A nova economia já está aí, gerando novos unicórnios, destruindo antigos impérios e deixando para trás uma massa enorme de pessoas e empresas paralisadas de medo. Medo do desconhecido, daquilo que está vindo do Norte.

Muitos amigos me procuram para um almoço, um café, um papo, e falam sobre a mesma dor: “O que fazer agora?”. Seja porque estão em uma empresa ameaçada, seja porque a carreira deles está ameaçada, ou porque eles estão vendo as coisas acontecerem e querem participar.

A única certeza que tenho e divido é que não devemos ficar parados. “Mas, Roni, se a pessoa está paralisada é  justamente porque não sabe o que fazer!…”

Exato. Mas ficar parado é a pior estratégia. Vou deixar aqui o que compartilho com meus melhores amigos:

1 – Identifique os seus medos. Medo sempre vem do receio de uma dor. Que dor você está querendo evitar e que não te deixa sair do lugar? Salário? Cargo? Reconhecimento social? Você é muito premiado? Já foi muito fodão e não quer manchar sua reputação? Não quer assumir que não sabe?

Meus amigos sabem como é doloroso um almoço HONESTO comigo. Pense duas vezes antes de me convidar. Hahaha. Dói, mas é fundamental descobrir do que você foge.

2 – Entenda o que está acontecendo e tome uma atitude. Vejo pela minha experiência em Netshoes, Empiricus, Dr. Consulta, Méliuz, Leiturinha, Rock Content, Max Milhas, entre outros, que existem dois tipos de negócios crescendo de forma exponencial.

Eles se dividem assim:

80% – são aqueles que nós estamos começando a usar para resolver 80% do nosso tempo. São negócios user-centered, onde o cliente dita a relação. São negócios da Não-dor.

“Calma, Roni… Como assim? Não-dor? Xarope…”

O que quero dizer com Não-dor? São novas soluções que tiram dores de você, dores com as quais você já estava acostumado e que já tinham lhe deixado até calejado. Mas, quando alguém inventa uma solução melhor, você migra correndo!

Uma lista de exemplos de soluções Não-dor são as que dizem…

Não à fila de banco.

Não a buscar um táxi.

Não a esperar um programa até que chegue a hora de passar na grade da TV.

Não ter cerveja gelada na geladeira quando você tem vontade.

Não ter uma babá agora para cuidar do seu filho.

Não ter um bom médico no final de semana no sítio.

Não ter outra opção de financiamento que não seja um banco.

Não ter o que fazer com as suas milhas.

Estes e muitos outros negócios estão surgindo para que, com um clique, você resolva seus problemas. Isso solucionará 80% do seu tempo. Haverá empresas dessas para tudo!

E, nos outros 20% do seu tempo, o que você vai fazer? Se você está cada vez mais rápido, prático, customizado, intuitivamente resolvendo seus problemas, vai sobrar mais tempo para as coisas com as quais você realmente quer gastar seu tempo.

20% – Você quer que seus outros 20% sejam de puro deleite, pura degustação, puro PRAZER. Por isso, o outro setor que está crescendo de forma exponencial é o da Gourmetização das coisas. É o que fica perto aqui de casa, é delicioso, onde eu quero passar horas, tem tudo que eu gosto, me trata bem, sabe o que eu quero e como quero, onde degusto coisas novas, onde TENHO UMA EXPERIÊNCIA FANTÁSTICA.

Me perguntaram em um desses almoços: “Roni, as agências de viagem vão acabar?”

Possivelmente, grande parte deve sumir.

Qual parte? Aquela que só resolve dor. Aquela que será superada por um cliente empoderado com um celular na mão e muito mais informação e recursos do que aquela agência comum.

Qual vai sobreviver? Aquela agência que souber identificar QUEM quer uma experiência fantástica no descobrir, planejar e viajar. Alguém que queira se deleitar com todo o processo do começo ao fim da viagem e que não se importa em pagar por isso.

O mesmo vale para N modelos do mercado. Agência de banco, clínicas, despachantes, redes de supermercado, lojas de várias categorias, lava-jato, representantes comerciais, enfim, todos os intermediários, facilitadores e tradutores para o consumidor.

Estamos em uma revolução sem volta, e a única certeza que tenho (e divido) é a de que não devemos ficar parados. Encare seus medos. Decida onde você  vai ficar: nos 80 ou nos 20.

Sangue nos olhos!

Saiba mais sobre a Nova Economia e o Evolução Exponencial em www.evolucaoexponencial.com.br

Quer levar essa discussão para o seu time? Entre em contato conosco pelo e-mail organica@organica.digital

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