5 livros brasileiros sobre inovação para você ter na estante

A internet evoluiu bastante com os anos e pode ter trazido uma alta carga de velocidade e informação ao nosso dia a dia, mas ela nunca conseguirá tratar com a profundidade que certos assuntos pedem e nem mesmo dar a verdadeira importância que eles necessitam. A melhor maneira para você se manter informado sobre um tema ainda é com um bom livro, sendo físico ou digital. Faz toda a diferença ter contato com um material completo voltado para a sua área de interesse. E foi pensando nisso que resolvi falar sobre alguns livros brasileiros sobre inovação do mercado para aprimorar seu know-how. Confira!

1. Pense Simples – Gustavo Caetano

O empreendedor Gustavo Caetano, fundador da Samba Tech e uma das mentes mais inovadoras do país, começou a empreender quando tinha apenas 19 anos e conseguiu transformar sua startup mineira na líder em soluções para vídeos online na América Latina. Ele aprendeu a mudar o rumo do seu negócio para continuar crescendo e em 2017 publicou Pense Simples, um livro que traz reflexões sobre inovação e criatividade a partir da sua própria experiência empreendedora.

A inovação é o segredo para um negócio de sucesso, mas por onde começar? Segundo Caetano, inovar é mais simples do que parece. Ao longo de dez capítulos a obra traz dicas práticas sobre como tirar as ideias do papel e seguir em frente com suas ideias. Também são propostos alguns exercícios e disponibilizados alguns materiais complementares com dicas para empreender com sucesso.

2. Bora Vender – Alfredo Soares

O recém-publicado livro de Alfredo Soares mostra que é preciso fazer, errar, aprender e refazer rápido para ser inovador. Bora Vender traz a ideia de que todos nós somos vendedores, ainda que não nos achamos bons para as vendas. Para Alfredo, sócio-diretor da VTEX, a maior plataforma de e-commerce da América Latina, vender é encantar, conquistar, fidelizar e alinhar os interesses com as pessoas.

O livro ensina que para dominar a técnica das vendas é preciso deixar de ter medo de vender para então conseguir criar as oportunidades que o negócio precisa, parar de adiar o primeiro passo nos projetos, manter o foco para pensar grande e executar maior ainda. É preciso criar uma marca forte que ofereça uma solução realmente eficaz para o seu público-alvo.

3. Nada Easy – Tallis Gomes

A Evolução Exponencial é um desejo de muitos empreendedores brasileiros. E pode ser um desafio ainda mais complexo em um cenário hostil como o nosso. Não é Nada Easy, mas não é impossível segundo Tallis Gomes, que hoje é um empreendedor bem-sucedido. Em 2011, Tallis fundou a Easy Taxi e conseguiu escalá-la para 420 cidades em 35 países, apesar de ter vindo de uma origem muito pobre em uma cidade pequena e de não ter concluído a faculdade. Hoje, ele é CEO da Singu, o maior marketplace de beleza e bem-estar do Brasil.

Tirar uma ideia do papel é uma arte e não há fórmulas mágicas, mas Tallis apresenta o seu passo a passo para validar de forma correta uma ideia, abrir um empreendimento e fazê-lo crescer, sem desperdiçar tempo e recurso com algo que as pessoas não comprariam. Segundo ele, a maioria das pessoas tem medo ou são pessimistas ao ter uma grande ideia, mas tudo que elas precisam é de agir.

4. Obrigado pelo Marketing – Vitor Peçanha

Hoje está mais que reconhecido que o marketing de conteúdo é fundamental na vida de empresas de todos os tamanhos e segmentos.  Sem dúvidas, o livro Obrigado pelo Marketing é o guia mais completo sobre o assunto. Na publicação,Vitor Peçanha conta seus aprendizados à frente da Rock Content, a maior empresa de marketing de conteúdo do Brasil.

A Rock nasceu no San Pedro Valley em Belo Horizonte e foi de zero de faturamento a mais de 25 milhões em apenas quatro anos. Hoje conta com mais de 250 funcionários e milhares de clientes. Além de referência nacional em marketing de conteúdo, Peçanha faz diversas palestras pelo Brasil e já teve mais de 40 mil alunos em seus cursos online.

5. Mude ou Morra – Renato Mendes e Roni Cunha Bueno

O último da lista, mas não menos importante é Mude ou Morra, livro escrito pelos sócios da Organica Renato Mendes e Roni Cunha Bueno. Eu não poderia deixar de menciona-lo no Blog da Nova Economia, porque ele é o guia ideal para que os profissionais surfem na onda da Nova Economia e redesenhem suas carreiras e empresas.

Renato e Roni viveram a Nova Economia por dentro. O ex- Head of Marketing e Comunicação e o ex-VP da Netshoes, que foi reconhecida como o maior e-commerce esportivo do mundo, viveram na prática as mudanças para a Nova Economia. Na obra, eles ensinam a criar um negócio do zero, a empreender dentro de uma grande corporação e a descobrir o mindset das startups vitoriosas.

E aí, o que achou da lista de livros brasileiros sobre inovação do mercado? Vivemos em um mundo em que cada vez mais será preciso inovar – e se atualizar. Espero que as dicas de hoje tenham sido úteis para você. Compartilhe conosco nos comentários outra obra que não foi mencionada aqui. Até a próxima!

O novo erro dos novos tempos: confundir agilidade com ansiedade

Os dias de hoje com frequência despertam uma sensação de desorientação: uma avalanche de novos conceitos, ferramentas e opiniões aparecem constantemente e parece que se viramos para o lado a próxima revolução 3.0 vai passar e vamos perder o bonde.

Machine learning, modelo de atribuição, mídia programática, inbound marketing, marketplace, chatbot, blockchain, big data e muitas siglas com 3 letras (DBM, DSP, PLA, DMP, RTB etc) são alguns dos conceitos que surgiram nos últimos anos. Não são dinâmicas que necessariamente concorrem entre si porém certamente concorrem pela atenção do profissional de marketing, que tem um volume de horas limitado no dia e um volume ilimitado de conteúdo para absorver. Pois é, na era da informação, falta a curadoria.

Para exemplificar, vejam só o mapa de tecnologias para o marketing, saímos de 150 ferramentas em 2011 para 7.040 em 2019:

Fonte: chiefmartec

É humanamente impossível conhecer, mesmo que superficialmente, todas elas.

E – apesar de muito discurso sobre cultura do erro e aprendizado – na prática parecer desatualizado nunca foi tão mal visto em empresas que precisam desesperadamente de uma atualização.

No meio desse cenário o gestor de marketing fica se perguntando coisas como: implemento chatbot ou DMP (data management platform)? Caso ou compro uma bicicleta?

Em uma gama de opções ampla o esforço tende a ir para entender um pouco de tudo: todos sabem explicar em grandes linhas os conceitos, ninguém sabe como implementar. Sem o conhecimento para realizar uma boa avaliação o gestor tem um cardápio de escolhas erradas que pode tomar:

  1. Buscar uma solução sem ter uma necessidade identificada para não ficar de fora de uma tendência. Clássico carro na frente dos bois.
  2. Contratar ferramentas sofisticadas e consultorias para as quais sua empresa não tem a estrutura necessária para aproveitar.
  3. Se paralisar e postergar uma definição, até que a pressão fica tão forte que leva a decisão 1 ou 2, quiça as duas combinadas.

Daí é só uma questão de tempo até que maravilhosas soluções se transformem em pesadelos de confusão, desencontro e falta de propósito. Como evitar esse tipo de situação? É simples, basta fazer o que as (boas) startups fazem:

  • Passar menos tempo em reunião e mais tempo entendendo da operação do seu negócio.
  • Uma vez identificado um problema / oportunidade / necessidade aprofunda-se no estudo de uma solução: pode ser sim um dos novos conceitos de vitrine mas normalmente são dinâmicas que nunca saem de moda: estruturar a régua de e-mail, consertar o tracking, melhorar a velocidade de carregamento do site, rever a central de atendimento online…
  • Então, ao invés de desenhar um roadmap de 2 anos, realizar um MVP (minumum valuable product – esse sim é um buzzword que vale a pena) antes de investir em algo mais sofisticado.

Fonte: hackernoon

Em suma: ter um olhar mais qualificado para as necessidade do seu negócio antes de avaliar soluções externas. Sem lentidão e sem ansiedade.

No entanto empresas grandes ainda tem muitos vícios que tornam mais difícil esse tipo de disciplina. Por exemplo, é comum ver baixa tolerância ao erro em testes rápidos: esbarram em burocracia e um certo receio de gerar exposição interna que pode levar a críticas. Em contrapartida tem alta tolerância ao grande erro: contratar ferramentas caras, mão-de-obra altamente especializada e contratos de 4 anos. Ainda temos muitos profissionais que não querem aprender: querem alguém que resolva por eles, ou, muitas vezes, ter alguém para responsabilizar.

Para piorar realizar o simples não gera visibilidade ou crescimento de carreira. Você prefere ser o profissional que acertou o design do e-mail marketing ou o que implementou uma estratégia de inbound marketing?

Esse cenário se soma a uma questão externa as próprias empresas: ninguém promove o básico. Ferramentas, veículos e fornecedores em geral bombardeiam as empresas com a novidade para tentar capturar a atenção (e de alguma forma, a carteira) do tomador de decisão. O que pode ser uma ferramenta útil é colocado como roupa indispensável para a próxima festa: aí de quem ficar de fora da tendência. E quando o gestor se dá conta está se comportando como um adolescente inseguro, comprando a roupa que está todo mundo falando nesse verão.

Essa falta de foco e metodologia que motiva a existência da Organica e que me levou a criar o midia método, queremos estruturar o conhecimento de forma imparcial para que os profissionais possam tomar decisões de acordo com a necessidade do negócio e não com a ansiedade gerada pelo excesso de informação.

Mais do que nunca é necessário o esforço do profissional para não ficar só no conceito, mas entender se a aplicação faz sentido para o seu negócio. Antes de trazer um especialista é preciso avaliar se é necessário um especialista. Novamente, são mais de 7 mil ferramentas, não dá para começar de fora para dentro. Sei que não é fácil, mas desenvolver esse tipo de cultura é o que vai definir o novo profissional 3.0 (ou 4.0? 5.0? Já perdi a conta). Esse sim, indispensável para o seu negócio.


Artigo publicado originalmente na ProXXIma do Meio e Mensagem.

Você está pronto(a) para ser um(a) Profissional do Futuro?

O mundo está mudando e já estamos cansados de ler sobre isso. Muitos profissionais sentem que estão perdendo mercado para os aplicativos e startups. E estão mesmo se ainda vivem na Velha Economia. Kodak, Blockbuster e Nokia ficaram para trás e hoje só são lembradas como exemplos de empresas que não souberam se adaptar às mudanças. E é aí que você deve se perguntar: eu sou ou estou trabalhando para ser um Profissional do Futuro?

É preciso encontrar um novo propósito no seu trabalho e mudar a chavinha para se tornar um profissional da Nova Economia, ou melhor, um Profissional do Futuro. Afinal, seu emprego pode desaparecer. 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram criadas, segundo um estudo realizado Dell Technologies, em parceria com o Institute for the Future (IFTF).

Velha economia x Nova Economia

Pense comigo: se nem na lei da selva foram os mais fortes que sobreviveram, por que na Nova Economia as empresas mais tradicionais reinariam? Elas precisam repensar seus modelos atuais de trabalho. O mercado tem novas demandas e a muitas funções não se encaixarão mais nele. Com a evolução tecnológica, as organizações terão como base a internet e a tecnologia.

Por isso, busque entender o mercado e as vontades dos seus clientes e mantenha suas portas abertas para as mudanças. Ninguém tem tempo a perder no que já não vai mais dar certo. Se você já tem um grande produto, mas ainda não o atualizou seguindo as demandas do mercado atual, adeque o quanto antes suas estratégias para não perder espaço e reconhecimento.

A Velha Economia começou com a Revolução Industrial, em uma época que era preciso atender o maior número de pessoas. Nesse processo, as empresas que estavam no centro das decisões e isso mudou há alguns anos. As emissoras de TV, por exemplo, determinavam quando o expectador deveria ver um telejornal e pronto. Quem estava interessado teria que consumir aquele conteúdo naquele momento.

Em 2007, o e-commerce veio com tudo e deixou os consumidores mais emponderados. As compras passaram a ocorrer através do computador e do smartphone em apenas um clique. As empresas saíram do centro para entender as dores e necessidades dos clientes. Nessa mesma época, as startups começaram a crescer de maneira exponencial.

Mude ou Morra    

Uma empresa não precisa ser uma startup para pensar e agir como tal. E muito menos ter medo de perder sua fatia de mercado para as empresas do futuro.  É impossível não notar que a Netflix mudou a forma de consumir filmes em casa e quebrou seus concorrentes. As empresas que querem se manter fortes devem observar o mercado e buscar aprender com quem já passou por isso antes. Enquanto muitas empresas não entendem as mudanças e sofrem com isso, outas acabam ganhando vantagens competitivas.

Se a estabilidade financeira é a única coisa que te prende em algum lugar, você só está desperdiçando o bom profissional que está aí dentro. Estamos vivendo uma era de transição, onde a inovação e as soluções disruptivas começam a fazer parte do nosso dia a dia. Agora, você deve estar se perguntando: como se preparar para um mercado em que grande parte dos empregos que existe hoje desaparecerá nos próximos anos?

Não existe uma fórmula mágica, mas existem alguns princípios que vão te ajudar a entender o funcionamento desse novo cenário e a escolher as melhores estratégias para a evolução exponencial, como o propósito.

Tenha propósito

O propósito é o início de toda grande mudança. Se você descobrisse que tem R$ 10 milhões na sua conta, o que você faria? E se dinheiro não fosse seu drive? O que te dá tesão? O que você faz super bem? Estas provocações dizem muito sobre o seu propósito. Um propósito forte move um grupo grande que está ao seu redor.

Você precisa descobrir o que te move para empoderar-se e realizar suas próprias vontades nessa Nova Economia que está surgindo com tudo. Está na hora de mudar de estratégia e modelo de negócio. Por isso, seja o profissional que o futuro requer e que a sua empresa precisa.

Este foi apenas um artigo sobre o tema, que é bastante amplo. Abordaremos mais nos textos seguintes. Assine a nossa Newsletter para não perder nenhum conteúdo, ok? Até a próxima!