6 insights aprendidos com o líder corajoso Bruno Soares

A Feedz é uma startup acelerada pela Organica desde quando tinha 3 pessoas no time: um estagiário e os cofundadores Bruno Soares e Gabriel Leite. No ano passado, a Feedz conquistou o 6º lugar de startup que mais cresceu no mundo. E hoje, a empresa quer ser referência em engajamento e desempenho. Só temos uma coisa a dizer: #voafeedz!

Na quinta, o Bruno Soares, CEO da Feedz, conversou com o Roni Cunhabueno na live #LíderesCorajosos. Confira a seguir 6 insights do bate-papo com esse líder corajoso!

1. É preciso contratar bem e desenvolver pessoas

Cuidar de pessoas é um ponto fundamental na Feedz. Por lá, eles têm um comite de cultura que analisa o clima a cada 15 dias. E para o Bruno, os founders e diretores precisam participar e estar cientes de tudo o que está acontecendo na empresa. Eles precisam olhar para recrutamento e seleção para que o colaborador esteja realmente alinhado com a cultura

do negócio. A cultura é algo vivo e precisa ser revisitada com frequência, sem perder a sua essência. Uma pessoa que não está alinhada com a cultura pode atrapalhar todo o time

2. O OKRs deve estar na cultura da empresa

Um outro ponto fundamental para o Bruno é a consistência nas estratégias. A Feedz utiliza OKRs há dois anos, desde quando tinham 3 pessoas no time. Hoje são 25 e os OKRs estão na cultura da empresa. Ter foco é algo fundamental segundo o líder.

3. Admire gente que já fez

O Bruno é o típico líder estruturado, que é focado em resultado e olha para pessoas com o olhar sistemático. É o líder que administra e orquestra o caos. O Bruno admira pessoas que gostam de fazer, sejam ávidas por conhecimento e que estejam sempre aprendendo por meio do valor de evolução. Existe ainda o líder visionário, que sempre está cheio de ideias e em busca do fator UAU, e o que faz chover, que executa o tempo todo e traça várias metas. 

4. Tenha transparência, principalmente no feedback

Bruno disse que na Feedz eles são bem transparentes com o time. Deixam claro o faturamento, quanto vendeu, informações dos clientes e abertura ao feedback a qualquer momento. As pessoas precisam compreender que feedback não é repreensão e entendê-lo como um presente para evoluir. A maior experiência do Bruno na pandemia foi a de desligar 6 pessoas no time. A Feedz tinha um turn estruturado, mas com a pandemia eles enfrentaram cancelamentos e revisões de contato. O time montou um plano de ação, cortou gasto e a última medida foi a dos desligamentos. Olhando para hoje, o Bruno disse que não teria feito os desligamentos. Eles acharam que 2020 seria um ano perdido.

5. É importante que o líder saiba explicar seu primeiro movimento, mesmo que a sua cabeça esteja na quinta peça

O líder tem o papel de dividir seu modelo mental com o time. O founder tem todas as informações e é quem mais entende e estuda o negócio. Sem contar que o modelo mental do founder automaticamente já foi mais testado. Um grande erro dos líderes na visão do Bruno é o de respostas de cima pra baixo, já que eles deveriam ser os primeiros a trazer contexto. O Bruno semanalmente envia um e-mail para o time com 5 artigos que ele achou interessante, o livro que ele está lendo e alguns pensamentos para a semana. 

6. A liderança está ligada a caráter, generosidade e humildade

Mas não podemos confundir liderança com ser bonzinho. Extrair o máximo do time é característica do líder. Pessoas felizes e realizadas profissionalmente precisam estar acompanhadas de um bom líder. Quanto mais maduro for o profissional, mais preocupado ele estará em não entrar em um time fraco, sem cultura e com processos defasados. O propósito deve estar alinhado com o da empresa.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Bruno Soares clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

5 insights aprendidos com o líder corajoso Pedro Mergulhão

A Upnid foi acelerada pela Organica e serviu de inspiração para o nome da nossa investida de startups: Organica 10.4.3. Isso porque a startup cresceu 10 vezes no seu primeiro ano, 4 no segundo e 3 no terceiro. Roni Cunha Bueno conversou com o Pedro Mergulhão, cofundador da startup. Confira os 5 insights que tiramos dessa live:

1. O amadurecimento nos ajuda a lidar com os problemas

Os problemas surgem todo dia, mas se o Pedro tivesse os mesmos de hoje há 4 anos atrás ele disse que não daria conta. A vida de startup é que nem um grande vídeo game. A gente vai passando de fase e buscando nossa evolução.

2. O principal desafio na cultura da empresa é entender nossos valores

É preciso saber quem quer trabalhar com a gente. E a Upnid conseguiu trazer pessoas que conseguissem crescer e amadurecer no mesmo ritmo do negócio e que são alinhadas ao valor de evolução da empresa. É fundamental que as expectativas estejam alinhadas nesse processo para encontrar gente boa que quer crescer junto com a startup. Duas características de quem a Upnid quer junto no time são: capacidade de adaptação, pessoas que querem verdadeiramente evoluir; e humildade para saber que todos estão aprendendo juntos e de reconhecer que ninguém tem todas as respostas, por lá não há espaço para ser um babaca dono da verdade que já sabe de tudo.

3. O trabalho híbrido pode ser o maior desafio

Hoje a startup conta com 41 pessoas no time. A metade trabalhava remoto e a outra metade presencial. Hoje, está todo mundo remoto e a empresa está bem ágil dessa forma, com um time bem maduro, por mais que exista a saudade de celebrar juntos. O híbrido entre as duas modalidades após a quarentena será o grande desafio, pois todo mundo deve estar integrado na cultura da mesma forma.

4. Crescer dói muito, mas com gente boa a gente pode construir o que quiser 

Hoje o que move o Pedro é montar um time dos melhores executivos do Brasil. Ele não é apegado a um modelo de projeto, mas se motiva ao ver as pessoas abraçadas ao negócio. A dor de qualquer crescimento é intensa, mas poder mudar a vida das pessoas faz com que tudo valha a pena. O pilar da Upnid são as pessoas que estão com a empresa. É importante ter um sonho grande e ele precisa ter o apoio das pessoas. O mercado das fintechs está aquecido. Tem gerado a descentralização dos bancos e a democratização do mercado financeiro. O principal legado que o Pedro quer deixar é o de ter pessoas do seu lado que cresceram com a Upnid. Cabe às empresas dar oportunidades para minimizar as desigualdades que vivemos no mundo.

5. A ação liberta e a gente descobre fazendo

As ações devem ser maiores que os planos. A gente descobre muita coisa quando estamos no caminho. E isso nos permite colocar a cara a tapa. É fundamental que um líder corajoso tenha a humildade de aprender a fazer. É difícil comparar o palco com bastidor, as coisas não são tão fáceis quanto parece. Existe muita ralação nesse trajeto. 

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Você pode assistir a live com o Pedro Mergulhão clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até a próxima!

Solidão e Evolução: como os Founders podem ser o fator limitante para o crescimento da empresa

Você sabe o que pode ser mais triste em uma startup de sucesso?

Estou na nova economia desde junho de 2007, quando pivotei minha carreira e fui trabalhar na ainda startup Netshoes. Foram 5 anos como líder de startup e mais de 5 na frente da Organica, assessorando outras 70 a crescer. 

Nestes 12 anos de muita emoção já vi de tudo. Muita alegria, muita frustração e como digo sempre para as minhas filhas: tudo tem dois lados. E neste texto vou tratar do outro lado da moeda do sucesso de uma startup.

Toda startup inicia muito parecida, como se vê nos filmes: um grupo de de 3 a 5 malucos resolvem mudar alguma coisa no mercado ou no mundo. Muito juntos, apanham, sofrem, choram, vendem a TV da sala de reunião (real), vendem o carro (real), entram no cheque especial (real), pegam dinheiro emprestado com o pai (real), quebram a cara abrindo novas frentes (real), compram centro de distribuição,  mas só usam 1/18 dele (real). Tudo isso não dói como o que vou relatar mais a frente, isso tudo são dores e erros que fazem parte da aventura, da emoção e do risco do negócio.

O maior risco vem logo depois, quando o negócio realmente dá certo, entra em rota exponencial e aí coloca uma guilhotina invisível na cabeça dos empreendedores. Pessoas experientes deste mercado não dão o chacoalhão correto nos novos, e estes novos líderes empolgados com seu sucesso e sentido as dores do crescimento, não tem tempo para nada, muito menos para eles mesmos. 

Esse risco é o desafio sobre humano destes 3 a 5 malucos crescerem na velocidade do negócio. Com o passar do tempo cada um assume um desafio, eles já não estão mais juntos como antes, o desenvolvimento pessoal como líder e gestor é algo que fica em segundo plano. É como se um olhasse para o outro e dissesse “se vira aí cara, dê conta desta situação”.

Nesta hora começa a acontecer o primeiro momento extremamente doloroso, o desligamento de um dos malucos. Posso dizer pela I.R.E. (Instituto Roni de Estatística) que 1 a cada 3 param pelo caminho. É muito, é muito doloroso e custoso, pois envolve uma relação emotiva muito forte, pois possivelmente esse maluco tem uma participação societária na empresa, pois essa pessoa tem relações com muita gente dentro e fora do negócio. Não é nada fácil, pelo contrário é algo muito duro e é o ápice da dor do crescimento.  

Já vi empresas pararem neste momento, quando existem dois sócios, um vai e outro fica, os dois têm participação semelhantes, os dois tem capital político parecidos, mas um está atrasando o negócio, segurando e não dando mais conta de crescer exponencialmente. 

Conversando com líderes exponenciais de sucesso, para 100% deles, o momento mais doloroso de suas trajetórias foi quando tiveram que demitir um founder, um sócio, uma pessoa que foi chave e fundamental no início do negócio. Alguém que ele ama, mas ele tem que tomar essa atitude duríssima de desligá-lo. Todos, até os mais durões contam com lágrimas nos olhos. 

Não vou dizer nomes para preservar meus amigos, mas confiem em mim, são histórias reais. 

Na startup A tinha 4 malucos. Depois de 5 anos de muito sucesso, tiveram que desfazer. Um foi morar fora do país, outro foi se reinventar e dois continuaram.

Na startup B, seu CEO era muito apegado a um dos seus líderes, era como sua fada madrinha, e a relação foi muito boa enquanto tinham poucos funcionários, mas quando o negócio chegou a 55 funcionários ele teve que demiti-la. 

Na Startup C eram 3 malucos. No interior, lutaram juntos, foram investidos, cresceram loucamente, são uma das maiores referências do país. Hoje, só o CEO está lá, um foi desligado há dois anos e outro saiu recentemente. 

São muitas histórias, todas muito duras, pois envolvem muito amor e carinho versus a necessidade de transformação e crescimento.

Mas tem uma situação mais dolorosa ainda. Em geral, dos 3 a 5 malucos um assume a liderança da empresa, o CEO, ou foi o visionário, o primeiro líder, ou quando escolheram dentre os malucos, o mais estruturado entre eles. 

E quando o cara, o CEO, o grande Founder, o herói, o mestre, a pessoa mais admirada para? Quando ele é o principal fator de limitação do crescimento? E por mais que ele se analise, não consegue sair da sua própria sinuca. Está ilhado, isolado, está SOLITÁRIO, até porque, em geral, ele perdeu seus melhores companheiros e amigos pelo caminho do crescimento acelerado.

Nesta situação existe algo que torna ainda mais tenso o momento quando existem investidores e board members, pois, em geral, o investidor não é psicólogo, ele não quer refletir sobre a questão humana em cheque. Ele quer solução e o que eu vejo sim ou sim nesta situação é o pedido da substituição do líder. 

Ai! Isso é extremamente doloroso. 

A startup é a vida, a alma, seu passado, seu presente e seu futuro. Como assim? O que vou dizer aos meus colaboradores? O que vou dizer lá em casa? O  que vou fazer se não acordar todos os dias do ano para vir trabalhar na minha startup?

Sabemos dessa dor e não queremos que ela se repita. Trabalharemos forte para mitigá-la.

Seja na Organica como parceira destes malucos, para tirar suas solidões e contar conosco para o que precisassem, para juntos acelerarmos pessoas e empresas. Pessoas antes das empresas, sempre, em tudo desde o nosso processo de aceleração até às mentorias, damos resultado, pois sempre realizamos através das pessoas, empoderando e fazendo com que elas cresçam juntas.

Recentemente aqui na Organica criamos a Venture Builder 10x4x3, na qual nosso propósito é acelerar o empreendedor de primeiro ciclo a crescer cento e vinte vezes em três anos. Dez vezes no primeiro ano, quatro vezes no segundo e três vezes no terceiro. Já estamos com 4 investidas, e próximos a quinta, com seus 8 a 9 malucos. 

Aí veio a preocupação, sabemos da dor da Solidão e da Evolução, pois todos os sócios da Organica forma um dia ex-empreendedores exponenciais, sabem na pele, na real que existe este risco e dor. 

Juntos tomamos uma decisão. Resolvemos encarar o problema de frente. Montamos um MasterMind. Batizamos de MasterMind 10X, para que em um ano a gente acelere os founders 10x! Os nossos malucos da Upnid, Feedz, Predify, 100Foods, já estão inscritos e vão ser acelerados.

Audacioso, muito audacioso.

É pretensioso assumir o desejo de acelerar 10x uma pessoa em um ano? SIM! É certeza do resultado? NÃO, mas somos corajosos o suficiente para lidar com esta vulnerabilidade. Confiamos no Treck Record dos ex-líderes exponenciais que toparam essa maluquice: eu, CEO e co-fundador da Organica; Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin; Priscilla Erthal, co-fundadora da Organica; Rodolfo Reis, fundador da Leiturinha; Guilherme Martins, presidente da Play Kids; Renato Mendes, co-fundador da Organica; Luciane Aquino, sócia da Organica; e Paula Nader, co-fundadora da Grow.

Se você é como esses malucos e resolveu ser founder de startup ou conhece um, inscreva-se aqui, nos convença que você precisa e merece fazer parte deste grupo. Mas só venha se realmente tiver vontade de evoluir e entender que isso é fator de sucesso ou insucesso da sua vida como startupeiro.

Temos muita consciência do problema, pois muitos de nós inclusive encaram este fato de frente, estamos dando o primeiro passo para tirar a solidão e alavancar o crescimento de founder de startup. 

Vamos dividir com vocês as vitórias e fracassos desta nova jornada

#vamosacelerarjuntos