiva.

3. Crie um plano de transição

Cada empresa e setor tem um cenário específico, não existem recomendações únicas que funcionam para todos. Por tanto é importantíssimo que a volta aconteça mediante alinhamento claro entre a empresa e os colaboradores sobre as expectativas, o tempo de adaptação e qual será o plano de transição adotado. Uma comunicação detalhada e transparente contribui para que os colaboradores retornem com mais tranquilidade.

4. Mapeie os impactos da mudança nas relações

Na retomada é importante entender como ficam as demandas familiares nesse contexto. Integrar vida profissional e familiar não é fácil. Como fica o cuidado com os filhos na volta ao escritório? Muitas escolas não voltaram e muitas famílias não possuem rede de apoio. Acompanhe a situação dos colaboradores e veja se é possível flexibilizar mais o home office nesses casos ou ainda pensar em outro modelo de trabalho que ajude a colaborador a atender as demandas que ele precisa lidar. Assim sua empresa preservará as relações e aumentará a probabilidade de um retorno produtivo.

Independente das medidas que serão adotadas, ouça os colaboradores para criar um plano que atenderá tanto as necessidades deles, quanto da empresa. Respeite os protocolos de saúde e estabeleça um canal de comunicação transparentes e contínuo com todos. 

10 insights aprendidos com Monique Evelle, profissional que Faz Chover no empreendedorismo feminino

“Agora eu só participo de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio.” Esta foi uma das brilhantes frases ditas por Monique Evelle na live #fazchover dessa semana com a Priscilla Erthal. Monique é idealizadora da Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais e sócia da SHARP, hub de inteligência cultural. Reunimos aqui os 9 principais insights do bate-papo com essa empreendedora que faz chover. Confira!

1. O que a gente chama hoje de empreendedorismo as mulheres negras da periferia chamam de sobrevivência

Esse ponto nunca foi tão real quanto agora na pandemia. Não é romântico ter 7 milhões de mulheres fora do mercado de trabalho. E o empreender para muitas delas não é questão de escolha, mas uma consequência da precarização. Tem um lugar para mulheres negras e periféricas que nunca foi racionalizado. Elas precisaram fazer para existir e a existência ainda não é real, elas lidam com a sobrevivência. Surgiu uma cortina de fumaça colocando pessoas negras periféricas nos holofotes, mas não é legítimo, já que não dão credibilidade e nem dinheiro para elas. Pequenos empreendedores negros são os que estão com maiores dificuldades na pandemia. Muita gente já estava nadando em alto mar e com o COVID tudo piorou. É preciso voltar várias casas para fazer funcionar. O processo é divagar e exaustivo. Deveria ser óbvio, mas são barcos diferentes há muito tempo.

2. Cooperação não é tendência

A distribuição de renda é grande pilar do Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais aplicado à geração de renda, comunicação e educação e foi idealizado pela Monique. Quando o dinheiro chega para o Desabafo e outras iniciativas pretas e periféricas isso é automaticamente distribuição de renda. Quando a gente coloca dinheiro nas mesmas startups vai acontecer o que sempre acontece com os unicórnios: na primeira crise começa a demitir pessoas. Eles não vão nessa lógica porque desde sempre trabalham em comunidade porque são periféricos. A lógica de solidariedade é espontânea. 

3. É difícil falar de racismo com pessoas brancas por conta de 3 fatores

Primeiro porque elas acham que são universais. Monique é empreendedora preta enquanto uma pessoa branca só é empreendedora. Ninguém coloca na manchete: empreendedor branco fez isso. É preciso racializar e pensar no que é preciso fazer para dar um próximo passo. Em segundo lugar, pretos e periféricos não têm nome e sobrenome. Há uma dificuldade de falar o nome e acabam usando termos racistas. Por fim, um outro fator é a circulação dos espaços. Desde criança, as pessoas pretas são ensinadas a não abrir a bolsa dentro dos espaços ou mesmo correr na rua. Tanto faz se têm dinheiro, a raça vem primeiro. As pessoas brancas podem apoiá-las comprando, compartilhando, conectando pessoas ou fazendo cursos. Existem diversos caminhos. A gente precisa parar de personificar cada indivíduo, a sociedade é racista. Não podemos ser omissos a isso. Todo mundo tem local de fala. A partir disso, a gente conversa, troca e aí faz funcionar. As narrativas são plurais porque somos diferentes.

4. 90% que está na internet é fogo de palha e a Monique agora só participa de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio

Monique diz que precisa fazer o exercício de se livrar da culpa. A gente quer carregar o mundo e acaba pegando a culpa do outro. Mas se o outro não quer se movimentar, o problema é dele. Na hora do vamos ver ninguém aparece. Pensando nisso, a Monique está lançando um novo projeto e deu um spoiler para gente. A @inventivos.co surge para criar a realidade que a gente quer viver focando nos 10% que querem fazer. Ninguém vai sustentar seu negócio só sendo seu amigo. Muitas vezes elas compram um produto no início, querem ajudar e às vezes não falam o que acham para não ofender.

5. As pessoas têm as mãos sujas de sangue na internet

Monique conta que aprendeu a parar de forma atrasada. Gerenciar negócios e a vida é um desafio. Hoje, ela conseguiu tirar pausas longas. E tem coisas que ela não gostaria de somatizar, mas que são necessárias. A internet é perversa e as pessoas não se responsabilizam. É preciso se responsabilizar por tudo aquilo que digita. E muitos desistem por conta da sociedade. A Monique escreveu recentemente uma carta de despedida e alertou logo no início que poderia ser um gatilho. A carta foi muito planejamento e escrita justamente para alertar às pessoas das suas responsabilidades. A cultura do cancelamento é muito tóxica. Pessoas destrinchando ódio e querendo o fim de pessoas. Podemos não concordar com as atitudes de alguém, mas não podemos anular a existência de ninguém.

6. A gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade

Monique comemora tudo. De onde ela veio e onde chegou. Monique está escrevendo seu 3º livro sobre comemorações, felicidade e como ser clandestinamente feliz no meio de uma pandemia. Todo mundo na pandemia está nesse lugar de ser clandestino. 80 mil pessoas mortas e mais de 2 milhões de infectados, mas os sonhos se realizam. Coisas que ela não esperava aconteceram no meio de uma pandemia. Estamos em um lugar de mortandade, mas tem pessoas vivas e a gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade. 

7. Compre para incentivar o trabalho de pessoas negras e periféricas

Reconheça o valor do negócio da pessoa. Ninguém pechincha o valor de uma roupa, por exemplo, com grandes empresas. Tem gente que já conhece empreendedores periféricos e tem pessoas que ainda não. Compartilhe o acesso indique o empreendedorismo negro, até mesmo para fortalecer a rede. Pessoas não negras só são grandes ícones porque existem citações. Com pessoas pretas não. As pessoas copiam e nem dão os créditos. Comece a divulgar e fazer eternizar no lugar de citação assim como a branquitude faz. 

8. Falar que ser feliz fazendo o que ama é perverso com o outro lado

É desonestidade com o mundo dos negócios achar que a gente está na mesma régua. Monique não acredita em meritocracia e as pessoas sempre tocam no ponto que ninguém tem as mesmas ferramentas. Mas a gente não fala da pessoa que é meritocrática e o que pode acontecer. O discurso meritocrático pode levar as pessoas que acreditam nisso à sonegação de impostos. Elas têm tanta certeza que fizeram tudo sozinhas que não vão querer pagar impostos. Monique acredita que existem pessoas que se movimentam mais que outras, mas enquanto elas não tiverem as mesmas ferramentas fica difícil falar de meritocracia em um país tão desigual.

9. É difícil não cair no vício e visibilidade do holofote 

É precisa sair do lugar do ego. É difícil não cair nessa armadilha. Em muitos eventos as pessoas só falam delas, mas e aí? Para quem não esteve no palco e vai ganhando visibilidade, isso vai te viciando em um ciclo péssimo onde você não consegue nem mais trabalhar direito. Sem contar que muitos eventos pegam uma pessoa periférica para falar e vira quase que uma seita. O lugar da visibilidade é perverso por causa disso. Quando a luz está muito forte a gente pode não enxergar a realidade. E tem coisas que não precisam ser publicizadas. A solução tem que ser rápida o suficiente porque sempre vai ter alguém que está precisando daquilo.

10. Que bom voltar para casa e ter a possibilidade de ouvir sim

Monique tem uma mãe e um pai que nunca a paralisaram. Eles nunca disseram que ela não podia. E isso sempre deixou a Monique em movimento desde criança. Quando não podia fazer determinada coisa agora, ela foi incentivada a pensar em solução. Nao era nao tem e acabou no ambiente familiar. Era um faz o que você quiser que vai ser gigante. 

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5 insights aprendidos com Patricia Peck, advogada que Faz Chover no Direito Digital

Privacidade, segurança de dados e inovação jurídica são assuntos cada vez mais debatidos dentro das empresas, principalmente com a proximidade da entrada em vigor da LGPD. 
Na live #FazChover dessa semana quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dra. Patricia Peck, líder da empresa de treinamentos Peck Sleiman. 

Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo com essa profissional que faz chover no Direito Digital!

1. A privacidade não está morta

Ela na verdade passa por um transformação. A privacidade pensada pela geração que construiu a constituição de 1988 é bem diferente da nova geração nascida no digital. O que mais tinha impactado a geração pós-guerra que desenvolveu a constituição é que a informação não podia ser usada de forma discriminatória e preconceituosa. Hoje, pensamos mais sobre o direito de escolha das pessoas com transparência. A privacidade como nunca passa a ser uma moeda poderosa. Quem traz no pacote a proteção e segurança vai conquistar mais essa nova geração. Mas é uma balança de troca e o combinado nao sai cara. O maior combate deve ser a espionagem e ninguém vai abrir mão desse tipo de privacidade, já que vivemos em uma sociedade livre.

2. As leis precisam ser revisitadas

A proteção de dados que tanto falamos hoje é uma correção de rota, até mesmo para combater o monopólio de empresas que detêm informações de milhares de usuários. A virada de página precisa ser feita por meio de regulamentação. Só assim o titular estará empoderado com a divulgação ou não dos seus dados. Fato é que diante de tantas transformações precisamos pensar mais em autoregulamentações, tratados internacionais para assuntos digitais.

3. Atender as práticas básicas de regulamentação deve estar na cultura das startups

O início de um sonho do empreendedor não pode virar um pesadelo. A startup, por mais inicial que ela esteja, deve preencher um chechlist inicial de proteção de ativos intelectuais, atas de reunião, termo de responsabilidade e o papel de cada um na empresa para não pagar caro lá na frente e ninguém ser passado para trás pela sua ingenuidade empresarial. Em 2020, com todo acesso de informação que temos, não há mais desculpas. Essas práticas se tornam um escudo para o empreendedor. Sabemos que o empreendedor é muito abandonado no Brasil. Por isso, o ecossistema deve fomentar essa cultura.

4. Quem sai na frente LGPD tem grandes vantagens

Em 2019, as multinacionais começaram a se adequar à A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Na sequência vieram as grandes empresas, que começaram o mapeamento em 2019 e podem seguir por até 8 meses na adequação. Em 2020, as pequenas e médias empresas começaram a pensar na legislação, já que as grandes pediram para seus parceiros menores. A vitrine da LGPD tem relação com os consumidores finais e funcionários. Por isso, as empresas devem fazer esse tratamento de dados nesse ano e trabalhar o restante em 2021.

5. As empresas devem se preocupar com o descarte seguro dos dados

A eliminação dos dados é um grande problema nas organizações. É preciso criar uma correção de fluxo e gerar capacitação do profissional para o descarte seguro. Com o tempo vamos perceber as diferenças entre antes e depois da LGPD. No futuro, vamos achar um absurdo a falta de proteção. A LGPD será tão significativa quanto o Movimento de Direitos Civis, por exemplo. A Lei irá mudar a cultura da sociedade.

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6 insights aprendidos com a líder corajosa Renata Zanuto

Renata Zanuto atua como co-head do Cubo e é a responsável pelas conexões entre startups e demais agentes do ecossistema para geração de negócios e valor ao mercado no Cubo. Ela conversou ontem com o Roni Cunha Bueno na live #LíderesCorajosos.

Confira a seguir 6 insights do bate-papo com essa líder corajosa que está vivendo no palco da Nova Economia e da Transformação Digital:

1. Você se motiva e se inspira vendo pessoas na mesma posição que você se espelha

Se não existem mulheres para você se inspirar e ser motivo de inspiração, o trabalho se torna mais difícil. Por isso, o Cubo incentiva programas de diversidade com foco em mulheres em duas vertentes: de incentivo externo, para todo o ecossistema, e de olhar interno, com campanha para mais founders mulheres dentro do Cubo. A luta diária, apenas 12% de mulheres são founders nas startups do Cubo atualmente. Empreender ainda é muito masculino. E empresas de tecnologia e startups também são universos muito masculinos. 

2. Tenha foco no seu propósito

O Cubo tem uma plataforma de geração de negócios que a grande fortaleza é o espaço físico. Antes da pandemia aconteciam por lá cerca de sete eventos por dia, com 2 mil pessoas circulando no espaço. Durante o isolamento, para continuarem o fomento ao ecossistema de startup, eles começaram uma sequência de lives e recebem muitos elogios de pessoas de fora de São Paulo, que só conseguem participar desse formato virtual. Quando o Cubo voltar para o prédio, eles terão fortalecido o digital. 

3. É preciso ter coragem para desengavetar projetos

Adaptação é a palavra da vez. Nesse período de incertezas, precisamos adaptar negócios e vida pessoal. O Cubo foi o primeiro espaço a entrar em lockdown. De forma bem rápida toda a operação física precisou migrar totalmente para o digital. Primeiro eles buscarem entender o contexto do Cubo no ecossistema, adaptou todos os modelos e assim fizeram os lançamentos nos próximos dias. Para a Renata, acontecerá uma alteração do uso dos espaços físicos. Eles não serão mais diários como antes, mas vão ser usados para fazer negócio. O modelo híbrido veio pra ficar!

4. Permita-se sentir a liberdade da incerteza

O trabalho remoto será maior que o físico. A gente não vai mais fazer mais offsite, vai fazer mais onsite. O lugar tradicional será a nossa casa. As viagens curtas à trabalho também vão diminuir e a transformação digital, mais do que nunca é uma certeza. Se as empresas tradicionais ainda tinham alguma dúvida, ela acabou. O COVID-19 fez a transformação acontecer e isso é um processo de ida sem volta.

5. A cultura do erro e da vulnerabilidade carregavam impressões negativas

É preciso permitir-se errar e ter vulnerabilidade. O que o período está ensinando é que muitas empresas que antes não questionavam o status quo tiveram que desafiar suas verdades absolutas. Os líderes estão vendo o quanto é positivo se mostrarem vulneráveis. O planejamento de cinco anos acabou. Bem como as regras claras, a comunicação objetiva e assertiva. 

6. A exponencialidade está nas pessoas

Cada vez mais é preciso dar um foco maior para as soft skills. Os colaboradores precisam saber lidar com pessoas e com cenários de incerteza, manter o time junto e ser diverso em todos sentidos. As pessoas que fazem a diferença nas empresas. E elas devem ter brilho nos olhos, serem leves, dinâmicas e com uma boa bagagem de conteúdo. Desse modo, elas saberão receber e dar críticas e feedbacks, serão abertas ao novo e irão transmitir confiança para os times. 

Espero que tenha gostado dos insights. Você pode assistir a live com a Renata Zanuto clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até mais!

6 insights aprendidos com o líder corajoso Victor Santos

Quinta foi a vez do Roni Cunha Bueno conversar com o Victor Santos, fundador e CEO da Liv Up, uma das startups de alimentos que mais crescem no Brasil, na Live #LíderesCorajosos. Confira a seguir 6 insights do bate-papo com esse líder corajoso que vive no palco da Nova Economia. Perdeu a Live? Ela está salva aqui no nosso perfil. Assista e nos diga o que achou!

1. Saiba que você viverá a intensidade dos primeiros anos

Até 2018, Victor tinha aquela sensação de ter que matar um leão por dia na Liv Up. Era fazer ou morrer quase que diário nesses primeiros anos de existência da startup. Nunca existiu a ideia de que ia dar errado. Sempre foi um: como vamos levantar dinheiro? A ideia de jogar junto com o time foi fundamental desde o início. Todo dia um ia se apoiando ao outro.

2. O maior desafio do empreendedor não é sonhar, é tirar o sonho do papel

É importante ter o sonho de onde querem chegar quando se está começando uma empresa. O Victor tem o sonho de construir a melhor e maior empresa de alimentação do Brasil. Ele enxerga que há um espaço fantástico a ser explorado e vai executando no dia a dia pensando nisso para conseguir atingir seu sonho.

3. Cultura é o que você faz e não só o que você fala

A cultura da empresa tem que ir puxando o colaborador. Os valores são pontos fundamentais. E o processo seletivo tem que ser o maior acordo entre ambas as partes. Afinal, o combinado não sai caro.

4. Repense em como ter um impacto melhor

As pessoas querem comer bem. E a Liv Up quer fazer cada vez mais parcerias com produtores e oferecer ingredientes mais naturais. Em 10 anos, o Victor quer que a Liv Up esteja 10 vezes melhor e que gere um impacto que inspira a sociedade. 

5. Não tenha vergonha de sonhar gigante

Antes, o Victor tinha vergonha de falar dos seus sonhos grandes pela insegurança do início. Mas aprendeu que uma caraterística de um líder corajoso é não se colocar tanto em um teto de vidro. O céu é o limite. 

6. É preciso crescer focado

Até para dizer não e ter conversas difíceis. O time deve estar todo alinhado pelo propósito e reservar um tempo de qualidade rever isso. O trabalho de olhar para dentro tem que ser contínuo. Às vezes estamos tão focados em resolver problemas que não percebemos esses pontos

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Victor Santos clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

7 insights aprendidos com Michel Alcoforado, antropólogo que Faz Chover  em consumo e comportamento

O convidado da Live #FazChover dessa semana foi o Michel Alcoforado, antropólogo.Phd, especializado em consumo e comportamento. Na live, ele apresentou um panorama do mapeamento de tendências do mercado brasileiro, como o comportamento do consumidor, as transformações culturais entre as diferentes gerações e as tendências de futuro.

Separamos os 7 principais insights desse bate-papo. Confira a seguir e depois, caso tenha perdido essa live, assista a gravação no nosso perfil no Instagram.

1. Antropologia é boa demais para ficar presa nos departamentos de antropologia

Para Michel Alcoforado, o mercado precisava saber o que o antropólogo fazia. O antropólogo está preocupado com duas coisas: trazer novos pontos de vista e com o porquê das pessoas comprarem, se comportarem de determinada forma e se relacionarem com o mundo.

2. A tecnologia impacta diretamente a cultura

A gente avançou tanto nos últimos tempos que começamos a perder nosso ponto de vista e não pararmos para ver como tínhamos de fato avançado. Tudo que a gente inventa precisa ser absorvido pela cultura e também irá transformá-la. Não podemos deixar de olhar os impactos negativos dessas mudanças para que elas sejam cada vez mais efetivas e boas para todo mundo. Esse é um ponto decisivo na economia colaborativa. Alguém do outro lado pode estar sofrendo com os impactos de consumo. Não existe empresa de tecnologia. Todas elas causam impacto social, positivo e negativo. E não podemos nos esquecer dos negativos.

3. O ecossistema de startup é ponto fundamental na aceleração do tempo

Ao mesmo tempo em que ele é o mais adaptado para os tempos que a gente vive, ele é um fomentador dessa aceleração do tempo. O ecossistema de startup é fruto desse capitalismo que foi se estruturando a partir da 4ª revolução industrial. Uma startup resolve uma dor, com menos custo e de forma mais rápida. Estamos fazendo mais coisas dentro da mesma unidade de tempo, usando a tecnologia como aceleradora do tempo. E isso gera um ritmo acelerado para a sociedade. Na medida em que o tempo corre cada vez mais rápido, a transformação do mundo também corre cada vez mais acelerada. Em uma pesquisa que o Michel fez, as pessoas ficaram desesperadas porque não sabiam se ainda faziam sentido pro mundo. A gente vale muito e deixa de valer muito rápido. O grande ponto é que no processo de acompanhar as mudanças a gente tem que deixar tudo para trás. E o principal sentimento é culpa por não ter um padrão de vida. O apego ao padrão não deixa que a gente se adapte, por exemplos. Os israelenses não tem apego a nada. Eles são um grande MVP. Não têm nem jardim em casa, mas eles se auto conhecem muito bem e acham que podem fazer qualquer coisa.

4. Não é hora pra ter certeza, é hora para apostar

É necessário cada vez mais trabalhar a horizontalidade. A transdisciplinaridade é importante, mas a transgeracionalidade é ainda mais. A diversidade é fundamental na atualidade. É preciso pensar em novos processos evolutivos. Todo mundo está perdido e essa é justamente a graça. Não vai dar pra apostar em apenas um futuro. Trabalhe essa ideia para que a sua tomada de decisão seja mais fácil. Em um momento de crise como esse, faça errado, mas faça alguma coisa. Não dá para ficar parado. Se não tiver bote para você, no mínimo toque o violino. Essa é a hora pra fazer, desde que seja pra errar, inclusive na vida pessoal. Não espera o momento para poder sair na rua. O agora é o novo normal.

5. Cada geração tem seus erros

A pandemia está sendo muito mais difícil para a Geração X. A tendência é que os mais jovens estejam mais adaptados, apesar das empresas não estarem preparadas para eles. Agora, a Geração Z, que inclui as pessoas nascidas a partir de 1995 até 2010, é muito pragmática e sempre esteve buscando atalhos. Mas o futuro e os atalhos foram tirados deles. Ninguém sabe se vai existir faculdade, por exemplo. É o momento de Champion x Challenger, de desafiar seu modelo campeão, como dizemos aqui na Organica.

6. Para o Brasil dar conta do futuro ele tem que dar conta do passado

40% das transações digitais no Brasil foram feitas por pessoas que nunca tinham comprado online. Sem dúvidas, o consumidor sai mais digitalizado dessa crise. Na china, por exemplo, eles digitalizaram até o dinheiro para plataforma digitais pós período da Sars. Agora, o nosso país precisa de materialidade, de Wi-fi e de 3G de qualidade. O Brasil ainda não está preparado para desmaterializar os consumidores. Ele não dá conta nem da base da pirâmide, que é a alfabetização funcional e quer a alfabetização digital?

7. Home office era a coisa mais desejada na classe trabalhadora, mas percebemos que não é tudo isso

Depois da pandemia, as pessoas irão querer trabalhar em um mix de home office e dias de trabalho no escritório. Estamos com saudade do contexto do trabalho e não das pessoas. No trabalho, a gente tinha outra identidade. Vamos valorizar o espaço do trabalho como um espaço do encontro. As conquistas de transporte público estão indo para o ralo. As pessoas vão voltar a querer comprar carros e muitas devem se mudar para o interior. As casas ganharam uma valorização gigantesca. Não há mais tanto sentido em morar em um apartamento novo de 30m², com vários benefícios no condomínio, sendo que não poderemos usá-los. São Paulo trazia diversas oportunidades de trabalho e uma vida cheia de diversão, mas isso já não faz mais tanto sentido.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com o Michel Alcoforado, clique aqui e assista no nosso Instagram. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até mais!