5 insights aprendidos com Dani Junco, profissional que Faz Chover no empreendedorismo materno

Na terça tivemos a última convidada da 2ª temporada de lives #fazchover. Quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dani Junco, mãe do Lucas e fundadora da B2mamy, aceleradora que conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia através da educação digital. Perdeu o bate-papo? Ele tá salvo no nosso IGTV! Também listamos abaixo os 5 principais insights dessa conversa. Confira!

1. Muitas mães querem ter mais equilíbrio entre a vida profissional e a maternidade

A Dani Junco coloca que é mãe de Lucas no currículo. Ela contou na live que não se encaixava nas coisas ditas de mãe, que tem que encarar o filho como única prioridade. E para ela a carreira também é fundamental, é preciso haver o equilíbrio entre vida profissional e maternidade. Dessa forma, há 4 anos ela fez uma publicação perguntando se mais pessoas sentiam isso e convidou-as para um bate-papo. 80 mulheres compareceram. Quando a Dani se sente confusa ela gosta de externalizar. E era preciso ouvir essas mães. 48% deixam o trabalho depois da licença maternidade, e muitas porque são demitidas. Outras tantas passam pela transição de carreira, querem empreender ou se recolocar no mercado, mas o modelo não é o ideal para mães. 

2. Tudo parece ter sido criado para as mães não terem chances

Onde tem medo e confusão tem dinheiro. E aquela sala estava repleta de mulheres com grandes possibilidades de ganhar esse dinheiro. A Dani sempre passa pela lente de análise. Ela compareceu a um evento onde o banheiro nao tinha nem trocador. Tudo parece ter sido criado para as mães não terem chances. Mas, se não tem, há espaço para ter. Desse modo, a Dani, que é farmacêutica por formação, iniciou a construção de um espaço seguro que entenda as diferenças entre homens e mulheres.

3. Empreender não é ter CNPJ, é ser inquieto

É preciso sonhar e realmente querer. O lugar de mulher é onde tem dinheiro e poder envolvido, em políticas públicas e no empreendedorismo, por exemplo. Empreender não é ter CNPJ, é acordar motivada para resolver um problema. E que seja melhor, mais rápido e mais barato. Empreender é ser inquieto. E uma das coisas que levou a Dani para frente em vários momento foi ter alguém para ligar. É melhor ter pessoas que te atendem do que ter um monte de número na agenda. É preciso ser assertivo e agir com transparência. Assim são os givers, que fazem a doação do seu tempo. O livro Dar e Receber, de Adam Grant classifica as pessoas em givers, takers e matchers. Os doadores fazem networking classificando as pessoas em 3 tipos laços de relacionamentos: laços próximos, fracos e latentes. Então, para empreender, classifique seus laços. Os 3 são importantes.

4. Reflita sobre a qualidade de cidadãos que estamos criando quando uma mãe é coagida no trabalho

A Dani mapeou 3 grandes motivos das mães buscarem a B2mamy. O primeiro é que a conta não fecha para muitas mães ao planejar pagar uma rede de apoio enquanto volta ao trabalho, principalmente por conta da amamentação. Mas essa é uma dor das classes A e B. O segundo motivo é a demissão após a licença maternidade, que acaba surpreendendo essa mulher. E o terceiro é que aquela mãe já tinha uma ideia de empreender, tinha recursos guardados e quer tentar naquele momento. As crianças aprendem em 1000 dias mais do que vão aprender na vida inteira. E elas crescem e não vão pra Marte. Uma ótima reflexão da Dani foi sobre que qualidade de cidadãos que estamos criando quando uma mãe é coagida e o filho acaba vendo e absorvendo isso. Quais relações que as crianças vão ter com o trabalho? Muitos filhos não querem que a mãe vá para o trabalho. A Dani foi palestrar em um grande evento de RH onde só tinham homens na plateia e ela começou falando de cara que as filhas deles iriam ter menos chance só por serem mulheres. E que cabia a eles mudar essa realidade.

5. Construindo eles virão

A Dani sempre acha que a B2mamy vai quebrar e seus dias são uma mistura de deus me livre e quem me dera. No ano passado ela fundou a casa B2mamy, que recebia 60 mulheres diariamente com doação com valores abertos. A casa fechou no início da pandemia e eles que tiveram que reinventar a comunidade e passar por uma grande transformação digital. 90% dos produtos eram presenciais e foram transferidos para o digital. Mais pessoas, inclusive de fora de São Paulo, puderam participar das atividades. A B2mamy perdeu todos os residentes, mas as atividades não podem parar, é preciso se adaptar. Dani planeja a abertura da B2mamy para setembro e todas as salas já estão contratadas. Podem falar mal o que quiser da iniciativa, mas que é algo frágil e que a causa não é justa é impossível. A Dani tem planos de só melhorar daqui pra frente, principalmente na oferta de inovação e tecnologia. Infelizmente ela ainda enxerga muita gente menosprezando as organizações das mulheres. O Jogo Infinito é outro livro que a Dani destacou na live. Existem líderes infinitos e finitos, os que lideram pela abundância ou pela escassez. E ela acredita que construindo as pessoas virão.

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6 insights aprendidos com Chaps Melo, profissional que Faz Chover no Mundo Bita

Na semana passada, quem conversou com a Priscilla Erthal na Live Faz Chover foi o Chaps Melo. Ele é cantor, compositor e um dos criadores do Mundo Bita. O desenho infantil nasceu em Recife, nos estúdios da Mr. Plot, uma produtora de conteúdo fundada por Chaps e mais três amigos: João Henrique Souza, Enio Porto e Felipe Almeida, todos pais que entenderam haver uma demanda por conteúdos de entretenimento infantil. Confira a seguir 5 insights desse bate-papo!

1. Pensar em um público baseado nas pessoas que estão próximas de você pode ser uma boa estratégia para começar

O Chaps idealizou o Mundo Bita quando a sua primeira filha ainda estava na barriga da mãe e ela foi seu público-alvo. Há 9 anos, ele não era empreendedor e era um pai recente. Por isso, pensar em um público parecido com o da própria casa foi a estratégia. O Mundo Bita traduz a soma de 4 amigos: Chaps fica com a criação, o João Henrique Souza na comunicação, o Enio Porto no financeiro e o Felipe Almeida nos negócios. Os 4 sócios têm o perfil complementar e todo mundo debate tudo. Antes deles serem sócios eles já eram amigos e continuam sendo. 

2. O 1º grande segredo do Mundo Bita foi falar com o público infantil sem idiotizar as crianças

O Mundo Bita desde o início busca falar do que precisa ser dito sem idiotizar e menosprezar o raciocínio das crianças, mas passando a mensagem de um jeito que elas entendam. A animação é cara, difícil de fazer e a mão de obra ainda é escassa no Brasil. Por isso, no meio do ano eles já estão planejando o ano seguinte. Os sócios não conheciam tanto o mercado infantil, erraram muito e tiveram que se reinventar. Mas isso contribuiu com a identidade do Mundo Bita, que foi construído sem se basear em algo existente. Juntos os sócios tomam as decisões dos temas da temporada. Sempre há um tema central e os subtemas em cada mês. 

3. Tenha maleabilidade para adaptar seu negócio às novas necessidades

Para o Chaps é fundamental ter maleabilidade. O Mundo Bita foi criado para ser um aplicativo. Chaps já tinha experiência com o desenvolvimento da tecnologia, mas eles enfrentaram barreiras econômicas por ser algo muito novo. E a música foi mais uma tentativa do aplicativo dar certo. Chaps nunca tinha feito música profissionalmente e conta que vendeu o peixe para a Sony antes de pescá-lo. O Mundo Bita só tinha 3 músicas. mas a gravadora comprou uma temporada. O app já não era tanto atrativo de negócio. Outro marco para o Mundo Bita foi a entrada no Discovery Kids. Eles se descobriram no audiovisual. Tudo foi crescendo organicamente e o Mundo Bita nunca foi uma febre de momento. Ele foi crescendo aos poucos e tiveram algumas outros marcos, como concorrer ao Grammy, a parceria com Milton Nascimentos e.momentos menores de ver crianças com com tablet vendo o Mundo Bita no aeroporto. 

4. Busque construir o sentimento de gratidão entre seus consumidores 

A relação com as famílias que consomem o conteúdo do Mundo Bita é muito boa. Elas têm um verdadeiro sentimento de gratidão pelo projeto existir. E isso faz muita diferença para a equipe. Na produtora, a Mr. Plot, eles têm um quadro com mensagens que o público manda e elas estão lá para alimentar a cadeia de positividade. Chaps conta que indica que no dia que alguém estiver triste leia as mensagens.

5. É preciso ter liberdade dos padrões no processo de criação

Chaps disse na live que a criação do Bita com um olho maior que o outro foi no feeling. Ele é certinho na organização, mas acredita que na criatividade tem que haver liberdade. Desenhar e compor é ser subversivo. Tudo no Mundo Bita é feito com muita poesia, sensibilidade e delicadeza. O lado musical é mais forte que o vídeo, por exemplo. E a música é uma forma de sair da tela. E o grupo busca incentivar as crianças a não exagerar na quantidade de telas e falam sobre a importância de brincar no mundo fora delas. Por isso, eles apostam em outros produtos, como apresentação no teatro e publicações editoriais.

6. Fique atento às oportunidades e desafie seu modelo campeão 

A Flora é uma personagem que nasceu de uma lacuna do Chaps em não conseguir cuidar de tudo sozinho. A história da Flora será contada em breve. Antes da pandemia estava sendo planejado um show com orquestra com lançamento no Rio de Janeiro, mas ele irá acontecer quando for possível. O Mundo Bita também está ampliando sua internacionalização em Portugal, América Latina e foi iniciada a produção de conteúdo em inglês. A série também está em desenvolvimento. E em breve eles irão abordar um tema que queriam falar há algum tempo, a adoção. No Dia das Criança haverá uma live pra lá de especial. O Mundo Bita tem esse olhar de carinho, responsabilidade e propósito. 

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5 insights aprendidos com o líder corajoso Rodrigo Batista

Ontem, Roni Cunha Bueno conversou com o Rodrigo Batista na Live #LíderesCorajosos. Hoje, Rodrigo é conselheiro e investidor em empresas de tecnologia como nTokens.com e Saxperto.com.br. Ele também é fundador do Mercado Bitcoin, maior corretora de moedas digitais da América Latina. Rodrigo fundou a empresa em 2013 e ela foi vendida em 2018. Nesses dois anos que se passaram, o empreender continua construindo outros palcos por aí. Saiba quais são os insights de hoje!

1. Fique atento às oportunidades que você encontra pelo caminho

O Rodrigo Batista acreditou nas criptomoedas lá atrás. Ele viu na Revista Superinteressante que tinha algo legal nascendo, que já tava crescendo no mercado internacional, e enxergou como uma oportunidade de criar algo em 2011. O Mercado Bitcoin nasceu em 2013 e ficou sob comando do Rodrigo até 2018. Quando não fazia mais sentido ele vendeu e nos últimos dois anos o empreendedor mudou seus rumos.

2. Se você se mete sozinho em um negócio a chance de ficar sobrecarregado é muito grande

Rodrigo se define como alguém bem técnico e por muitos anos um assunto que deixou de lado foi o das pessoas. A faculdade tem dificuldade de preparar sobre isso. Ao longo do caminho, Rodrigo descobriu quem ele queria no seu time: pessoas que buscam fazer o trabalho bem feito. Com as pessoas certas o empreendedor consegue mudar para outro ramo e conseguir dinheiro, por exemplo. E a vontade de aprender é algo que ele realmente valoriza nos colaboradores. Se alguém se prende em uma tese fica muito difícil trabalhar em time. É necessário flexibilidade e resiliência. Segundo o Rodrigo, se você se mete sozinho a chance de ficar sobrecarregado é muito grande, não vale pagar pra ver. Uma outra característica importante quando dá certo chamamos de persistência e quando dá errado ela fica conhecida como teimosia. 

3. Tenha persistência para ir vencendo suas barreiras

Rodrigo foi criado no Itaim Paulista, periferia da Zona Leste de São Paulo. Ele conta que roubou o folheto da escola sobre o ensino técnico e estudou um jeito de colocar de volta sem que ninguém percebesse. Ter mudado para a Escola Federal daquele folheto foi algo transformador na sua vida. Da escola ele entrou para o mundo da computação. Um segundo momento marcante que o Rodrigo relembrou na live foi o de ter largado o salário e benefícios do banco em que trabalhava para empreender na sua startup. Rodrigo foi vencendo as barreiras pelo caminho. A gente sempre escuta que adulto não consegue aprender inglês ou que é impossível entrar na USP. Mas ele garante que só desiste se tentar no seu máximo. E essa persistência o ajudou muito a construir sua história.

4. Ainda há muita coisa para ser feita no universo financeiro

E o Rodrigo continua criando coisas nesse mundo, tanto pensando nos mais ricos quanto nas pessoas de baixa renda. Sem dinheiro a gente não vive e o Rodrigo quer dar outras contribuições nesse ponto, com o dinheiro mais fácil e disponível para as pessoas. Um dos seus objetivos é que as pessoas, principalmente as menos assistidas, tenham uma vida melhor. Saúde e genética são outros assuntos que têm interessado o Rodrigo, da mesma forma que enxergou potencial no bitcoin em 2011. Ele acha que em 10 ou 20 anos teremos grandes desenvolvimentos nessas áreas. 

5. Se você está aberto ao mundo vão te aparecer novos desafios

Pessoas boas abrem espaços. Ninguém consegue fazer tudo super bem e sempre vão existir pessoas melhores que você em determinada coisa. Por isso, a gente precisa se desenvolver para trazer novas pessoas no caminhos. E é necessário preparar essas pessoas para ocupar esses caminhos. É aquela história: se desenvolver para desenvolver os outros. As pessoas precisam ser ouvidas e não julgadas. Tudo muda, por isso, precisamos nos adaptar. Viva bem no desconforto.

Espero que tenha gostado dos insights. Você pode assistir a live com o Rodrigo Batista clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até mais!

5 insights aprendidos com Diogo Garcia, profissional que Faz Chover na Confraria do Empreendedor

Terça-feira é dia de #FazChover no instagram da Organica e quem conversou com a Priscilla Erthal na Live dessa semana foi o Diogo Garcia. Com o propósito de colaborar e conectar empreendedores no ecossistema de startups e inovação do Brasil, ele é um dos fundadores da Confraria do Empreendedor, um hub colaborativo com membros de Norte a Sul do país.

Diogo é Executivo de Desenvolvimento de Negócios com Venture Capital e Emerging Giants (Startups com alto potencial de crescimento) na KPMG Brasil, analista do Shark Tank Brasil, conselheiro do Instituto Êxito e ProLider, professor da XP Educação e palestrante/mentor nas áreas de Vendas e Inovação das agências Case Falá e Iiman. Confira a seguir 5 insights desse bate-papo!

1. A troca é fundamental para o empreendedor não se sentir tão sozinho 

Diogo é um vendedor nato. Ele gosta de conectar e ajudar pessoas e enxerga um amadurecimento do ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Junto com a Confraria do Empreendedor ele busca tirar o empreendedorismo de palco. Com a sua pegada colaborativa, Diogo entende que o empreendedor é carente e está sozinho na maior parte do tempo. Ele queria trazer algo novo onde as pessoas pudessem se sentir vulneráveis. A Confraria tem um manifesto de compartilhamento, doação, contribuição e colaboração. Ela não tem fins lucrativos e conta com mais de 800 pessoas. A pandemia está mostrando a importância da troca entre as pessoas.

2. Nunca se falou tanto em comunidade

As comunidades não devem ser criadas com muitas regras e de uma maneira muito formal. Elas precisam ser orgânicas e ouvir as pessoas que estão ali. É necessário muita pesquisa e muito tête-à-tête. A comunidade adquire muito o espírito de quem cria. E a vontade de querer conectar foi o grande segredo do surgimento da Confraria. Os comportamentos são repetidos e a liderança é feita pelo exemplo. A colaboração e o espírito de servir são vírus do bem.

3. O Shark Tank busca ser a cara do Brasil e no País há muitos empreendedores, não só os que têm uma grande startup

O Diogo olha para cada negócio e pensa em vendas. Ao visualizar o problema, como é que vende é a primeira pergunta que ele faz, inclusive no Shark Tank Brasil, onde ele é analista e seleciona as histórias antes delas irem para a TV. Como atende a necessidade do cliente e a visão financeira de onde o empreendedor está e onde ele quer chegar são outras perguntas fundamentais. No pitch inicial, os empreendedores precisam ter essa visão de futuro e mostrar o que está sendo testado. Diogo tem um grande olhar para as pessoas. Ele busca saber do engajamento, background, tempo de investimento, como o produto será escalado e quais são as projeções futuras. A Confraria do Empreendedor é parceira do Shark Tank e 8 confrades são analistas do programa.

4. Está mais que comprovado do que a diversidade traz resultados melhores

O Vale do Silício disputa talentos entre si. O Linkedin contratou um profissional de El Salvador para uma posição no país. Ele só  falava espanhol e começou no seu emprego dos sonhos. Resultado: o profissional de mais alta performance do Linkedin não fala inglês. Atitudes com esta servem como espelho. Líderes mulheres tendem a ter mais mulheres no time. A diversidade precisa atingir um conceito mais amplo. Startups de outras regiões do Brasil precisam de mais visibilidade para replicar a projeção.

5. Existem grandes dificuldades, mas há muitas oportunidades para as startups

Proteger o caixa foi o primeiro momento das startups na pandemia. Elas precisaram ser ainda mais eficientes. Muitas negociações ainda estão em cima da mesa, sem contar nos atrasos e projetos em stand by. Mas o apetite do venture capital continua alto. Há muito dinheiro disponível. Mas tudo ainda não está do jeito que a gente quer. Faz parte da cultura das startups estar sempre se reinventando. É importante que elas tenham iniciativa de parcerias, esse é o momento para pedir ajuda, para tentar pivotar e ver outros tipos de negócio. Estamos em um momento de retomada e de olhar para frente. Quem é startupeiro sabe que mais de 70% quebram e que isso faz parte da jornada. Até os bares e restaurantes estão tendo que se readequar.

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6 insights aprendidos com o líder corajoso Bruno Soares

A Feedz é uma startup acelerada pela Organica desde quando tinha 3 pessoas no time: um estagiário e os cofundadores Bruno Soares e Gabriel Leite. No ano passado, a Feedz conquistou o 6º lugar de startup que mais cresceu no mundo. E hoje, a empresa quer ser referência em engajamento e desempenho. Só temos uma coisa a dizer: #voafeedz!

Na quinta, o Bruno Soares, CEO da Feedz, conversou com o Roni Cunhabueno na live #LíderesCorajosos. Confira a seguir 6 insights do bate-papo com esse líder corajoso!

1. É preciso contratar bem e desenvolver pessoas

Cuidar de pessoas é um ponto fundamental na Feedz. Por lá, eles têm um comite de cultura que analisa o clima a cada 15 dias. E para o Bruno, os founders e diretores precisam participar e estar cientes de tudo o que está acontecendo na empresa. Eles precisam olhar para recrutamento e seleção para que o colaborador esteja realmente alinhado com a cultura

do negócio. A cultura é algo vivo e precisa ser revisitada com frequência, sem perder a sua essência. Uma pessoa que não está alinhada com a cultura pode atrapalhar todo o time

2. O OKRs deve estar na cultura da empresa

Um outro ponto fundamental para o Bruno é a consistência nas estratégias. A Feedz utiliza OKRs há dois anos, desde quando tinham 3 pessoas no time. Hoje são 25 e os OKRs estão na cultura da empresa. Ter foco é algo fundamental segundo o líder.

3. Admire gente que já fez

O Bruno é o típico líder estruturado, que é focado em resultado e olha para pessoas com o olhar sistemático. É o líder que administra e orquestra o caos. O Bruno admira pessoas que gostam de fazer, sejam ávidas por conhecimento e que estejam sempre aprendendo por meio do valor de evolução. Existe ainda o líder visionário, que sempre está cheio de ideias e em busca do fator UAU, e o que faz chover, que executa o tempo todo e traça várias metas. 

4. Tenha transparência, principalmente no feedback

Bruno disse que na Feedz eles são bem transparentes com o time. Deixam claro o faturamento, quanto vendeu, informações dos clientes e abertura ao feedback a qualquer momento. As pessoas precisam compreender que feedback não é repreensão e entendê-lo como um presente para evoluir. A maior experiência do Bruno na pandemia foi a de desligar 6 pessoas no time. A Feedz tinha um turn estruturado, mas com a pandemia eles enfrentaram cancelamentos e revisões de contato. O time montou um plano de ação, cortou gasto e a última medida foi a dos desligamentos. Olhando para hoje, o Bruno disse que não teria feito os desligamentos. Eles acharam que 2020 seria um ano perdido.

5. É importante que o líder saiba explicar seu primeiro movimento, mesmo que a sua cabeça esteja na quinta peça

O líder tem o papel de dividir seu modelo mental com o time. O founder tem todas as informações e é quem mais entende e estuda o negócio. Sem contar que o modelo mental do founder automaticamente já foi mais testado. Um grande erro dos líderes na visão do Bruno é o de respostas de cima pra baixo, já que eles deveriam ser os primeiros a trazer contexto. O Bruno semanalmente envia um e-mail para o time com 5 artigos que ele achou interessante, o livro que ele está lendo e alguns pensamentos para a semana. 

6. A liderança está ligada a caráter, generosidade e humildade

Mas não podemos confundir liderança com ser bonzinho. Extrair o máximo do time é característica do líder. Pessoas felizes e realizadas profissionalmente precisam estar acompanhadas de um bom líder. Quanto mais maduro for o profissional, mais preocupado ele estará em não entrar em um time fraco, sem cultura e com processos defasados. O propósito deve estar alinhado com o da empresa.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Bruno Soares clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!