7 passos para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia

Você que já acompanha por aqui os nossos posts há algum tempo já deve saber bastante sobre a Nova Economia. Para aqueles pouco familiarizados com o tema, aqui vai: a Nova Economia basicamente é uma forma de negócios baseada na internet e na tecnologia. Tecnologia essa que causa formas bem variadas de chegar aos mesmos resultados. E ela é bem diferente se comparada à Velha Economia, na qual também ainda vivemos. A Velha Economia mais assemelha-se às linhas de montagem dos tempos da Revolução Industrial. Só para se ter uma noção básica.

Apesar disso, ambas coexistem. O que significa que temos um privilégio imenso ao vivenciar essa transição de uma era para a outra. Privilégio porque temos a oportunidade de reger nossos negócios de acordo com o que o novo mercado espera. É uma chance para que pessoas comuns façam coisas extraordinárias. E é a oportunidade para que aqueles que são adeptos da Velha Economia ousem fazer algo novo, ou morram tentando.

Entretanto, não é a coisa mais fácil fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia. Ao contrário das empresas que atualmente existem por aí, fazer essa manutenção requer que a parte interessada siga caminhos além dos propostos hoje em dia. E sabendo disso elaboramos uma lista com 7 passos para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia para você não morrer na praia. Continue a leitura e confira!

1. Zero ego

A premissa do Zero ego é a percepção de que uma ideia boa é o melhor caminho a se tomar independentemente de ter vindo do estagiário ou do CEO da companhia. Qualquer pessoa da equipe está apta a fornecer uma boa sugestão. Isso deixa sua empresa bem mais próxima de uma gestão horizontal, e esse é um importante passo para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia.

2. Andar em bloco

Entregar um produto ou serviço com qualidade e velocidade. Repetidas vezes. Essa é uma característica típica de empresas de sucesso que vivem a Nova Economia. A expressão “tempo é dinheiro” é bem real aqui. Cada vez mais o cliente final tem se tornado mais exigente, e isso reflete no tempo de resposta que ele terá durante toda a fase da compra. Para ser competitivo é necessário ser ágil. E todo o seu time tem que ser de acordo com esse pensamento. Cooperação em todas as frentes. Foi-se o tempo que uma encomenda poderia levar até semanas para atingir seu destino final. Lembre-se: “tempo é dinheiro”. Surpreenda seus clientes.

3. Líder nato

Um líder nato não necessariamente nasce com esse talento, mas ele aprende com os desafios e lições do cotidiano. Um bom líder é capaz de tirar bons profissionais de suas zonas de conforto e aproveita talentos que seriam de outra forma desperdiçados. Essa é uma das melhores maneiras de realizar a gestão de uma empresa na Nova Economia, e uma das mais naturais e orgânicas. Incentivando suas tropas.

4. DNA

Como você escolhe as pessoas que vão trabalhar com você? Quais são os valores e o DNA delas que vão construir seu propósito? Na Nova Economia apostamos no fit cultural, que ajuda a traçar o alinhamento de quem você quer e quem você não quer trabalhando com você. É preciso que você tenha clareza de qual é o propósito da sua empresa para trabalhar com pessoas alinhadas e que tenham o DNA que levará seu negócio ao crescimento exponencial. Feito isso, você vai saber como definir uma cultura forte que inspira todo o seu time.

5. Cultura e foco no cliente

A Nova Economia nasceu dentro da era das experiências, em que o poder de negociação passou para os consumidores. Cada opinião, recomendação e percepção dos clientes e o entendimento de que a visão deles precisa fazer parte da nossa cultura e do mindset de todos os colaboradores são essenciais para que as empresas se mantenham competitivas e sobrevivam ao mercado atual. Precisamos construir uma cultura que valorize e dê foco ao consumidor, tornando a empresa cada vez mais competitiva nesse novo jogo.

6. Cultura do UAU

Com uma clientela cada vez mais difícil de agradar, aqueles que desejam seguir os preceitos da Nova Economia precisam oferecer uma experiência realmente memorável. Quando o cliente é surpreendido de forma positiva pode-se dizer que o objetivo foi alcançado. E isso é mais do que apenas deixá-lo satisfeito. É importante lembrar que um cliente satisfeito e surpreendido é igual à publicidade gratuita para o seu negócio. Esse é o preceito básico da WOW Experience, ou Cultura do UAU. Oferecer essa experiência é mais uma das formas de realizar a gestão de uma empresa na Nova Economia.

7. Champion X Challenger

Esse é o conceito mais importante para aqueles que desejam realizar uma boa gestão de uma empresa na Nova Economia. O nome é Champion x Challenger, ou Campeão x Desafiante, e é um modelo que nós da Organica desenvolvemos a partir de nossa própria experiência através dos anos ao lado da Netshoes. Quando a Organica foi criada, ela já estava totalmente refinada e desde então já foi utilizada por mais de 60 empresas.

O que queremos apresentar ao utilizar esse modelo de gestão é que qualquer empresa possui seu modelo campeão. E por isso estamos falando daquele produto e/ou serviço que é o melhor que você tem a oferecer. Se o seu negócio ainda não existe, pense que seu modelo campeão será a forma que você utilizará para gerar renda e receita. Tendo esse modelo em mente, é chegada a hora de um novo modelo vir substituí-lo. Esse será o seu desafiante.

Para chegar até ele será necessário questionar tudo do modelo atual e tentar analisar inclusive suas fraquezas. Dessa forma chega-se ao desafiante. Quando você encontrar o modelo ideal é a hora de realizar testes para colocá-lo à prova. Ao identificar hipóteses vencedoras, é hora de escalá-las para um próximo nível. E esse é o começo do próximo nível na sua gestão.

Apresentamos aqui conceitos básicos de alguns passos que você encontra no nosso livro Mude ou Morra. Nele, além de encontrar mais detalhes sobre cada um desses passos, você encontrará uma série de outras informações.

Controlar um negócio na Nova Economia é bem mais complicado do que parece. Mas com as orientações certas qualquer obstáculo é transponível. Caso tenha ficado com alguma dúvida ou precise de ajuda com algo relacionado ao tema, entre em contato com a gente! Adoraremos auxiliá-lo a chegar no melhor resultado. Até a próxima!

O CRM moderno e a construção de relacionamentos que agregam valor para as empresas

Em 1918, Henry Ford, fundador da Ford, afirmava “o cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto”. Era a expressão máxima de quem soube vencer em uma época que haviam poucos produtos no mercado e o consumidor possuía pouca ou nenhuma força para barganhar. Com o passar do tempo, essa balança começou a desequilibrar para o outro lado, hoje o consumidor é quem detém o poder na hora de negociar com as marcas, seja pelo aumento da concorrência na oferta de produtos e serviços, seja pelo vertiginoso aumento no acesso à informação promovido pelas novas tecnologias.

Fato é que nos dias de hoje as empresas que mais se destacam são aquelas capazes de colocar o cliente no centro da estratégia, de se comunicar de forma personalizada e, principalmente, ouvir seus consumidores de forma ativa compreendendo suas necessidades e in satisfações. As novas mídias digitais e o excesso de informações que bombardeiam e reduzem a atenção dos consumidores tornam o trabalho do Marketing ainda mais desafiador na Nova Economia.

Nessa nova era, onde o consumidor está tão empoderado, é fundamental aproximar Marketing e CRM de forma estratégica, pois além do analógico e digital, as marcas possuem o desafio de construir relacionamentos com seus usuários ao mesmo tempo em que impulsionam vendas e receitas. Essa aproximação, entre as duas disciplinas, irá envolver de um lado um marketing mais quantitativo e responsabilizado por receitas e métricas relacionadas a marca e, por outro, um CRM mais estratégico e menos focado em ferramentas, imerso em insights e abastecido por conteúdos relevantes.

Se o branding é uma promessa da empresa para os seus consumidores e o planejamento estratégico te m como foco os acionistas, o CRM moderno deve, por meio da gestão do relacionamento, conectar a marca com as pessoas para entregar resultados para o negócio. A partir dessa definição, iremos entender o CRM de forma mais ampla, pois sabemos que ao longo dos últimos anos diversas áreas ficaram reduzidas a uma ferramenta ou até mesmo um canal, por exemplo, e-mail marketing.

Chegou o momento de repensar as práticas atuais à luz das novas demandas do mercado, se as organizações que melhor se destacam são aquelas que colocam o consumidor no centro de suas estratégias, os profissionais de CRM devem ajudar a empresa a ouvir o cliente de forma organizada e sistematizada, para que esse conhecimento possa ser disseminado e influencie a forma como a empresa toma decisões em seus diferentes níveis.

Na minha visão existem cinco princípios que irão nortear o CRM mode rno, os destaco abaixo:

1. Tecnologia é secundária

Talvez a pergunta mais frequente sobre CRM seja sobre qual a melhor ferramenta, quando a verdade é que não existe uma resposta para essa pergunta. Em primeiro lugar vem a estratégia e uma visão clara de como a empresa pretende lidar com o cliente e quais os objetivos de negócio ao longo do relacionamento. Apenas com esses pontos muito claros e estruturados é que faz sentido avaliar a tecnologia que melhor se adequa a cada necessidade.

2. Dados e cultura de testes

Grandes projetos envolvendo Budgets milionários e implementações longas demais já não se adequam mais aos dias de hoje. O consumidor está mudando cada vez mais rápido e o mindset Lean já não permite mais que as empresas esperem longos anos pelo payback de seus projetos. Com isso, o CRM também deve se adaptar e focar em ciclos de implementações curtos baseados em hipóteses que possam ser testadas e mensuradas rapidamente.

3. Fale com o consumidor onde ele estiver

É muito comum conhecer empresas em que o CRM é a área responsável pelo disparo dos e-mails automáticos, ou pela geração e organização de listas para call centers. Fato é que por conta dessas práticas nos últimos anos o CRM se tornou mais um canal de marketing. Por outro lado, as marcas que se destacam são aquelas que conseguem estabelecer uma comunicação consistente com seus consumidores ao longo do seu ciclo de vida e por todos os meios de contato.

4. Segmente e conheça o cliente

Coletamos uma quantidade enorme de informações sobre as pessoas, que por sua vez esperam comunicações e produtos mais personalizados. Identificar e diferenciar os consumidores para impactá-los com comunicações e ofertas de produtos e serviços é uma função primordial do CRM, mas sem a integração com as demais áreas todo o trabalho pode se resumir apenas a informações em bancos de dados sem sensibilizar o cliente.

5. Recompense o engajamento

Engajar a audiência por meio de conteúdos relevantes passa pela ideia de deixar de conduzir comunicações que são focadas nos produtos e migrar para temas mais oportunos, relevantes e úteis. Temos acesso a mais informações do que somos capazes de absorver e processar, por isso, quando um cliente engaja com a sua marca ele está escolhendo dedicar sua disputadíssima atenção e cabe às empresas recompensar esse investimento de atenção de forma adequada.

Artigo publicado originalmente na clientesa.