5 insights aprendidos com Diogo Garcia, profissional que Faz Chover na Confraria do Empreendedor

Terça-feira é dia de #FazChover no instagram da Organica e quem conversou com a Priscilla Erthal na Live dessa semana foi o Diogo Garcia. Com o propósito de colaborar e conectar empreendedores no ecossistema de startups e inovação do Brasil, ele é um dos fundadores da Confraria do Empreendedor, um hub colaborativo com membros de Norte a Sul do país.

Diogo é Executivo de Desenvolvimento de Negócios com Venture Capital e Emerging Giants (Startups com alto potencial de crescimento) na KPMG Brasil, analista do Shark Tank Brasil, conselheiro do Instituto Êxito e ProLider, professor da XP Educação e palestrante/mentor nas áreas de Vendas e Inovação das agências Case Falá e Iiman. Confira a seguir 5 insights desse bate-papo!

1. A troca é fundamental para o empreendedor não se sentir tão sozinho 

Diogo é um vendedor nato. Ele gosta de conectar e ajudar pessoas e enxerga um amadurecimento do ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Junto com a Confraria do Empreendedor ele busca tirar o empreendedorismo de palco. Com a sua pegada colaborativa, Diogo entende que o empreendedor é carente e está sozinho na maior parte do tempo. Ele queria trazer algo novo onde as pessoas pudessem se sentir vulneráveis. A Confraria tem um manifesto de compartilhamento, doação, contribuição e colaboração. Ela não tem fins lucrativos e conta com mais de 800 pessoas. A pandemia está mostrando a importância da troca entre as pessoas.

2. Nunca se falou tanto em comunidade

As comunidades não devem ser criadas com muitas regras e de uma maneira muito formal. Elas precisam ser orgânicas e ouvir as pessoas que estão ali. É necessário muita pesquisa e muito tête-à-tête. A comunidade adquire muito o espírito de quem cria. E a vontade de querer conectar foi o grande segredo do surgimento da Confraria. Os comportamentos são repetidos e a liderança é feita pelo exemplo. A colaboração e o espírito de servir são vírus do bem.

3. O Shark Tank busca ser a cara do Brasil e no País há muitos empreendedores, não só os que têm uma grande startup

O Diogo olha para cada negócio e pensa em vendas. Ao visualizar o problema, como é que vende é a primeira pergunta que ele faz, inclusive no Shark Tank Brasil, onde ele é analista e seleciona as histórias antes delas irem para a TV. Como atende a necessidade do cliente e a visão financeira de onde o empreendedor está e onde ele quer chegar são outras perguntas fundamentais. No pitch inicial, os empreendedores precisam ter essa visão de futuro e mostrar o que está sendo testado. Diogo tem um grande olhar para as pessoas. Ele busca saber do engajamento, background, tempo de investimento, como o produto será escalado e quais são as projeções futuras. A Confraria do Empreendedor é parceira do Shark Tank e 8 confrades são analistas do programa.

4. Está mais que comprovado do que a diversidade traz resultados melhores

O Vale do Silício disputa talentos entre si. O Linkedin contratou um profissional de El Salvador para uma posição no país. Ele só  falava espanhol e começou no seu emprego dos sonhos. Resultado: o profissional de mais alta performance do Linkedin não fala inglês. Atitudes com esta servem como espelho. Líderes mulheres tendem a ter mais mulheres no time. A diversidade precisa atingir um conceito mais amplo. Startups de outras regiões do Brasil precisam de mais visibilidade para replicar a projeção.

5. Existem grandes dificuldades, mas há muitas oportunidades para as startups

Proteger o caixa foi o primeiro momento das startups na pandemia. Elas precisaram ser ainda mais eficientes. Muitas negociações ainda estão em cima da mesa, sem contar nos atrasos e projetos em stand by. Mas o apetite do venture capital continua alto. Há muito dinheiro disponível. Mas tudo ainda não está do jeito que a gente quer. Faz parte da cultura das startups estar sempre se reinventando. É importante que elas tenham iniciativa de parcerias, esse é o momento para pedir ajuda, para tentar pivotar e ver outros tipos de negócio. Estamos em um momento de retomada e de olhar para frente. Quem é startupeiro sabe que mais de 70% quebram e que isso faz parte da jornada. Até os bares e restaurantes estão tendo que se readequar.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Se você perdeu a live com Diogo Garcia, clique aqui e assista no nosso Instagram. E não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!

10 insights aprendidos com Monique Evelle, profissional que Faz Chover no empreendedorismo feminino

“Agora eu só participo de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio.” Esta foi uma das brilhantes frases ditas por Monique Evelle na live #fazchover dessa semana com a Priscilla Erthal. Monique é idealizadora da Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais e sócia da SHARP, hub de inteligência cultural. Reunimos aqui os 9 principais insights do bate-papo com essa empreendedora que faz chover. Confira!

1. O que a gente chama hoje de empreendedorismo as mulheres negras da periferia chamam de sobrevivência

Esse ponto nunca foi tão real quanto agora na pandemia. Não é romântico ter 7 milhões de mulheres fora do mercado de trabalho. E o empreender para muitas delas não é questão de escolha, mas uma consequência da precarização. Tem um lugar para mulheres negras e periféricas que nunca foi racionalizado. Elas precisaram fazer para existir e a existência ainda não é real, elas lidam com a sobrevivência. Surgiu uma cortina de fumaça colocando pessoas negras periféricas nos holofotes, mas não é legítimo, já que não dão credibilidade e nem dinheiro para elas. Pequenos empreendedores negros são os que estão com maiores dificuldades na pandemia. Muita gente já estava nadando em alto mar e com o COVID tudo piorou. É preciso voltar várias casas para fazer funcionar. O processo é divagar e exaustivo. Deveria ser óbvio, mas são barcos diferentes há muito tempo.

2. Cooperação não é tendência

A distribuição de renda é grande pilar do Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais aplicado à geração de renda, comunicação e educação e foi idealizado pela Monique. Quando o dinheiro chega para o Desabafo e outras iniciativas pretas e periféricas isso é automaticamente distribuição de renda. Quando a gente coloca dinheiro nas mesmas startups vai acontecer o que sempre acontece com os unicórnios: na primeira crise começa a demitir pessoas. Eles não vão nessa lógica porque desde sempre trabalham em comunidade porque são periféricos. A lógica de solidariedade é espontânea. 

3. É difícil falar de racismo com pessoas brancas por conta de 3 fatores

Primeiro porque elas acham que são universais. Monique é empreendedora preta enquanto uma pessoa branca só é empreendedora. Ninguém coloca na manchete: empreendedor branco fez isso. É preciso racializar e pensar no que é preciso fazer para dar um próximo passo. Em segundo lugar, pretos e periféricos não têm nome e sobrenome. Há uma dificuldade de falar o nome e acabam usando termos racistas. Por fim, um outro fator é a circulação dos espaços. Desde criança, as pessoas pretas são ensinadas a não abrir a bolsa dentro dos espaços ou mesmo correr na rua. Tanto faz se têm dinheiro, a raça vem primeiro. As pessoas brancas podem apoiá-las comprando, compartilhando, conectando pessoas ou fazendo cursos. Existem diversos caminhos. A gente precisa parar de personificar cada indivíduo, a sociedade é racista. Não podemos ser omissos a isso. Todo mundo tem local de fala. A partir disso, a gente conversa, troca e aí faz funcionar. As narrativas são plurais porque somos diferentes.

4. 90% que está na internet é fogo de palha e a Monique agora só participa de coisas onde as pessoas estão dispostas a fazer um incêndio

Monique diz que precisa fazer o exercício de se livrar da culpa. A gente quer carregar o mundo e acaba pegando a culpa do outro. Mas se o outro não quer se movimentar, o problema é dele. Na hora do vamos ver ninguém aparece. Pensando nisso, a Monique está lançando um novo projeto e deu um spoiler para gente. A @inventivos.co surge para criar a realidade que a gente quer viver focando nos 10% que querem fazer. Ninguém vai sustentar seu negócio só sendo seu amigo. Muitas vezes elas compram um produto no início, querem ajudar e às vezes não falam o que acham para não ofender.

5. As pessoas têm as mãos sujas de sangue na internet

Monique conta que aprendeu a parar de forma atrasada. Gerenciar negócios e a vida é um desafio. Hoje, ela conseguiu tirar pausas longas. E tem coisas que ela não gostaria de somatizar, mas que são necessárias. A internet é perversa e as pessoas não se responsabilizam. É preciso se responsabilizar por tudo aquilo que digita. E muitos desistem por conta da sociedade. A Monique escreveu recentemente uma carta de despedida e alertou logo no início que poderia ser um gatilho. A carta foi muito planejamento e escrita justamente para alertar às pessoas das suas responsabilidades. A cultura do cancelamento é muito tóxica. Pessoas destrinchando ódio e querendo o fim de pessoas. Podemos não concordar com as atitudes de alguém, mas não podemos anular a existência de ninguém.

6. A gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade

Monique comemora tudo. De onde ela veio e onde chegou. Monique está escrevendo seu 3º livro sobre comemorações, felicidade e como ser clandestinamente feliz no meio de uma pandemia. Todo mundo na pandemia está nesse lugar de ser clandestino. 80 mil pessoas mortas e mais de 2 milhões de infectados, mas os sonhos se realizam. Coisas que ela não esperava aconteceram no meio de uma pandemia. Estamos em um lugar de mortandade, mas tem pessoas vivas e a gente precisa sentir a vivacidade principalmente no lugar de mortandade. 

7. Compre para incentivar o trabalho de pessoas negras e periféricas

Reconheça o valor do negócio da pessoa. Ninguém pechincha o valor de uma roupa, por exemplo, com grandes empresas. Tem gente que já conhece empreendedores periféricos e tem pessoas que ainda não. Compartilhe o acesso indique o empreendedorismo negro, até mesmo para fortalecer a rede. Pessoas não negras só são grandes ícones porque existem citações. Com pessoas pretas não. As pessoas copiam e nem dão os créditos. Comece a divulgar e fazer eternizar no lugar de citação assim como a branquitude faz. 

8. Falar que ser feliz fazendo o que ama é perverso com o outro lado

É desonestidade com o mundo dos negócios achar que a gente está na mesma régua. Monique não acredita em meritocracia e as pessoas sempre tocam no ponto que ninguém tem as mesmas ferramentas. Mas a gente não fala da pessoa que é meritocrática e o que pode acontecer. O discurso meritocrático pode levar as pessoas que acreditam nisso à sonegação de impostos. Elas têm tanta certeza que fizeram tudo sozinhas que não vão querer pagar impostos. Monique acredita que existem pessoas que se movimentam mais que outras, mas enquanto elas não tiverem as mesmas ferramentas fica difícil falar de meritocracia em um país tão desigual.

9. É difícil não cair no vício e visibilidade do holofote 

É precisa sair do lugar do ego. É difícil não cair nessa armadilha. Em muitos eventos as pessoas só falam delas, mas e aí? Para quem não esteve no palco e vai ganhando visibilidade, isso vai te viciando em um ciclo péssimo onde você não consegue nem mais trabalhar direito. Sem contar que muitos eventos pegam uma pessoa periférica para falar e vira quase que uma seita. O lugar da visibilidade é perverso por causa disso. Quando a luz está muito forte a gente pode não enxergar a realidade. E tem coisas que não precisam ser publicizadas. A solução tem que ser rápida o suficiente porque sempre vai ter alguém que está precisando daquilo.

10. Que bom voltar para casa e ter a possibilidade de ouvir sim

Monique tem uma mãe e um pai que nunca a paralisaram. Eles nunca disseram que ela não podia. E isso sempre deixou a Monique em movimento desde criança. Quando não podia fazer determinada coisa agora, ela foi incentivada a pensar em solução. Nao era nao tem e acabou no ambiente familiar. Era um faz o que você quiser que vai ser gigante. 

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5 insights aprendidos com Patricia Peck, advogada que Faz Chover no Direito Digital

Privacidade, segurança de dados e inovação jurídica são assuntos cada vez mais debatidos dentro das empresas, principalmente com a proximidade da entrada em vigor da LGPD. 
Na live #FazChover dessa semana quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dra. Patricia Peck, líder da empresa de treinamentos Peck Sleiman. 

Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo com essa profissional que faz chover no Direito Digital!

1. A privacidade não está morta

Ela na verdade passa por um transformação. A privacidade pensada pela geração que construiu a constituição de 1988 é bem diferente da nova geração nascida no digital. O que mais tinha impactado a geração pós-guerra que desenvolveu a constituição é que a informação não podia ser usada de forma discriminatória e preconceituosa. Hoje, pensamos mais sobre o direito de escolha das pessoas com transparência. A privacidade como nunca passa a ser uma moeda poderosa. Quem traz no pacote a proteção e segurança vai conquistar mais essa nova geração. Mas é uma balança de troca e o combinado nao sai cara. O maior combate deve ser a espionagem e ninguém vai abrir mão desse tipo de privacidade, já que vivemos em uma sociedade livre.

2. As leis precisam ser revisitadas

A proteção de dados que tanto falamos hoje é uma correção de rota, até mesmo para combater o monopólio de empresas que detêm informações de milhares de usuários. A virada de página precisa ser feita por meio de regulamentação. Só assim o titular estará empoderado com a divulgação ou não dos seus dados. Fato é que diante de tantas transformações precisamos pensar mais em autoregulamentações, tratados internacionais para assuntos digitais.

3. Atender as práticas básicas de regulamentação deve estar na cultura das startups

O início de um sonho do empreendedor não pode virar um pesadelo. A startup, por mais inicial que ela esteja, deve preencher um chechlist inicial de proteção de ativos intelectuais, atas de reunião, termo de responsabilidade e o papel de cada um na empresa para não pagar caro lá na frente e ninguém ser passado para trás pela sua ingenuidade empresarial. Em 2020, com todo acesso de informação que temos, não há mais desculpas. Essas práticas se tornam um escudo para o empreendedor. Sabemos que o empreendedor é muito abandonado no Brasil. Por isso, o ecossistema deve fomentar essa cultura.

4. Quem sai na frente LGPD tem grandes vantagens

Em 2019, as multinacionais começaram a se adequar à A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Na sequência vieram as grandes empresas, que começaram o mapeamento em 2019 e podem seguir por até 8 meses na adequação. Em 2020, as pequenas e médias empresas começaram a pensar na legislação, já que as grandes pediram para seus parceiros menores. A vitrine da LGPD tem relação com os consumidores finais e funcionários. Por isso, as empresas devem fazer esse tratamento de dados nesse ano e trabalhar o restante em 2021.

5. As empresas devem se preocupar com o descarte seguro dos dados

A eliminação dos dados é um grande problema nas organizações. É preciso criar uma correção de fluxo e gerar capacitação do profissional para o descarte seguro. Com o tempo vamos perceber as diferenças entre antes e depois da LGPD. No futuro, vamos achar um absurdo a falta de proteção. A LGPD será tão significativa quanto o Movimento de Direitos Civis, por exemplo. A Lei irá mudar a cultura da sociedade.

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7 insights aprendidos com Michel Alcoforado, antropólogo que Faz Chover  em consumo e comportamento

O convidado da Live #FazChover dessa semana foi o Michel Alcoforado, antropólogo.Phd, especializado em consumo e comportamento. Na live, ele apresentou um panorama do mapeamento de tendências do mercado brasileiro, como o comportamento do consumidor, as transformações culturais entre as diferentes gerações e as tendências de futuro.

Separamos os 7 principais insights desse bate-papo. Confira a seguir e depois, caso tenha perdido essa live, assista a gravação no nosso perfil no Instagram.

1. Antropologia é boa demais para ficar presa nos departamentos de antropologia

Para Michel Alcoforado, o mercado precisava saber o que o antropólogo fazia. O antropólogo está preocupado com duas coisas: trazer novos pontos de vista e com o porquê das pessoas comprarem, se comportarem de determinada forma e se relacionarem com o mundo.

2. A tecnologia impacta diretamente a cultura

A gente avançou tanto nos últimos tempos que começamos a perder nosso ponto de vista e não pararmos para ver como tínhamos de fato avançado. Tudo que a gente inventa precisa ser absorvido pela cultura e também irá transformá-la. Não podemos deixar de olhar os impactos negativos dessas mudanças para que elas sejam cada vez mais efetivas e boas para todo mundo. Esse é um ponto decisivo na economia colaborativa. Alguém do outro lado pode estar sofrendo com os impactos de consumo. Não existe empresa de tecnologia. Todas elas causam impacto social, positivo e negativo. E não podemos nos esquecer dos negativos.

3. O ecossistema de startup é ponto fundamental na aceleração do tempo

Ao mesmo tempo em que ele é o mais adaptado para os tempos que a gente vive, ele é um fomentador dessa aceleração do tempo. O ecossistema de startup é fruto desse capitalismo que foi se estruturando a partir da 4ª revolução industrial. Uma startup resolve uma dor, com menos custo e de forma mais rápida. Estamos fazendo mais coisas dentro da mesma unidade de tempo, usando a tecnologia como aceleradora do tempo. E isso gera um ritmo acelerado para a sociedade. Na medida em que o tempo corre cada vez mais rápido, a transformação do mundo também corre cada vez mais acelerada. Em uma pesquisa que o Michel fez, as pessoas ficaram desesperadas porque não sabiam se ainda faziam sentido pro mundo. A gente vale muito e deixa de valer muito rápido. O grande ponto é que no processo de acompanhar as mudanças a gente tem que deixar tudo para trás. E o principal sentimento é culpa por não ter um padrão de vida. O apego ao padrão não deixa que a gente se adapte, por exemplos. Os israelenses não tem apego a nada. Eles são um grande MVP. Não têm nem jardim em casa, mas eles se auto conhecem muito bem e acham que podem fazer qualquer coisa.

4. Não é hora pra ter certeza, é hora para apostar

É necessário cada vez mais trabalhar a horizontalidade. A transdisciplinaridade é importante, mas a transgeracionalidade é ainda mais. A diversidade é fundamental na atualidade. É preciso pensar em novos processos evolutivos. Todo mundo está perdido e essa é justamente a graça. Não vai dar pra apostar em apenas um futuro. Trabalhe essa ideia para que a sua tomada de decisão seja mais fácil. Em um momento de crise como esse, faça errado, mas faça alguma coisa. Não dá para ficar parado. Se não tiver bote para você, no mínimo toque o violino. Essa é a hora pra fazer, desde que seja pra errar, inclusive na vida pessoal. Não espera o momento para poder sair na rua. O agora é o novo normal.

5. Cada geração tem seus erros

A pandemia está sendo muito mais difícil para a Geração X. A tendência é que os mais jovens estejam mais adaptados, apesar das empresas não estarem preparadas para eles. Agora, a Geração Z, que inclui as pessoas nascidas a partir de 1995 até 2010, é muito pragmática e sempre esteve buscando atalhos. Mas o futuro e os atalhos foram tirados deles. Ninguém sabe se vai existir faculdade, por exemplo. É o momento de Champion x Challenger, de desafiar seu modelo campeão, como dizemos aqui na Organica.

6. Para o Brasil dar conta do futuro ele tem que dar conta do passado

40% das transações digitais no Brasil foram feitas por pessoas que nunca tinham comprado online. Sem dúvidas, o consumidor sai mais digitalizado dessa crise. Na china, por exemplo, eles digitalizaram até o dinheiro para plataforma digitais pós período da Sars. Agora, o nosso país precisa de materialidade, de Wi-fi e de 3G de qualidade. O Brasil ainda não está preparado para desmaterializar os consumidores. Ele não dá conta nem da base da pirâmide, que é a alfabetização funcional e quer a alfabetização digital?

7. Home office era a coisa mais desejada na classe trabalhadora, mas percebemos que não é tudo isso

Depois da pandemia, as pessoas irão querer trabalhar em um mix de home office e dias de trabalho no escritório. Estamos com saudade do contexto do trabalho e não das pessoas. No trabalho, a gente tinha outra identidade. Vamos valorizar o espaço do trabalho como um espaço do encontro. As conquistas de transporte público estão indo para o ralo. As pessoas vão voltar a querer comprar carros e muitas devem se mudar para o interior. As casas ganharam uma valorização gigantesca. Não há mais tanto sentido em morar em um apartamento novo de 30m², com vários benefícios no condomínio, sendo que não poderemos usá-los. São Paulo trazia diversas oportunidades de trabalho e uma vida cheia de diversão, mas isso já não faz mais tanto sentido.

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9 insights aprendidos com Tatyane Luncah, empreendedora que Faz Chover no ‘Figital’

Tatyane Luncah, empresária, empreendedora, escritora, palestrante, mentora e CEO da agência Grupo Projeto Figital há 19 anos, foi a convidada da Live #FazChover dessa semana. Confira os 9 insights completos desse bate-papo da Tatyane com a Priscilla Erthal:

1. Muitas mulheres têm dores na hora da gestão

A Tatyane começou a trabalhar com 11 anos e abriu sua agência aos 21. Ela conta que sempre foi muito executora. Já teve 10 empresas e hoje tem 4. Com a bolha imobiliária ela contraiu uma dívida milionária. A principal dor dela foi na gestão. Ela sempre teve qualidade técnica para empreender, mas na ‘hora h’, que acontecia algo que não estava no planejamento, ela ficava desestabilizada. Para melhorar isso, ela foi estudar autoconhecimento e gestão e hoje auxilia pessoas nessas dores, principalmente as mulheres, que sabem fazer, mas ainda têm muitas dores nesse assunto.

2. Precisamos empoderar mulheres para ter mulheres mais ativas

Ela trabalha na missão de mostrar um empreendedorismo descomplicado para mulheres de alta performance. Seu curso de gestão lucrativa com aulas de apenas 8 minutos. Para ela, esses ensinamentos devem ser passados de forma ágil e focar na produtividade. Também, é necessário acabar com as crenças que julgamos serem normais, como a crença em relação a ganhar dinheiro, para buscarmos de fato os resultados. Cada mulher precisa de pelo meno 5 amigas que comprem e indiquem seus produtos, isso é sororidade

3. Toda empresária tem que ser inconformada

O único lugar quentinho que existe no mundo é o útero da mãe. E o fazer diferente é um comando mental que deve ser exercitado. O conhecimento gera poder e clareza.

4. O mundo mudou e não vai mais voltar

É hora de se conectar com aquela vontade de quando você começou seu negócio. Na quarentena, a Tatyane passou a organizar lives para seus clientes corporativos, produziu kits para os clientes dos clientes e criou 5 novos produtos. Quem é antenado está vendo que a coisa mudou e que não adianta chorar. Tudo na vida é uma decisão. Se você decidir que a sua empresa vai passar por essa crise com uma história bonita de resultados pra contar, você vai. 

5. Inteligência emocional é diferente de motivação

Ela é um skill. É pegar algo negativo e virar para o positivo. A Tatyane trabalha com a inteligência emocional e sempre pede para suas alunas jogarem toda raiva, tristeza,  e inércia para o lado positivo da ação. Se você tiver com medo vai lá com medo mesmo. A Inteligência emocional traz clareza e as coisas passam a não te afetar mais. 

6. Falar não é questão de empoderamento

Empoderamento nada mais é que pegar um poder que é seu. O “NÃO” é algo poderoso. Precisamos falar mais não do que sim, porque se falou tem que cumprir. Falar um sim e depois trocar para um não pode desencadear uma situação chata.

7. Não acredite em um marketing só físico ou digital

O nome figital da sua agência veio da união de físico e digital. Se a sua empresa não está na palma da sua mão você está perdendo negócio. E se você também não tiver um carinho e humanização com os clientes também está perdendo negócio. A experiência muitas vezes, como nessa pandemia, é só digital, mas você precisa pensar em maneiras de como o seu produto pode ser humanizado. Os dois últimos anos do SXSW, o maior evento de inovação do mundo, tiveram grande foco na relação com as pessoas. Esse é o caminho.

8. Ser inovador é pensar em como fazer mais

Fazer algo memorável vai tocar o coração de pessoas e ajudá-las de alguma forma. As pessoas não querem mais comprar de marcas, querem comprar de pessoas. A sociedade está cada vez mais preocupada não no que você vende, mas o porquê você faz isso que você faz. Nunca foi tão bom ser consumidor. Temos tudo a nossa volta: delivery, entregas facilitadas etc.

9. Nunca foi tão fácil ser empreendedor

Hoje, você faz o MVP, coloca no digital, testa e aí você monta seu negócio. Antes, você precisava de uma super estrutura e espaço físico. Não dá para viver essa nova era com a metodologia do século passado. Você tem que usar o digital, as ferramentas e algo que a máquina não tem: a intuição. Quando mais ela é for utilizada, mais ela ficará aguçada. Tudo na vida é hábito.

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4 insights aprendidos com Eduardo Schuler, empreendedor que Faz Chover

Eduardo Schuler foi o convidado da Priscilla Erthal na Live #FazChover dessa semana. Ele é empreendedor e atua na área de marketing e vendas há 17 anos. Edu criou a SMART, como uma das formas de colocar em prática seu conhecimento e sua experiência, ajudando outros empresários a crescer. Hoje, a empresa já atua em todo o Brasil focada no segmento de Moda.

Confira a seguir os 4 principais insights do bate-papo com esse empreendedor que tanto faz chover nos negócios:

1. É preciso saber se adaptar de acordo com a plataforma

O Edu nunca tinha pensado em fazer palestras online. Mas logo no início da quarentena conseguiu reunir 400 pessoas de 6 estados diferentes em um mesmo momento. Ele preencheu aquele espaço que estava vazio e enxergou as palestras online como uma oportunidade de negócio durante o período. As pessoas se sentiram prestigiadas naquele maior momento de medo. Como dizemos por aqui: Champion x Challenger. Desafio seu modelo campeão!

2. Sempre busque novas experiências que te fazem evoluir

Veja aquilo que já se esgotou e vá para um novo ciclo. O Edu é do interior do Rio Grande do Sul, morou em Londres, visitou todas as capitais brasileiras, mudou-se para Recife – onde iniciou o trabalho da Smart – se mudou no meio da pandemia e agora está morando em Santa Catarina. Ele fez parte de toda a posição da indústria ao consumidor. Conforme foi vendo que poderiam surgir oportunidades ele foi atrás. 

3. Não tem como ficar fora do digital

Nosso cenário deu mais força para a Transformação digital. Muitas pessoas ainda estavam fechadas para isso e pensavam que em “time que está ganhando não se mexe”. Com o COVID, elas ficaram limitados no início e precisaram começar a se abrir. Elas realmente transformaram seus negócios e estão conquistando bons resultados. Todo o aprendizado não vai fazê-las voltar atrás. Quando tudo voltar ao normal, elas vão agregar os ensinamentos com o que já tinham antes. Essas pessoas estão abrindo os olho para o novo mundo, permitindo-se criar coisas novas e revendo suas prioridades Todo mundo entendeu que tudo está mudando. Os processos são muito rápidos. Nós nunca precisamos ser tão adaptáveis. No digital não há limites. A gente consegue alcançar pessoas que a gente nem imagina.

4. Um bom conteúdo faz as pessoas engajarem

Bons conteúdo têm curtidas, compartilhamentos geram identificação da audiência. Mas o conteúdo precisa ter consistência. Para isso, é preciso disciplina. Se não, a audiência deixa de lado. O criador de conteúdo também precisa analisar os dados e criar as métricas que fazem sentido para ele. A dificuldade das pessoas de serem vulneráveis é que as bloqueiam de começar a divulgar conteúdo na internet. Quebrado esse medo interno, o influenciador vai produzindo, se aprimorando e se acostumando a fazer as postagens. Não se esqueça: o óbvio precisa ser dito, Entenda quem é seu público e fale aquilo que ele precisa ouvir.

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5 insights aprendidos com Mari Dias, CEO que Faz Chover na Gupy

A convidada da Live #FazChover dessa semana foi a Mari Dias, CEO e uma das fundadoras da Gupy. A startup nasceu em 2015 a partir da experiência de Mariana como funcionária da gigante de bebidas Ambev. 

A Gupy usa inteligência artificial para selecionar os melhores candidatos e literalmente fez chover nessa crise levantando um aporte de R$ 40 milhões para expandir sua atuação. Nem começou o investimento que a Gupy e eles já estão no melhor trimestre. Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo da Priscilla Erthal com a Mari Dias!

1. O inconformismo é fundamental para o sucesso

Além da sua já tradicional entrega tradicional em recrutamento, a Gupy foi muito rápida em se reinventar no momento em que começou a crise e criou muitas iniciativas para ajudar seus clientes. Os colaboradores não ficaram parados pensando que era um “momento do mercado” e desse modo eles colheram muitos resultados positivos, como por exemplo um churn baixíssimo e o fechamento do melhor trimestre da história da Gupy.

2. É preciso construir com bom relacionamento com investidor

A crise exigiu que a Gupy se reinventasse em todos os sentidos, inclusive no relacionamento com os investidores. A Mari teve muitos diálogos antes de fecharem o aporte e em um momento virou para os possíveis investidores: “eu sei que você tá com medo, mas deixa eu te contar o que a gente tá fazendo.” Ela acredita que é preciso refazer a forma de relacionamento com esses investidores. A coragem está na vulnerabilidade!

3. Uma cultura forte é fundamental para o crescimento

A consistência e o exemplo fazem a cultura ficar forte. Para Mari, o sócio é a pessoa que você vai ver mais que sua própria família e é preciso ter esse match. A cultura é tão importante na Gupy por eles terem que tomar decisões muito rápido, e só com essa agilidade e raça que eles conseguem driblar as adversidades. Se não houver isso, cada um vai pra um lado e nós precisamos de uma unidade na ação de cada funcionário. A cultura é tão importante que eles utilizam inclusive para a promoção de colaboradores e avaliações de desempenho, por exemplo. 

4. Comunicação e transparência foram as chaves para a Gupy na pandemia

No início da quarentena, a Mari chamou todo o time e já abriu que não sabia se as ações dariam certo dali em diante, mas que a equipe precisaria se reinventar para atingir resultados e não precisar haver nenhuma demissão. 

Fazendo isso logo no inicio e deixando claro para todos onde eles precisavam chegar para não ter que encarar medidas dolorosas todo o time se comprometeu e uniu esforços pelo bem comum da empresa. O nível de engajamento da equipe é outro quando ela sabe do problema.

5. Saiba reconhecer o crescimento, mas entenda que o negócio não está ganho

A Gupy nasceu com o propósito de oferecer soluções para pessoas e empresas através de processos mais justos, ágeis e encantadores. Mas a CEO reconhece que eles só estão no começo e muita coisa ainda está por vir. Hoje são 150 pessoas no time e eles vão passar de 200 em breve, que ficarão em home office até dezembro. E em agosto, eles vão fazer um mega evento gratuito para 40 mil pessoas e vão divulgar um novo serviço. Seu maior medo é de perder toda a cultura construída. Mas ela encara o medo como motivador para se reinventar. 

Como dizem na Gupy: Vamos pra cima! Bora pra estratosfera!

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