7 insights aprendidos com Michel Alcoforado, antropólogo que Faz Chover  em consumo e comportamento

O convidado da Live #FazChover dessa semana foi o Michel Alcoforado, antropólogo.Phd, especializado em consumo e comportamento. Na live, ele apresentou um panorama do mapeamento de tendências do mercado brasileiro, como o comportamento do consumidor, as transformações culturais entre as diferentes gerações e as tendências de futuro.

Separamos os 7 principais insights desse bate-papo. Confira a seguir e depois, caso tenha perdido essa live, assista a gravação no nosso perfil no Instagram.

1. Antropologia é boa demais para ficar presa nos departamentos de antropologia

Para Michel Alcoforado, o mercado precisava saber o que o antropólogo fazia. O antropólogo está preocupado com duas coisas: trazer novos pontos de vista e com o porquê das pessoas comprarem, se comportarem de determinada forma e se relacionarem com o mundo.

2. A tecnologia impacta diretamente a cultura

A gente avançou tanto nos últimos tempos que começamos a perder nosso ponto de vista e não pararmos para ver como tínhamos de fato avançado. Tudo que a gente inventa precisa ser absorvido pela cultura e também irá transformá-la. Não podemos deixar de olhar os impactos negativos dessas mudanças para que elas sejam cada vez mais efetivas e boas para todo mundo. Esse é um ponto decisivo na economia colaborativa. Alguém do outro lado pode estar sofrendo com os impactos de consumo. Não existe empresa de tecnologia. Todas elas causam impacto social, positivo e negativo. E não podemos nos esquecer dos negativos.

3. O ecossistema de startup é ponto fundamental na aceleração do tempo

Ao mesmo tempo em que ele é o mais adaptado para os tempos que a gente vive, ele é um fomentador dessa aceleração do tempo. O ecossistema de startup é fruto desse capitalismo que foi se estruturando a partir da 4ª revolução industrial. Uma startup resolve uma dor, com menos custo e de forma mais rápida. Estamos fazendo mais coisas dentro da mesma unidade de tempo, usando a tecnologia como aceleradora do tempo. E isso gera um ritmo acelerado para a sociedade. Na medida em que o tempo corre cada vez mais rápido, a transformação do mundo também corre cada vez mais acelerada. Em uma pesquisa que o Michel fez, as pessoas ficaram desesperadas porque não sabiam se ainda faziam sentido pro mundo. A gente vale muito e deixa de valer muito rápido. O grande ponto é que no processo de acompanhar as mudanças a gente tem que deixar tudo para trás. E o principal sentimento é culpa por não ter um padrão de vida. O apego ao padrão não deixa que a gente se adapte, por exemplos. Os israelenses não tem apego a nada. Eles são um grande MVP. Não têm nem jardim em casa, mas eles se auto conhecem muito bem e acham que podem fazer qualquer coisa.

4. Não é hora pra ter certeza, é hora para apostar

É necessário cada vez mais trabalhar a horizontalidade. A transdisciplinaridade é importante, mas a transgeracionalidade é ainda mais. A diversidade é fundamental na atualidade. É preciso pensar em novos processos evolutivos. Todo mundo está perdido e essa é justamente a graça. Não vai dar pra apostar em apenas um futuro. Trabalhe essa ideia para que a sua tomada de decisão seja mais fácil. Em um momento de crise como esse, faça errado, mas faça alguma coisa. Não dá para ficar parado. Se não tiver bote para você, no mínimo toque o violino. Essa é a hora pra fazer, desde que seja pra errar, inclusive na vida pessoal. Não espera o momento para poder sair na rua. O agora é o novo normal.

5. Cada geração tem seus erros

A pandemia está sendo muito mais difícil para a Geração X. A tendência é que os mais jovens estejam mais adaptados, apesar das empresas não estarem preparadas para eles. Agora, a Geração Z, que inclui as pessoas nascidas a partir de 1995 até 2010, é muito pragmática e sempre esteve buscando atalhos. Mas o futuro e os atalhos foram tirados deles. Ninguém sabe se vai existir faculdade, por exemplo. É o momento de Champion x Challenger, de desafiar seu modelo campeão, como dizemos aqui na Organica.

6. Para o Brasil dar conta do futuro ele tem que dar conta do passado

40% das transações digitais no Brasil foram feitas por pessoas que nunca tinham comprado online. Sem dúvidas, o consumidor sai mais digitalizado dessa crise. Na china, por exemplo, eles digitalizaram até o dinheiro para plataforma digitais pós período da Sars. Agora, o nosso país precisa de materialidade, de Wi-fi e de 3G de qualidade. O Brasil ainda não está preparado para desmaterializar os consumidores. Ele não dá conta nem da base da pirâmide, que é a alfabetização funcional e quer a alfabetização digital?

7. Home office era a coisa mais desejada na classe trabalhadora, mas percebemos que não é tudo isso

Depois da pandemia, as pessoas irão querer trabalhar em um mix de home office e dias de trabalho no escritório. Estamos com saudade do contexto do trabalho e não das pessoas. No trabalho, a gente tinha outra identidade. Vamos valorizar o espaço do trabalho como um espaço do encontro. As conquistas de transporte público estão indo para o ralo. As pessoas vão voltar a querer comprar carros e muitas devem se mudar para o interior. As casas ganharam uma valorização gigantesca. Não há mais tanto sentido em morar em um apartamento novo de 30m², com vários benefícios no condomínio, sendo que não poderemos usá-los. São Paulo trazia diversas oportunidades de trabalho e uma vida cheia de diversão, mas isso já não faz mais tanto sentido.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com o Michel Alcoforado, clique aqui e assista no nosso Instagram. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até mais!

9 insights aprendidos com Tatyane Luncah, empreendedora que Faz Chover no ‘Figital’

Tatyane Luncah, empresária, empreendedora, escritora, palestrante, mentora e CEO da agência Grupo Projeto Figital há 19 anos, foi a convidada da Live #FazChover dessa semana. Confira os 9 insights completos desse bate-papo da Tatyane com a Priscilla Erthal:

1. Muitas mulheres têm dores na hora da gestão

A Tatyane começou a trabalhar com 11 anos e abriu sua agência aos 21. Ela conta que sempre foi muito executora. Já teve 10 empresas e hoje tem 4. Com a bolha imobiliária ela contraiu uma dívida milionária. A principal dor dela foi na gestão. Ela sempre teve qualidade técnica para empreender, mas na ‘hora h’, que acontecia algo que não estava no planejamento, ela ficava desestabilizada. Para melhorar isso, ela foi estudar autoconhecimento e gestão e hoje auxilia pessoas nessas dores, principalmente as mulheres, que sabem fazer, mas ainda têm muitas dores nesse assunto.

2. Precisamos empoderar mulheres para ter mulheres mais ativas

Ela trabalha na missão de mostrar um empreendedorismo descomplicado para mulheres de alta performance. Seu curso de gestão lucrativa com aulas de apenas 8 minutos. Para ela, esses ensinamentos devem ser passados de forma ágil e focar na produtividade. Também, é necessário acabar com as crenças que julgamos serem normais, como a crença em relação a ganhar dinheiro, para buscarmos de fato os resultados. Cada mulher precisa de pelo meno 5 amigas que comprem e indiquem seus produtos, isso é sororidade

3. Toda empresária tem que ser inconformada

O único lugar quentinho que existe no mundo é o útero da mãe. E o fazer diferente é um comando mental que deve ser exercitado. O conhecimento gera poder e clareza.

4. O mundo mudou e não vai mais voltar

É hora de se conectar com aquela vontade de quando você começou seu negócio. Na quarentena, a Tatyane passou a organizar lives para seus clientes corporativos, produziu kits para os clientes dos clientes e criou 5 novos produtos. Quem é antenado está vendo que a coisa mudou e que não adianta chorar. Tudo na vida é uma decisão. Se você decidir que a sua empresa vai passar por essa crise com uma história bonita de resultados pra contar, você vai. 

5. Inteligência emocional é diferente de motivação

Ela é um skill. É pegar algo negativo e virar para o positivo. A Tatyane trabalha com a inteligência emocional e sempre pede para suas alunas jogarem toda raiva, tristeza,  e inércia para o lado positivo da ação. Se você tiver com medo vai lá com medo mesmo. A Inteligência emocional traz clareza e as coisas passam a não te afetar mais. 

6. Falar não é questão de empoderamento

Empoderamento nada mais é que pegar um poder que é seu. O “NÃO” é algo poderoso. Precisamos falar mais não do que sim, porque se falou tem que cumprir. Falar um sim e depois trocar para um não pode desencadear uma situação chata.

7. Não acredite em um marketing só físico ou digital

O nome figital da sua agência veio da união de físico e digital. Se a sua empresa não está na palma da sua mão você está perdendo negócio. E se você também não tiver um carinho e humanização com os clientes também está perdendo negócio. A experiência muitas vezes, como nessa pandemia, é só digital, mas você precisa pensar em maneiras de como o seu produto pode ser humanizado. Os dois últimos anos do SXSW, o maior evento de inovação do mundo, tiveram grande foco na relação com as pessoas. Esse é o caminho.

8. Ser inovador é pensar em como fazer mais

Fazer algo memorável vai tocar o coração de pessoas e ajudá-las de alguma forma. As pessoas não querem mais comprar de marcas, querem comprar de pessoas. A sociedade está cada vez mais preocupada não no que você vende, mas o porquê você faz isso que você faz. Nunca foi tão bom ser consumidor. Temos tudo a nossa volta: delivery, entregas facilitadas etc.

9. Nunca foi tão fácil ser empreendedor

Hoje, você faz o MVP, coloca no digital, testa e aí você monta seu negócio. Antes, você precisava de uma super estrutura e espaço físico. Não dá para viver essa nova era com a metodologia do século passado. Você tem que usar o digital, as ferramentas e algo que a máquina não tem: a intuição. Quando mais ela é for utilizada, mais ela ficará aguçada. Tudo na vida é hábito.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com a Taty Luncah, clique aque assista no nosso Instagram. E não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!

4 insights aprendidos com Eduardo Schuler, empreendedor que Faz Chover

Eduardo Schuler foi o convidado da Priscilla Erthal na Live #FazChover dessa semana. Ele é empreendedor e atua na área de marketing e vendas há 17 anos. Edu criou a SMART, como uma das formas de colocar em prática seu conhecimento e sua experiência, ajudando outros empresários a crescer. Hoje, a empresa já atua em todo o Brasil focada no segmento de Moda.

Confira a seguir os 4 principais insights do bate-papo com esse empreendedor que tanto faz chover nos negócios:

1. É preciso saber se adaptar de acordo com a plataforma

O Edu nunca tinha pensado em fazer palestras online. Mas logo no início da quarentena conseguiu reunir 400 pessoas de 6 estados diferentes em um mesmo momento. Ele preencheu aquele espaço que estava vazio e enxergou as palestras online como uma oportunidade de negócio durante o período. As pessoas se sentiram prestigiadas naquele maior momento de medo. Como dizemos por aqui: Champion x Challenger. Desafio seu modelo campeão!

2. Sempre busque novas experiências que te fazem evoluir

Veja aquilo que já se esgotou e vá para um novo ciclo. O Edu é do interior do Rio Grande do Sul, morou em Londres, visitou todas as capitais brasileiras, mudou-se para Recife – onde iniciou o trabalho da Smart – se mudou no meio da pandemia e agora está morando em Santa Catarina. Ele fez parte de toda a posição da indústria ao consumidor. Conforme foi vendo que poderiam surgir oportunidades ele foi atrás. 

3. Não tem como ficar fora do digital

Nosso cenário deu mais força para a Transformação digital. Muitas pessoas ainda estavam fechadas para isso e pensavam que em “time que está ganhando não se mexe”. Com o COVID, elas ficaram limitados no início e precisaram começar a se abrir. Elas realmente transformaram seus negócios e estão conquistando bons resultados. Todo o aprendizado não vai fazê-las voltar atrás. Quando tudo voltar ao normal, elas vão agregar os ensinamentos com o que já tinham antes. Essas pessoas estão abrindo os olho para o novo mundo, permitindo-se criar coisas novas e revendo suas prioridades Todo mundo entendeu que tudo está mudando. Os processos são muito rápidos. Nós nunca precisamos ser tão adaptáveis. No digital não há limites. A gente consegue alcançar pessoas que a gente nem imagina.

4. Um bom conteúdo faz as pessoas engajarem

Bons conteúdo têm curtidas, compartilhamentos geram identificação da audiência. Mas o conteúdo precisa ter consistência. Para isso, é preciso disciplina. Se não, a audiência deixa de lado. O criador de conteúdo também precisa analisar os dados e criar as métricas que fazem sentido para ele. A dificuldade das pessoas de serem vulneráveis é que as bloqueiam de começar a divulgar conteúdo na internet. Quebrado esse medo interno, o influenciador vai produzindo, se aprimorando e se acostumando a fazer as postagens. Não se esqueça: o óbvio precisa ser dito, Entenda quem é seu público e fale aquilo que ele precisa ouvir.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Perdeu a live com O Eduardo Schuler? Clique aqui e assista no nosso Instagram. Não perca nossas Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até mais!

5 insights aprendidos com Mari Dias, CEO que Faz Chover na Gupy

A convidada da Live #FazChover dessa semana foi a Mari Dias, CEO e uma das fundadoras da Gupy. A startup nasceu em 2015 a partir da experiência de Mariana como funcionária da gigante de bebidas Ambev. 

A Gupy usa inteligência artificial para selecionar os melhores candidatos e literalmente fez chover nessa crise levantando um aporte de R$ 40 milhões para expandir sua atuação. Nem começou o investimento que a Gupy e eles já estão no melhor trimestre. Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo da Priscilla Erthal com a Mari Dias!

1. O inconformismo é fundamental para o sucesso

Além da sua já tradicional entrega tradicional em recrutamento, a Gupy foi muito rápida em se reinventar no momento em que começou a crise e criou muitas iniciativas para ajudar seus clientes. Os colaboradores não ficaram parados pensando que era um “momento do mercado” e desse modo eles colheram muitos resultados positivos, como por exemplo um churn baixíssimo e o fechamento do melhor trimestre da história da Gupy.

2. É preciso construir com bom relacionamento com investidor

A crise exigiu que a Gupy se reinventasse em todos os sentidos, inclusive no relacionamento com os investidores. A Mari teve muitos diálogos antes de fecharem o aporte e em um momento virou para os possíveis investidores: “eu sei que você tá com medo, mas deixa eu te contar o que a gente tá fazendo.” Ela acredita que é preciso refazer a forma de relacionamento com esses investidores. A coragem está na vulnerabilidade!

3. Uma cultura forte é fundamental para o crescimento

A consistência e o exemplo fazem a cultura ficar forte. Para Mari, o sócio é a pessoa que você vai ver mais que sua própria família e é preciso ter esse match. A cultura é tão importante na Gupy por eles terem que tomar decisões muito rápido, e só com essa agilidade e raça que eles conseguem driblar as adversidades. Se não houver isso, cada um vai pra um lado e nós precisamos de uma unidade na ação de cada funcionário. A cultura é tão importante que eles utilizam inclusive para a promoção de colaboradores e avaliações de desempenho, por exemplo. 

4. Comunicação e transparência foram as chaves para a Gupy na pandemia

No início da quarentena, a Mari chamou todo o time e já abriu que não sabia se as ações dariam certo dali em diante, mas que a equipe precisaria se reinventar para atingir resultados e não precisar haver nenhuma demissão. 

Fazendo isso logo no inicio e deixando claro para todos onde eles precisavam chegar para não ter que encarar medidas dolorosas todo o time se comprometeu e uniu esforços pelo bem comum da empresa. O nível de engajamento da equipe é outro quando ela sabe do problema.

5. Saiba reconhecer o crescimento, mas entenda que o negócio não está ganho

A Gupy nasceu com o propósito de oferecer soluções para pessoas e empresas através de processos mais justos, ágeis e encantadores. Mas a CEO reconhece que eles só estão no começo e muita coisa ainda está por vir. Hoje são 150 pessoas no time e eles vão passar de 200 em breve, que ficarão em home office até dezembro. E em agosto, eles vão fazer um mega evento gratuito para 40 mil pessoas e vão divulgar um novo serviço. Seu maior medo é de perder toda a cultura construída. Mas ela encara o medo como motivador para se reinventar. 

Como dizem na Gupy: Vamos pra cima! Bora pra estratosfera!

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com a Mari Dias, clique aqui e assista no nosso Instagram. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!