5 insights aprendidos com Dani Junco, profissional que Faz Chover no empreendedorismo materno

Na terça tivemos a última convidada da 2ª temporada de lives #fazchover. Quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dani Junco, mãe do Lucas e fundadora da B2mamy, aceleradora que conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia através da educação digital. Perdeu o bate-papo? Ele tá salvo no nosso IGTV! Também listamos abaixo os 5 principais insights dessa conversa. Confira!

1. Muitas mães querem ter mais equilíbrio entre a vida profissional e a maternidade

A Dani Junco coloca que é mãe de Lucas no currículo. Ela contou na live que não se encaixava nas coisas ditas de mãe, que tem que encarar o filho como única prioridade. E para ela a carreira também é fundamental, é preciso haver o equilíbrio entre vida profissional e maternidade. Dessa forma, há 4 anos ela fez uma publicação perguntando se mais pessoas sentiam isso e convidou-as para um bate-papo. 80 mulheres compareceram. Quando a Dani se sente confusa ela gosta de externalizar. E era preciso ouvir essas mães. 48% deixam o trabalho depois da licença maternidade, e muitas porque são demitidas. Outras tantas passam pela transição de carreira, querem empreender ou se recolocar no mercado, mas o modelo não é o ideal para mães. 

2. Tudo parece ter sido criado para as mães não terem chances

Onde tem medo e confusão tem dinheiro. E aquela sala estava repleta de mulheres com grandes possibilidades de ganhar esse dinheiro. A Dani sempre passa pela lente de análise. Ela compareceu a um evento onde o banheiro nao tinha nem trocador. Tudo parece ter sido criado para as mães não terem chances. Mas, se não tem, há espaço para ter. Desse modo, a Dani, que é farmacêutica por formação, iniciou a construção de um espaço seguro que entenda as diferenças entre homens e mulheres.

3. Empreender não é ter CNPJ, é ser inquieto

É preciso sonhar e realmente querer. O lugar de mulher é onde tem dinheiro e poder envolvido, em políticas públicas e no empreendedorismo, por exemplo. Empreender não é ter CNPJ, é acordar motivada para resolver um problema. E que seja melhor, mais rápido e mais barato. Empreender é ser inquieto. E uma das coisas que levou a Dani para frente em vários momento foi ter alguém para ligar. É melhor ter pessoas que te atendem do que ter um monte de número na agenda. É preciso ser assertivo e agir com transparência. Assim são os givers, que fazem a doação do seu tempo. O livro Dar e Receber, de Adam Grant classifica as pessoas em givers, takers e matchers. Os doadores fazem networking classificando as pessoas em 3 tipos laços de relacionamentos: laços próximos, fracos e latentes. Então, para empreender, classifique seus laços. Os 3 são importantes.

4. Reflita sobre a qualidade de cidadãos que estamos criando quando uma mãe é coagida no trabalho

A Dani mapeou 3 grandes motivos das mães buscarem a B2mamy. O primeiro é que a conta não fecha para muitas mães ao planejar pagar uma rede de apoio enquanto volta ao trabalho, principalmente por conta da amamentação. Mas essa é uma dor das classes A e B. O segundo motivo é a demissão após a licença maternidade, que acaba surpreendendo essa mulher. E o terceiro é que aquela mãe já tinha uma ideia de empreender, tinha recursos guardados e quer tentar naquele momento. As crianças aprendem em 1000 dias mais do que vão aprender na vida inteira. E elas crescem e não vão pra Marte. Uma ótima reflexão da Dani foi sobre que qualidade de cidadãos que estamos criando quando uma mãe é coagida e o filho acaba vendo e absorvendo isso. Quais relações que as crianças vão ter com o trabalho? Muitos filhos não querem que a mãe vá para o trabalho. A Dani foi palestrar em um grande evento de RH onde só tinham homens na plateia e ela começou falando de cara que as filhas deles iriam ter menos chance só por serem mulheres. E que cabia a eles mudar essa realidade.

5. Construindo eles virão

A Dani sempre acha que a B2mamy vai quebrar e seus dias são uma mistura de deus me livre e quem me dera. No ano passado ela fundou a casa B2mamy, que recebia 60 mulheres diariamente com doação com valores abertos. A casa fechou no início da pandemia e eles que tiveram que reinventar a comunidade e passar por uma grande transformação digital. 90% dos produtos eram presenciais e foram transferidos para o digital. Mais pessoas, inclusive de fora de São Paulo, puderam participar das atividades. A B2mamy perdeu todos os residentes, mas as atividades não podem parar, é preciso se adaptar. Dani planeja a abertura da B2mamy para setembro e todas as salas já estão contratadas. Podem falar mal o que quiser da iniciativa, mas que é algo frágil e que a causa não é justa é impossível. A Dani tem planos de só melhorar daqui pra frente, principalmente na oferta de inovação e tecnologia. Infelizmente ela ainda enxerga muita gente menosprezando as organizações das mulheres. O Jogo Infinito é outro livro que a Dani destacou na live. Existem líderes infinitos e finitos, os que lideram pela abundância ou pela escassez. E ela acredita que construindo as pessoas virão.

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6 insights aprendidos com Chaps Melo, profissional que Faz Chover no Mundo Bita

Na semana passada, quem conversou com a Priscilla Erthal na Live Faz Chover foi o Chaps Melo. Ele é cantor, compositor e um dos criadores do Mundo Bita. O desenho infantil nasceu em Recife, nos estúdios da Mr. Plot, uma produtora de conteúdo fundada por Chaps e mais três amigos: João Henrique Souza, Enio Porto e Felipe Almeida, todos pais que entenderam haver uma demanda por conteúdos de entretenimento infantil. Confira a seguir 5 insights desse bate-papo!

1. Pensar em um público baseado nas pessoas que estão próximas de você pode ser uma boa estratégia para começar

O Chaps idealizou o Mundo Bita quando a sua primeira filha ainda estava na barriga da mãe e ela foi seu público-alvo. Há 9 anos, ele não era empreendedor e era um pai recente. Por isso, pensar em um público parecido com o da própria casa foi a estratégia. O Mundo Bita traduz a soma de 4 amigos: Chaps fica com a criação, o João Henrique Souza na comunicação, o Enio Porto no financeiro e o Felipe Almeida nos negócios. Os 4 sócios têm o perfil complementar e todo mundo debate tudo. Antes deles serem sócios eles já eram amigos e continuam sendo. 

2. O 1º grande segredo do Mundo Bita foi falar com o público infantil sem idiotizar as crianças

O Mundo Bita desde o início busca falar do que precisa ser dito sem idiotizar e menosprezar o raciocínio das crianças, mas passando a mensagem de um jeito que elas entendam. A animação é cara, difícil de fazer e a mão de obra ainda é escassa no Brasil. Por isso, no meio do ano eles já estão planejando o ano seguinte. Os sócios não conheciam tanto o mercado infantil, erraram muito e tiveram que se reinventar. Mas isso contribuiu com a identidade do Mundo Bita, que foi construído sem se basear em algo existente. Juntos os sócios tomam as decisões dos temas da temporada. Sempre há um tema central e os subtemas em cada mês. 

3. Tenha maleabilidade para adaptar seu negócio às novas necessidades

Para o Chaps é fundamental ter maleabilidade. O Mundo Bita foi criado para ser um aplicativo. Chaps já tinha experiência com o desenvolvimento da tecnologia, mas eles enfrentaram barreiras econômicas por ser algo muito novo. E a música foi mais uma tentativa do aplicativo dar certo. Chaps nunca tinha feito música profissionalmente e conta que vendeu o peixe para a Sony antes de pescá-lo. O Mundo Bita só tinha 3 músicas. mas a gravadora comprou uma temporada. O app já não era tanto atrativo de negócio. Outro marco para o Mundo Bita foi a entrada no Discovery Kids. Eles se descobriram no audiovisual. Tudo foi crescendo organicamente e o Mundo Bita nunca foi uma febre de momento. Ele foi crescendo aos poucos e tiveram algumas outros marcos, como concorrer ao Grammy, a parceria com Milton Nascimentos e.momentos menores de ver crianças com com tablet vendo o Mundo Bita no aeroporto. 

4. Busque construir o sentimento de gratidão entre seus consumidores 

A relação com as famílias que consomem o conteúdo do Mundo Bita é muito boa. Elas têm um verdadeiro sentimento de gratidão pelo projeto existir. E isso faz muita diferença para a equipe. Na produtora, a Mr. Plot, eles têm um quadro com mensagens que o público manda e elas estão lá para alimentar a cadeia de positividade. Chaps conta que indica que no dia que alguém estiver triste leia as mensagens.

5. É preciso ter liberdade dos padrões no processo de criação

Chaps disse na live que a criação do Bita com um olho maior que o outro foi no feeling. Ele é certinho na organização, mas acredita que na criatividade tem que haver liberdade. Desenhar e compor é ser subversivo. Tudo no Mundo Bita é feito com muita poesia, sensibilidade e delicadeza. O lado musical é mais forte que o vídeo, por exemplo. E a música é uma forma de sair da tela. E o grupo busca incentivar as crianças a não exagerar na quantidade de telas e falam sobre a importância de brincar no mundo fora delas. Por isso, eles apostam em outros produtos, como apresentação no teatro e publicações editoriais.

6. Fique atento às oportunidades e desafie seu modelo campeão 

A Flora é uma personagem que nasceu de uma lacuna do Chaps em não conseguir cuidar de tudo sozinho. A história da Flora será contada em breve. Antes da pandemia estava sendo planejado um show com orquestra com lançamento no Rio de Janeiro, mas ele irá acontecer quando for possível. O Mundo Bita também está ampliando sua internacionalização em Portugal, América Latina e foi iniciada a produção de conteúdo em inglês. A série também está em desenvolvimento. E em breve eles irão abordar um tema que queriam falar há algum tempo, a adoção. No Dia das Criança haverá uma live pra lá de especial. O Mundo Bita tem esse olhar de carinho, responsabilidade e propósito. 

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5 insights aprendidos com o líder corajoso Rodrigo Batista

Ontem, Roni Cunha Bueno conversou com o Rodrigo Batista na Live #LíderesCorajosos. Hoje, Rodrigo é conselheiro e investidor em empresas de tecnologia como nTokens.com e Saxperto.com.br. Ele também é fundador do Mercado Bitcoin, maior corretora de moedas digitais da América Latina. Rodrigo fundou a empresa em 2013 e ela foi vendida em 2018. Nesses dois anos que se passaram, o empreender continua construindo outros palcos por aí. Saiba quais são os insights de hoje!

1. Fique atento às oportunidades que você encontra pelo caminho

O Rodrigo Batista acreditou nas criptomoedas lá atrás. Ele viu na Revista Superinteressante que tinha algo legal nascendo, que já tava crescendo no mercado internacional, e enxergou como uma oportunidade de criar algo em 2011. O Mercado Bitcoin nasceu em 2013 e ficou sob comando do Rodrigo até 2018. Quando não fazia mais sentido ele vendeu e nos últimos dois anos o empreendedor mudou seus rumos.

2. Se você se mete sozinho em um negócio a chance de ficar sobrecarregado é muito grande

Rodrigo se define como alguém bem técnico e por muitos anos um assunto que deixou de lado foi o das pessoas. A faculdade tem dificuldade de preparar sobre isso. Ao longo do caminho, Rodrigo descobriu quem ele queria no seu time: pessoas que buscam fazer o trabalho bem feito. Com as pessoas certas o empreendedor consegue mudar para outro ramo e conseguir dinheiro, por exemplo. E a vontade de aprender é algo que ele realmente valoriza nos colaboradores. Se alguém se prende em uma tese fica muito difícil trabalhar em time. É necessário flexibilidade e resiliência. Segundo o Rodrigo, se você se mete sozinho a chance de ficar sobrecarregado é muito grande, não vale pagar pra ver. Uma outra característica importante quando dá certo chamamos de persistência e quando dá errado ela fica conhecida como teimosia. 

3. Tenha persistência para ir vencendo suas barreiras

Rodrigo foi criado no Itaim Paulista, periferia da Zona Leste de São Paulo. Ele conta que roubou o folheto da escola sobre o ensino técnico e estudou um jeito de colocar de volta sem que ninguém percebesse. Ter mudado para a Escola Federal daquele folheto foi algo transformador na sua vida. Da escola ele entrou para o mundo da computação. Um segundo momento marcante que o Rodrigo relembrou na live foi o de ter largado o salário e benefícios do banco em que trabalhava para empreender na sua startup. Rodrigo foi vencendo as barreiras pelo caminho. A gente sempre escuta que adulto não consegue aprender inglês ou que é impossível entrar na USP. Mas ele garante que só desiste se tentar no seu máximo. E essa persistência o ajudou muito a construir sua história.

4. Ainda há muita coisa para ser feita no universo financeiro

E o Rodrigo continua criando coisas nesse mundo, tanto pensando nos mais ricos quanto nas pessoas de baixa renda. Sem dinheiro a gente não vive e o Rodrigo quer dar outras contribuições nesse ponto, com o dinheiro mais fácil e disponível para as pessoas. Um dos seus objetivos é que as pessoas, principalmente as menos assistidas, tenham uma vida melhor. Saúde e genética são outros assuntos que têm interessado o Rodrigo, da mesma forma que enxergou potencial no bitcoin em 2011. Ele acha que em 10 ou 20 anos teremos grandes desenvolvimentos nessas áreas. 

5. Se você está aberto ao mundo vão te aparecer novos desafios

Pessoas boas abrem espaços. Ninguém consegue fazer tudo super bem e sempre vão existir pessoas melhores que você em determinada coisa. Por isso, a gente precisa se desenvolver para trazer novas pessoas no caminhos. E é necessário preparar essas pessoas para ocupar esses caminhos. É aquela história: se desenvolver para desenvolver os outros. As pessoas precisam ser ouvidas e não julgadas. Tudo muda, por isso, precisamos nos adaptar. Viva bem no desconforto.

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5 insights aprendidos com Diogo Garcia, profissional que Faz Chover na Confraria do Empreendedor

Terça-feira é dia de #FazChover no instagram da Organica e quem conversou com a Priscilla Erthal na Live dessa semana foi o Diogo Garcia. Com o propósito de colaborar e conectar empreendedores no ecossistema de startups e inovação do Brasil, ele é um dos fundadores da Confraria do Empreendedor, um hub colaborativo com membros de Norte a Sul do país.

Diogo é Executivo de Desenvolvimento de Negócios com Venture Capital e Emerging Giants (Startups com alto potencial de crescimento) na KPMG Brasil, analista do Shark Tank Brasil, conselheiro do Instituto Êxito e ProLider, professor da XP Educação e palestrante/mentor nas áreas de Vendas e Inovação das agências Case Falá e Iiman. Confira a seguir 5 insights desse bate-papo!

1. A troca é fundamental para o empreendedor não se sentir tão sozinho 

Diogo é um vendedor nato. Ele gosta de conectar e ajudar pessoas e enxerga um amadurecimento do ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Junto com a Confraria do Empreendedor ele busca tirar o empreendedorismo de palco. Com a sua pegada colaborativa, Diogo entende que o empreendedor é carente e está sozinho na maior parte do tempo. Ele queria trazer algo novo onde as pessoas pudessem se sentir vulneráveis. A Confraria tem um manifesto de compartilhamento, doação, contribuição e colaboração. Ela não tem fins lucrativos e conta com mais de 800 pessoas. A pandemia está mostrando a importância da troca entre as pessoas.

2. Nunca se falou tanto em comunidade

As comunidades não devem ser criadas com muitas regras e de uma maneira muito formal. Elas precisam ser orgânicas e ouvir as pessoas que estão ali. É necessário muita pesquisa e muito tête-à-tête. A comunidade adquire muito o espírito de quem cria. E a vontade de querer conectar foi o grande segredo do surgimento da Confraria. Os comportamentos são repetidos e a liderança é feita pelo exemplo. A colaboração e o espírito de servir são vírus do bem.

3. O Shark Tank busca ser a cara do Brasil e no País há muitos empreendedores, não só os que têm uma grande startup

O Diogo olha para cada negócio e pensa em vendas. Ao visualizar o problema, como é que vende é a primeira pergunta que ele faz, inclusive no Shark Tank Brasil, onde ele é analista e seleciona as histórias antes delas irem para a TV. Como atende a necessidade do cliente e a visão financeira de onde o empreendedor está e onde ele quer chegar são outras perguntas fundamentais. No pitch inicial, os empreendedores precisam ter essa visão de futuro e mostrar o que está sendo testado. Diogo tem um grande olhar para as pessoas. Ele busca saber do engajamento, background, tempo de investimento, como o produto será escalado e quais são as projeções futuras. A Confraria do Empreendedor é parceira do Shark Tank e 8 confrades são analistas do programa.

4. Está mais que comprovado do que a diversidade traz resultados melhores

O Vale do Silício disputa talentos entre si. O Linkedin contratou um profissional de El Salvador para uma posição no país. Ele só  falava espanhol e começou no seu emprego dos sonhos. Resultado: o profissional de mais alta performance do Linkedin não fala inglês. Atitudes com esta servem como espelho. Líderes mulheres tendem a ter mais mulheres no time. A diversidade precisa atingir um conceito mais amplo. Startups de outras regiões do Brasil precisam de mais visibilidade para replicar a projeção.

5. Existem grandes dificuldades, mas há muitas oportunidades para as startups

Proteger o caixa foi o primeiro momento das startups na pandemia. Elas precisaram ser ainda mais eficientes. Muitas negociações ainda estão em cima da mesa, sem contar nos atrasos e projetos em stand by. Mas o apetite do venture capital continua alto. Há muito dinheiro disponível. Mas tudo ainda não está do jeito que a gente quer. Faz parte da cultura das startups estar sempre se reinventando. É importante que elas tenham iniciativa de parcerias, esse é o momento para pedir ajuda, para tentar pivotar e ver outros tipos de negócio. Estamos em um momento de retomada e de olhar para frente. Quem é startupeiro sabe que mais de 70% quebram e que isso faz parte da jornada. Até os bares e restaurantes estão tendo que se readequar.

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6 insights aprendidos com o líder corajoso Bruno Soares

A Feedz é uma startup acelerada pela Organica desde quando tinha 3 pessoas no time: um estagiário e os cofundadores Bruno Soares e Gabriel Leite. No ano passado, a Feedz conquistou o 6º lugar de startup que mais cresceu no mundo. E hoje, a empresa quer ser referência em engajamento e desempenho. Só temos uma coisa a dizer: #voafeedz!

Na quinta, o Bruno Soares, CEO da Feedz, conversou com o Roni Cunhabueno na live #LíderesCorajosos. Confira a seguir 6 insights do bate-papo com esse líder corajoso!

1. É preciso contratar bem e desenvolver pessoas

Cuidar de pessoas é um ponto fundamental na Feedz. Por lá, eles têm um comite de cultura que analisa o clima a cada 15 dias. E para o Bruno, os founders e diretores precisam participar e estar cientes de tudo o que está acontecendo na empresa. Eles precisam olhar para recrutamento e seleção para que o colaborador esteja realmente alinhado com a cultura

do negócio. A cultura é algo vivo e precisa ser revisitada com frequência, sem perder a sua essência. Uma pessoa que não está alinhada com a cultura pode atrapalhar todo o time

2. O OKRs deve estar na cultura da empresa

Um outro ponto fundamental para o Bruno é a consistência nas estratégias. A Feedz utiliza OKRs há dois anos, desde quando tinham 3 pessoas no time. Hoje são 25 e os OKRs estão na cultura da empresa. Ter foco é algo fundamental segundo o líder.

3. Admire gente que já fez

O Bruno é o típico líder estruturado, que é focado em resultado e olha para pessoas com o olhar sistemático. É o líder que administra e orquestra o caos. O Bruno admira pessoas que gostam de fazer, sejam ávidas por conhecimento e que estejam sempre aprendendo por meio do valor de evolução. Existe ainda o líder visionário, que sempre está cheio de ideias e em busca do fator UAU, e o que faz chover, que executa o tempo todo e traça várias metas. 

4. Tenha transparência, principalmente no feedback

Bruno disse que na Feedz eles são bem transparentes com o time. Deixam claro o faturamento, quanto vendeu, informações dos clientes e abertura ao feedback a qualquer momento. As pessoas precisam compreender que feedback não é repreensão e entendê-lo como um presente para evoluir. A maior experiência do Bruno na pandemia foi a de desligar 6 pessoas no time. A Feedz tinha um turn estruturado, mas com a pandemia eles enfrentaram cancelamentos e revisões de contato. O time montou um plano de ação, cortou gasto e a última medida foi a dos desligamentos. Olhando para hoje, o Bruno disse que não teria feito os desligamentos. Eles acharam que 2020 seria um ano perdido.

5. É importante que o líder saiba explicar seu primeiro movimento, mesmo que a sua cabeça esteja na quinta peça

O líder tem o papel de dividir seu modelo mental com o time. O founder tem todas as informações e é quem mais entende e estuda o negócio. Sem contar que o modelo mental do founder automaticamente já foi mais testado. Um grande erro dos líderes na visão do Bruno é o de respostas de cima pra baixo, já que eles deveriam ser os primeiros a trazer contexto. O Bruno semanalmente envia um e-mail para o time com 5 artigos que ele achou interessante, o livro que ele está lendo e alguns pensamentos para a semana. 

6. A liderança está ligada a caráter, generosidade e humildade

Mas não podemos confundir liderança com ser bonzinho. Extrair o máximo do time é característica do líder. Pessoas felizes e realizadas profissionalmente precisam estar acompanhadas de um bom líder. Quanto mais maduro for o profissional, mais preocupado ele estará em não entrar em um time fraco, sem cultura e com processos defasados. O propósito deve estar alinhado com o da empresa.

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5 insights aprendidos com o líder corajoso Pedro Mergulhão

A Upnid foi acelerada pela Organica e serviu de inspiração para o nome da nossa investida de startups: Organica 10.4.3. Isso porque a startup cresceu 10 vezes no seu primeiro ano, 4 no segundo e 3 no terceiro. Roni Cunha Bueno conversou com o Pedro Mergulhão, cofundador da startup. Confira os 5 insights que tiramos dessa live:

1. O amadurecimento nos ajuda a lidar com os problemas

Os problemas surgem todo dia, mas se o Pedro tivesse os mesmos de hoje há 4 anos atrás ele disse que não daria conta. A vida de startup é que nem um grande vídeo game. A gente vai passando de fase e buscando nossa evolução.

2. O principal desafio na cultura da empresa é entender nossos valores

É preciso saber quem quer trabalhar com a gente. E a Upnid conseguiu trazer pessoas que conseguissem crescer e amadurecer no mesmo ritmo do negócio e que são alinhadas ao valor de evolução da empresa. É fundamental que as expectativas estejam alinhadas nesse processo para encontrar gente boa que quer crescer junto com a startup. Duas características de quem a Upnid quer junto no time são: capacidade de adaptação, pessoas que querem verdadeiramente evoluir; e humildade para saber que todos estão aprendendo juntos e de reconhecer que ninguém tem todas as respostas, por lá não há espaço para ser um babaca dono da verdade que já sabe de tudo.

3. O trabalho híbrido pode ser o maior desafio

Hoje a startup conta com 41 pessoas no time. A metade trabalhava remoto e a outra metade presencial. Hoje, está todo mundo remoto e a empresa está bem ágil dessa forma, com um time bem maduro, por mais que exista a saudade de celebrar juntos. O híbrido entre as duas modalidades após a quarentena será o grande desafio, pois todo mundo deve estar integrado na cultura da mesma forma.

4. Crescer dói muito, mas com gente boa a gente pode construir o que quiser 

Hoje o que move o Pedro é montar um time dos melhores executivos do Brasil. Ele não é apegado a um modelo de projeto, mas se motiva ao ver as pessoas abraçadas ao negócio. A dor de qualquer crescimento é intensa, mas poder mudar a vida das pessoas faz com que tudo valha a pena. O pilar da Upnid são as pessoas que estão com a empresa. É importante ter um sonho grande e ele precisa ter o apoio das pessoas. O mercado das fintechs está aquecido. Tem gerado a descentralização dos bancos e a democratização do mercado financeiro. O principal legado que o Pedro quer deixar é o de ter pessoas do seu lado que cresceram com a Upnid. Cabe às empresas dar oportunidades para minimizar as desigualdades que vivemos no mundo.

5. A ação liberta e a gente descobre fazendo

As ações devem ser maiores que os planos. A gente descobre muita coisa quando estamos no caminho. E isso nos permite colocar a cara a tapa. É fundamental que um líder corajoso tenha a humildade de aprender a fazer. É difícil comparar o palco com bastidor, as coisas não são tão fáceis quanto parece. Existe muita ralação nesse trajeto. 

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5 insights aprendidos com o líder corajoso Gustavo Araujo

O legado do líder corajoso à frente do Distrito, Gustavo Araujo, será ajudar o empreendedorismo no Brasil por meio de um ecossistema de startups. O cofundador do do maior ecossistema independente de startups do país foi o 11º convidado do Roni Cunha Bueno na live #LíderesCorajosos. Separamos 5 insights do bate-papo com esse líder que está vivendo no palco da Transformação Digital. Confira!

1. A opção de escolha entre trabalho remoto ou presencial é o modelo de sucesso daqui para frente

Todo mundo no Distrito mudou o job description. Eles começaram a organizar live e viraram tudo de ponta cabeça. O digital era um suporte do físico e a pandemia isso foi invertido. O time do Distrito avançou o digital de uma forma gigantesca. Hoje eles contam com mais residentes virtuais do que físicos. Embora muitas startups tenham um caixa curto, eles conseguiram reter 60% dos residentes. A comunidade dobrou de tamanho com o prédio digitalizado. Hoje, eles oferecem uma plataforma de mentoria e toda a comunicação de forma online. Mas o Gustavo vê muitas pessoas subestimando o poder do físico. Para ele, o modelo de sucesso é a opção pra escolher o melhor em cada momento, seja físico ou digital

2. Os prédios irão mudar e os espaços tendem a ser mais colaborativos

Eles serão menos um lugar de residência e mais uma oportunidade de encontros. As startups vão querer estes espaços para reuniões, mentorias e workshops. Desse modo, os 

espaços serão mais colaborativos e com mais laboratórios. O Gustavo trabalhará de forma híbrida. Ele pretende ficar 2 dias em casa e 3 dias no escritório. O Distrito já é o maior ecossistema independentes do Brasil e daqui para frente não há limites de prédio, espaço geográfico ou língua. 

3. Quem tem uma posição conservadora de caixa a chance de dar certo em uma pandemia é maior

O maior medo do Gustavo na posição de líder corajoso foi quebrar. Mas por mais que o Distrito seja disruptivo, ele tem uma posição conservadora em relação ao caixa. Então, o time ficou mais tranquilo. Gustavo contou que muitas startups do Distrito que já estavam balançando acabaram falindo, mas que tiveram casos que deram a volta por cima, participaram de rodadas de investimento e fizeram chover nessa crise. Por que o Brasil sofre mais que os países desenvolvidos em uma crise? O dinheiro vai para países mais estáveis que têm mais qualidade.

4. Existem 3 esteriótipos do empreendedor vencedor no Brasil

O empreendedor vencedor tem o output de resultado para conseguir captar dinheiro. As startups que mais crescem são aquelas que no fim do dia conseguem captar mais. Em primeiro lugar, os founders sabem o que estão fazendo, entendem muito do negócio e estudam muito. Em segundo, eles precisam ter energia alta para agir. Por fim, ter resiliência para lidar com coronavírus e crise política, por exemplo. Investidor anjo não leva a empresa para frente. Startups com VCs com tradição crescem mais rápido. 

5. Empreender no Brasil é uma missão emocionante e tem que ter muito estômago 

O dia de alegria é 2,5 vezes maior em termos de realização do que o dia de tristeza para o empreendedor. O brasileiro também tem um alto grau de adaptabilidade. Empresas que só estão na arquibancada não tem mais lugar com a transformação digital. As pessoas que se arriscam é que têm destaque. Sem contar que tudo que a gente sabe em 30 dias já está velho. A gente não precisa saber, mas precisa aprender. O legal da startup é que ela aprende e faz. Gustavo quer que o empreendedor brasileiro tenha as mesmas ferramentas das startups de fora. Ele quer romper com a dicotomia Brasil/mundo e startup/grande empresa. Para ele, uma grande onda de transformação digital que irá surgir vai ser das grandes empresas. E ele quer ser esse ecossistema que conecte os players.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Gustavo Araujo clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

10 insights aprendidos com Monique Evelle, profissional que Faz Chover no empreendedorismo feminino

“Agora eu só participo de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio.” Esta foi uma das brilhantes frases ditas por Monique Evelle na live #fazchover dessa semana com a Priscilla Erthal. Monique é idealizadora da Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais e sócia da SHARP, hub de inteligência cultural. Reunimos aqui os 9 principais insights do bate-papo com essa empreendedora que faz chover. Confira!

1. O que a gente chama hoje de empreendedorismo as mulheres negras da periferia chamam de sobrevivência

Esse ponto nunca foi tão real quanto agora na pandemia. Não é romântico ter 7 milhões de mulheres fora do mercado de trabalho. E o empreender para muitas delas não é questão de escolha, mas uma consequência da precarização. Tem um lugar para mulheres negras e periféricas que nunca foi racionalizado. Elas precisaram fazer para existir e a existência ainda não é real, elas lidam com a sobrevivência. Surgiu uma cortina de fumaça colocando pessoas negras periféricas nos holofotes, mas não é legítimo, já que não dão credibilidade e nem dinheiro para elas. Pequenos empreendedores negros são os que estão com maiores dificuldades na pandemia. Muita gente já estava nadando em alto mar e com o COVID tudo piorou. É preciso voltar várias casas para fazer funcionar. O processo é divagar e exaustivo. Deveria ser óbvio, mas são barcos diferentes há muito tempo.

2. Cooperação não é tendência

A distribuição de renda é grande pilar do Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais aplicado à geração de renda, comunicação e educação e foi idealizado pela Monique. Quando o dinheiro chega para o Desabafo e outras iniciativas pretas e periféricas isso é automaticamente distribuição de renda. Quando a gente coloca dinheiro nas mesmas startups vai acontecer o que sempre acontece com os unicórnios: na primeira crise começa a demitir pessoas. Eles não vão nessa lógica porque desde sempre trabalham em comunidade porque são periféricos. A lógica de solidariedade é espontânea. 

3. É difícil falar de racismo com pessoas brancas por conta de 3 fatores

Primeiro porque elas acham que são universais. Monique é empreendedora preta enquanto uma pessoa branca só é empreendedora. Ninguém coloca na manchete: empreendedor branco fez isso. É preciso racializar e pensar no que é preciso fazer para dar um próximo passo. Em segundo lugar, pretos e periféricos não têm nome e sobrenome. Há uma dificuldade de falar o nome e acabam usando termos racistas. Por fim, um outro fator é a circulação dos espaços. Desde criança, as pessoas pretas são ensinadas a não abrir a bolsa dentro dos espaços ou mesmo correr na rua. Tanto faz se têm dinheiro, a raça vem primeiro. As pessoas brancas podem apoiá-las comprando, compartilhando, conectando pessoas ou fazendo cursos. Existem diversos caminhos. A gente precisa parar de personificar cada indivíduo, a sociedade é racista. Não podemos ser omissos a isso. Todo mundo tem local de fala. A partir disso, a gente conversa, troca e aí faz funcionar. As narrativas são plurais porque somos diferentes.

4. 90% que está na internet é fogo de palha e a Monique agora só participa de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio

Monique diz que precisa fazer o exercício de se livrar da culpa. A gente quer carregar o mundo e acaba pegando a culpa do outro. Mas se o outro não quer se movimentar, o problema é dele. Na hora do vamos ver ninguém aparece. Pensando nisso, a Monique está lançando um novo projeto e deu um spoiler para gente. A @inventivos.co surge para criar a realidade que a gente quer viver focando nos 10% que querem fazer. Ninguém vai sustentar seu negócio só sendo seu amigo. Muitas vezes elas compram um produto no início, querem ajudar e às vezes não falam o que acham para não ofender.

5. As pessoas têm as mãos sujas de sangue na internet

Monique conta que aprendeu a parar de forma atrasada. Gerenciar negócios e a vida é um desafio. Hoje, ela conseguiu tirar pausas longas. E tem coisas que ela não gostaria de somatizar, mas que são necessárias. A internet é perversa e as pessoas não se responsabilizam. É preciso se responsabilizar por tudo aquilo que digita. E muitos desistem por conta da sociedade. A Monique escreveu recentemente uma carta de despedida e alertou logo no início que poderia ser um gatilho. A carta foi muito planejamento e escrita justamente para alertar às pessoas das suas responsabilidades. A cultura do cancelamento é muito tóxica. Pessoas destrinchando ódio e querendo o fim de pessoas. Podemos não concordar com as atitudes de alguém, mas não podemos anular a existência de ninguém.

6. A gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade

Monique comemora tudo. De onde ela veio e onde chegou. Monique está escrevendo seu 3º livro sobre comemorações, felicidade e como ser clandestinamente feliz no meio de uma pandemia. Todo mundo na pandemia está nesse lugar de ser clandestino. 80 mil pessoas mortas e mais de 2 milhões de infectados, mas os sonhos se realizam. Coisas que ela não esperava aconteceram no meio de uma pandemia. Estamos em um lugar de mortandade, mas tem pessoas vivas e a gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade. 

7. Compre para incentivar o trabalho de pessoas negras e periféricas

Reconheça o valor do negócio da pessoa. Ninguém pechincha o valor de uma roupa, por exemplo, com grandes empresas. Tem gente que já conhece empreendedores periféricos e tem pessoas que ainda não. Compartilhe o acesso indique o empreendedorismo negro, até mesmo para fortalecer a rede. Pessoas não negras só são grandes ícones porque existem citações. Com pessoas pretas não. As pessoas copiam e nem dão os créditos. Comece a divulgar e fazer eternizar no lugar de citação assim como a branquitude faz. 

8. Falar que ser feliz fazendo o que ama é perverso com o outro lado

É desonestidade com o mundo dos negócios achar que a gente está na mesma régua. Monique não acredita em meritocracia e as pessoas sempre tocam no ponto que ninguém tem as mesmas ferramentas. Mas a gente não fala da pessoa que é meritocrática e o que pode acontecer. O discurso meritocrático pode levar as pessoas que acreditam nisso à sonegação de impostos. Elas têm tanta certeza que fizeram tudo sozinhas que não vão querer pagar impostos. Monique acredita que existem pessoas que se movimentam mais que outras, mas enquanto elas não tiverem as mesmas ferramentas fica difícil falar de meritocracia em um país tão desigual.

9. É difícil não cair no vício e visibilidade do holofote 

É precisa sair do lugar do ego. É difícil não cair nessa armadilha. Em muitos eventos as pessoas só falam delas, mas e aí? Para quem não esteve no palco e vai ganhando visibilidade, isso vai te viciando em um ciclo péssimo onde você não consegue nem mais trabalhar direito. Sem contar que muitos eventos pegam uma pessoa periférica para falar e vira quase que uma seita. O lugar da visibilidade é perverso por causa disso. Quando a luz está muito forte a gente pode não enxergar a realidade. E tem coisas que não precisam ser publicizadas. A solução tem que ser rápida o suficiente porque sempre vai ter alguém que está precisando daquilo.

10. Que bom voltar para casa e ter a possibilidade de ouvir sim

Monique tem uma mãe e um pai que nunca a paralisaram. Eles nunca disseram que ela não podia. E isso sempre deixou a Monique em movimento desde criança. Quando não podia fazer determinada coisa agora, ela foi incentivada a pensar em solução. Nao era nao tem e acabou no ambiente familiar. Era um faz o que você quiser que vai ser gigante. 

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com a Monique Evelle, clique aqui e assista no nosso Instagram. E não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!

5 insights aprendidos com Patricia Peck, advogada que Faz Chover no Direito Digital

Privacidade, segurança de dados e inovação jurídica são assuntos cada vez mais debatidos dentro das empresas, principalmente com a proximidade da entrada em vigor da LGPD. 
Na live #FazChover dessa semana quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dra. Patricia Peck, líder da empresa de treinamentos Peck Sleiman. 

Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo com essa profissional que faz chover no Direito Digital!

1. A privacidade não está morta

Ela na verdade passa por um transformação. A privacidade pensada pela geração que construiu a constituição de 1988 é bem diferente da nova geração nascida no digital. O que mais tinha impactado a geração pós-guerra que desenvolveu a constituição é que a informação não podia ser usada de forma discriminatória e preconceituosa. Hoje, pensamos mais sobre o direito de escolha das pessoas com transparência. A privacidade como nunca passa a ser uma moeda poderosa. Quem traz no pacote a proteção e segurança vai conquistar mais essa nova geração. Mas é uma balança de troca e o combinado nao sai cara. O maior combate deve ser a espionagem e ninguém vai abrir mão desse tipo de privacidade, já que vivemos em uma sociedade livre.

2. As leis precisam ser revisitadas

A proteção de dados que tanto falamos hoje é uma correção de rota, até mesmo para combater o monopólio de empresas que detêm informações de milhares de usuários. A virada de página precisa ser feita por meio de regulamentação. Só assim o titular estará empoderado com a divulgação ou não dos seus dados. Fato é que diante de tantas transformações precisamos pensar mais em autoregulamentações, tratados internacionais para assuntos digitais.

3. Atender as práticas básicas de regulamentação deve estar na cultura das startups

O início de um sonho do empreendedor não pode virar um pesadelo. A startup, por mais inicial que ela esteja, deve preencher um chechlist inicial de proteção de ativos intelectuais, atas de reunião, termo de responsabilidade e o papel de cada um na empresa para não pagar caro lá na frente e ninguém ser passado para trás pela sua ingenuidade empresarial. Em 2020, com todo acesso de informação que temos, não há mais desculpas. Essas práticas se tornam um escudo para o empreendedor. Sabemos que o empreendedor é muito abandonado no Brasil. Por isso, o ecossistema deve fomentar essa cultura.

4. Quem sai na frente LGPD tem grandes vantagens

Em 2019, as multinacionais começaram a se adequar à A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Na sequência vieram as grandes empresas, que começaram o mapeamento em 2019 e podem seguir por até 8 meses na adequação. Em 2020, as pequenas e médias empresas começaram a pensar na legislação, já que as grandes pediram para seus parceiros menores. A vitrine da LGPD tem relação com os consumidores finais e funcionários. Por isso, as empresas devem fazer esse tratamento de dados nesse ano e trabalhar o restante em 2021.

5. As empresas devem se preocupar com o descarte seguro dos dados

A eliminação dos dados é um grande problema nas organizações. É preciso criar uma correção de fluxo e gerar capacitação do profissional para o descarte seguro. Com o tempo vamos perceber as diferenças entre antes e depois da LGPD. No futuro, vamos achar um absurdo a falta de proteção. A LGPD será tão significativa quanto o Movimento de Direitos Civis, por exemplo. A Lei irá mudar a cultura da sociedade.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Ainda não assistiu a live com a Priscilla Peck? Clique aqui e assista no nosso Instagram. Não perca nossas Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!

6 insights aprendidos com a líder corajosa Renata Zanuto

Renata Zanuto atua como co-head do Cubo e é a responsável pelas conexões entre startups e demais agentes do ecossistema para geração de negócios e valor ao mercado no Cubo. Ela conversou ontem com o Roni Cunha Bueno na live #LíderesCorajosos.

Confira a seguir 6 insights do bate-papo com essa líder corajosa que está vivendo no palco da Nova Economia e da Transformação Digital:

1. Você se motiva e se inspira vendo pessoas na mesma posição que você se espelha

Se não existem mulheres para você se inspirar e ser motivo de inspiração, o trabalho se torna mais difícil. Por isso, o Cubo incentiva programas de diversidade com foco em mulheres em duas vertentes: de incentivo externo, para todo o ecossistema, e de olhar interno, com campanha para mais founders mulheres dentro do Cubo. A luta diária, apenas 12% de mulheres são founders nas startups do Cubo atualmente. Empreender ainda é muito masculino. E empresas de tecnologia e startups também são universos muito masculinos. 

2. Tenha foco no seu propósito

O Cubo tem uma plataforma de geração de negócios que a grande fortaleza é o espaço físico. Antes da pandemia aconteciam por lá cerca de sete eventos por dia, com 2 mil pessoas circulando no espaço. Durante o isolamento, para continuarem o fomento ao ecossistema de startup, eles começaram uma sequência de lives e recebem muitos elogios de pessoas de fora de São Paulo, que só conseguem participar desse formato virtual. Quando o Cubo voltar para o prédio, eles terão fortalecido o digital. 

3. É preciso ter coragem para desengavetar projetos

Adaptação é a palavra da vez. Nesse período de incertezas, precisamos adaptar negócios e vida pessoal. O Cubo foi o primeiro espaço a entrar em lockdown. De forma bem rápida toda a operação física precisou migrar totalmente para o digital. Primeiro eles buscarem entender o contexto do Cubo no ecossistema, adaptou todos os modelos e assim fizeram os lançamentos nos próximos dias. Para a Renata, acontecerá uma alteração do uso dos espaços físicos. Eles não serão mais diários como antes, mas vão ser usados para fazer negócio. O modelo híbrido veio pra ficar!

4. Permita-se sentir a liberdade da incerteza

O trabalho remoto será maior que o físico. A gente não vai mais fazer mais offsite, vai fazer mais onsite. O lugar tradicional será a nossa casa. As viagens curtas à trabalho também vão diminuir e a transformação digital, mais do que nunca é uma certeza. Se as empresas tradicionais ainda tinham alguma dúvida, ela acabou. O COVID-19 fez a transformação acontecer e isso é um processo de ida sem volta.

5. A cultura do erro e da vulnerabilidade carregavam impressões negativas

É preciso permitir-se errar e ter vulnerabilidade. O que o período está ensinando é que muitas empresas que antes não questionavam o status quo tiveram que desafiar suas verdades absolutas. Os líderes estão vendo o quanto é positivo se mostrarem vulneráveis. O planejamento de cinco anos acabou. Bem como as regras claras, a comunicação objetiva e assertiva. 

6. A exponencialidade está nas pessoas

Cada vez mais é preciso dar um foco maior para as soft skills. Os colaboradores precisam saber lidar com pessoas e com cenários de incerteza, manter o time junto e ser diverso em todos sentidos. As pessoas que fazem a diferença nas empresas. E elas devem ter brilho nos olhos, serem leves, dinâmicas e com uma boa bagagem de conteúdo. Desse modo, elas saberão receber e dar críticas e feedbacks, serão abertas ao novo e irão transmitir confiança para os times. 

Espero que tenha gostado dos insights. Você pode assistir a live com a Renata Zanuto clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até mais!