6 insights aprendidos com a líder corajosa Renata Zanuto

Renata Zanuto atua como co-head do Cubo e é a responsável pelas conexões entre startups e demais agentes do ecossistema para geração de negócios e valor ao mercado no Cubo. Ela conversou ontem com o Roni Cunha Bueno na live #LíderesCorajosos.

Confira a seguir 6 insights do bate-papo com essa líder corajosa que está vivendo no palco da Nova Economia e da Transformação Digital:

1. Você se motiva e se inspira vendo pessoas na mesma posição que você se espelha

Se não existem mulheres para você se inspirar e ser motivo de inspiração, o trabalho se torna mais difícil. Por isso, o Cubo incentiva programas de diversidade com foco em mulheres em duas vertentes: de incentivo externo, para todo o ecossistema, e de olhar interno, com campanha para mais founders mulheres dentro do Cubo. A luta diária, apenas 12% de mulheres são founders nas startups do Cubo atualmente. Empreender ainda é muito masculino. E empresas de tecnologia e startups também são universos muito masculinos. 

2. Tenha foco no seu propósito

O Cubo tem uma plataforma de geração de negócios que a grande fortaleza é o espaço físico. Antes da pandemia aconteciam por lá cerca de sete eventos por dia, com 2 mil pessoas circulando no espaço. Durante o isolamento, para continuarem o fomento ao ecossistema de startup, eles começaram uma sequência de lives e recebem muitos elogios de pessoas de fora de São Paulo, que só conseguem participar desse formato virtual. Quando o Cubo voltar para o prédio, eles terão fortalecido o digital. 

3. É preciso ter coragem para desengavetar projetos

Adaptação é a palavra da vez. Nesse período de incertezas, precisamos adaptar negócios e vida pessoal. O Cubo foi o primeiro espaço a entrar em lockdown. De forma bem rápida toda a operação física precisou migrar totalmente para o digital. Primeiro eles buscarem entender o contexto do Cubo no ecossistema, adaptou todos os modelos e assim fizeram os lançamentos nos próximos dias. Para a Renata, acontecerá uma alteração do uso dos espaços físicos. Eles não serão mais diários como antes, mas vão ser usados para fazer negócio. O modelo híbrido veio pra ficar!

4. Permita-se sentir a liberdade da incerteza

O trabalho remoto será maior que o físico. A gente não vai mais fazer mais offsite, vai fazer mais onsite. O lugar tradicional será a nossa casa. As viagens curtas à trabalho também vão diminuir e a transformação digital, mais do que nunca é uma certeza. Se as empresas tradicionais ainda tinham alguma dúvida, ela acabou. O COVID-19 fez a transformação acontecer e isso é um processo de ida sem volta.

5. A cultura do erro e da vulnerabilidade carregavam impressões negativas

É preciso permitir-se errar e ter vulnerabilidade. O que o período está ensinando é que muitas empresas que antes não questionavam o status quo tiveram que desafiar suas verdades absolutas. Os líderes estão vendo o quanto é positivo se mostrarem vulneráveis. O planejamento de cinco anos acabou. Bem como as regras claras, a comunicação objetiva e assertiva. 

6. A exponencialidade está nas pessoas

Cada vez mais é preciso dar um foco maior para as soft skills. Os colaboradores precisam saber lidar com pessoas e com cenários de incerteza, manter o time junto e ser diverso em todos sentidos. As pessoas que fazem a diferença nas empresas. E elas devem ter brilho nos olhos, serem leves, dinâmicas e com uma boa bagagem de conteúdo. Desse modo, elas saberão receber e dar críticas e feedbacks, serão abertas ao novo e irão transmitir confiança para os times. 

Espero que tenha gostado dos insights. Você pode assistir a live com a Renata Zanuto clicando aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até mais!

14 insights aprendidos com Alfredo Soares, líder corajoso à frente da vice-presidência institucional da VTEX

Ontem, 05 de junho, tivemos  mais uma Live Líderes Corajosos em nosso Instagram e dessa vez o Roni Cunha Bueno fez uma entrevista sem pauta combinada e com perguntas ousadas com o Alfredo Soares, vice-presidente institucional da VTEX. Ele fez mais de 100 entrevistas por meio de lives nessa quarentena e ontem foi o dia dele ser o entrevistado.

O empreendedor é fundador da XTECH COMMERCE, que em três anos, negociou R$ 547 milhões em vendas e foi comprada pela VTEX em 2017.São mais de dez anos de trajetória profissional, transformando-se em um dos principais especialistas em vendas e e-commerce do Brasil. Hoje, ele é sócio da VTEX, a maior plataforma de e-commerce da América Latina, com presença global em mais de 35 países, onde atua como VP Institucional. Alfredo também autor do livro “Bora Vender”, obra que está sempre na lista de mais vendidos no segmento de vendas. 

Alfredo escreveu seu segundo livro na quarentena com base nas lives nesse período. Para ele, o livro é uma gaveta do momento e uma forma de esvaziar o cérebro. 

Foram 1h30 de live e muuuuuitos insights. Confira a seguir 14 inspirações do bate-papo com esse líder corajoso!

1. A grande fonte de inspiração está no óbvio

As grandes ideias são um conjunto de coisas óbvias e simples. Seja em um filme ou em uma feira de rua. 

2. Cada um tem sua forma de aprender

O inglês não é o forte do Alfredo, mas ele faz inúmeras viagens, participa de diversas palestras e vai absorvendo tudo como pode. 

3. As pessoas querem ser ouvidas

Alfredo diz não aceitar mais fazer palestras. Ele quer responder perguntas e discutir com as pessoas. Por isso, acredita mais nos painéis.

4. Use seu time e seu clientes como fonte

É preciso ser feita uma descentralização para daí então efetuar a criação de conteúdo. Reflita como os feirantes fazem: eles te convidam para conhecer seus produtos, te dão uma amostra e ainda que você não compre pode ir propagando aquela ação. 

5. Para mudar o presente a gente precisa visitar o passado

O futuro está no passado, naquilo que é legítimo e natural. Dê atenção à forma que você chama atenção na hora. É preciso fazer uma clusterização para um atendimento que realmente funcione. Daí então é possível fazer a diferença. Afinal, o futuro é hipotético.

6. É preciso ter a habilidade de ser pragmático em um mundo tão poluído

E então achar a grande fonte de aprendizagem. O erro deve ser encarado como tentativa. 

7. Sempre que ele tenta algo que vá contra a sua intuição vira uma cagada

O Alfredo é intenso em tudo que faz e sempre busca dar ouvidos a sua intuição, o que também evita brigas desnecessárias.

8. O líder deve liderar com a intuição aliada aos dados

O engajamentos das pessoas não é o mesmo quando a gestão é feita só na base dos dados. A intuição é a experiência conectada com as crenças na projeção de algo maior. Ela é o pensamento mais genuíno das coisas. 

9. As âncoras das novas gerações são os impactos que elas vão criar

Alfredo não quer inspirar, quer impactar. Ele acredita que só nós mesmos podemos nos inspirar.

10. A maior fonte de energia é o medo 

O instinto de sobrevivência faz a gente sentir nossa força e o autoconhecimento nos ajuda a lidar com o medo.

11. A segunda fonte de energia é a auto-estima

Aí vem a máxima: uma imagem vale mais do que mil palavras. Não é a auto-estima de receber elogio dos outros. É a de conseguir se encarar e criar suas próprias fontes de energia para conseguir ser sua melhor versão. Crie suas próprias fontes de energia se conhecendo.

12. O propósito e o legado podem ser adaptados

O que não mudam são os nossos princípios. Alfredo trocou seu propósito na live: ele quer simplificar, tangibilizar as coisas e conectar vários óbvios. Para isso, é necessário criar o momento para ser sua melhor versão e conseguir tornar o óbvio acessível para as pessoas conseguirem acessar. 

13. A jornada é o maior tesão

Precisamos parar de buscar as respostas no futuro e sentar no banquinho, olhar para o passado, aprender de novo e olhar para o futuro. Pense grande! Temos a capacidade de ressurgir várias vezes. Crie seu caos, ative seu medo e ressurja cada vez mais esclarecido.

14. Planejamento demais pode te afastar do acaso

Então, cuidado para não ficar planejando muito e deixar de viver as coisas que vão simplesmente acontecendo, que nos dão mais tesão e geram mais resultado no final.


Espero que tenha gostado dos insights, porque essa live foi foda. Você pode assistir as duas partes clicando aqui e aqui. Ah, e não perca as Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Até mais!

Solidão e Evolução: como os Founders podem ser o fator limitante para o crescimento da empresa

Você sabe o que pode ser mais triste em uma startup de sucesso?

Estou na nova economia desde junho de 2007, quando pivotei minha carreira e fui trabalhar na ainda startup Netshoes. Foram 5 anos como líder de startup e mais de 5 na frente da Organica, assessorando outras 70 a crescer. 

Nestes 12 anos de muita emoção já vi de tudo. Muita alegria, muita frustração e como digo sempre para as minhas filhas: tudo tem dois lados. E neste texto vou tratar do outro lado da moeda do sucesso de uma startup.

Toda startup inicia muito parecida, como se vê nos filmes: um grupo de de 3 a 5 malucos resolvem mudar alguma coisa no mercado ou no mundo. Muito juntos, apanham, sofrem, choram, vendem a TV da sala de reunião (real), vendem o carro (real), entram no cheque especial (real), pegam dinheiro emprestado com o pai (real), quebram a cara abrindo novas frentes (real), compram centro de distribuição,  mas só usam 1/18 dele (real). Tudo isso não dói como o que vou relatar mais a frente, isso tudo são dores e erros que fazem parte da aventura, da emoção e do risco do negócio.

O maior risco vem logo depois, quando o negócio realmente dá certo, entra em rota exponencial e aí coloca uma guilhotina invisível na cabeça dos empreendedores. Pessoas experientes deste mercado não dão o chacoalhão correto nos novos, e estes novos líderes empolgados com seu sucesso e sentido as dores do crescimento, não tem tempo para nada, muito menos para eles mesmos. 

Esse risco é o desafio sobre humano destes 3 a 5 malucos crescerem na velocidade do negócio. Com o passar do tempo cada um assume um desafio, eles já não estão mais juntos como antes, o desenvolvimento pessoal como líder e gestor é algo que fica em segundo plano. É como se um olhasse para o outro e dissesse “se vira aí cara, dê conta desta situação”.

Nesta hora começa a acontecer o primeiro momento extremamente doloroso, o desligamento de um dos malucos. Posso dizer pela I.R.E. (Instituto Roni de Estatística) que 1 a cada 3 param pelo caminho. É muito, é muito doloroso e custoso, pois envolve uma relação emotiva muito forte, pois possivelmente esse maluco tem uma participação societária na empresa, pois essa pessoa tem relações com muita gente dentro e fora do negócio. Não é nada fácil, pelo contrário é algo muito duro e é o ápice da dor do crescimento.  

Já vi empresas pararem neste momento, quando existem dois sócios, um vai e outro fica, os dois têm participação semelhantes, os dois tem capital político parecidos, mas um está atrasando o negócio, segurando e não dando mais conta de crescer exponencialmente. 

Conversando com líderes exponenciais de sucesso, para 100% deles, o momento mais doloroso de suas trajetórias foi quando tiveram que demitir um founder, um sócio, uma pessoa que foi chave e fundamental no início do negócio. Alguém que ele ama, mas ele tem que tomar essa atitude duríssima de desligá-lo. Todos, até os mais durões contam com lágrimas nos olhos. 

Não vou dizer nomes para preservar meus amigos, mas confiem em mim, são histórias reais. 

Na startup A tinha 4 malucos. Depois de 5 anos de muito sucesso, tiveram que desfazer. Um foi morar fora do país, outro foi se reinventar e dois continuaram.

Na startup B, seu CEO era muito apegado a um dos seus líderes, era como sua fada madrinha, e a relação foi muito boa enquanto tinham poucos funcionários, mas quando o negócio chegou a 55 funcionários ele teve que demiti-la. 

Na Startup C eram 3 malucos. No interior, lutaram juntos, foram investidos, cresceram loucamente, são uma das maiores referências do país. Hoje, só o CEO está lá, um foi desligado há dois anos e outro saiu recentemente. 

São muitas histórias, todas muito duras, pois envolvem muito amor e carinho versus a necessidade de transformação e crescimento.

Mas tem uma situação mais dolorosa ainda. Em geral, dos 3 a 5 malucos um assume a liderança da empresa, o CEO, ou foi o visionário, o primeiro líder, ou quando escolheram dentre os malucos, o mais estruturado entre eles. 

E quando o cara, o CEO, o grande Founder, o herói, o mestre, a pessoa mais admirada para? Quando ele é o principal fator de limitação do crescimento? E por mais que ele se analise, não consegue sair da sua própria sinuca. Está ilhado, isolado, está SOLITÁRIO, até porque, em geral, ele perdeu seus melhores companheiros e amigos pelo caminho do crescimento acelerado.

Nesta situação existe algo que torna ainda mais tenso o momento quando existem investidores e board members, pois, em geral, o investidor não é psicólogo, ele não quer refletir sobre a questão humana em cheque. Ele quer solução e o que eu vejo sim ou sim nesta situação é o pedido da substituição do líder. 

Ai! Isso é extremamente doloroso. 

A startup é a vida, a alma, seu passado, seu presente e seu futuro. Como assim? O que vou dizer aos meus colaboradores? O que vou dizer lá em casa? O  que vou fazer se não acordar todos os dias do ano para vir trabalhar na minha startup?

Sabemos dessa dor e não queremos que ela se repita. Trabalharemos forte para mitigá-la.

Seja na Organica como parceira destes malucos, para tirar suas solidões e contar conosco para o que precisassem, para juntos acelerarmos pessoas e empresas. Pessoas antes das empresas, sempre, em tudo desde o nosso processo de aceleração até às mentorias, damos resultado, pois sempre realizamos através das pessoas, empoderando e fazendo com que elas cresçam juntas.

Recentemente aqui na Organica criamos a Venture Builder 10x4x3, na qual nosso propósito é acelerar o empreendedor de primeiro ciclo a crescer cento e vinte vezes em três anos. Dez vezes no primeiro ano, quatro vezes no segundo e três vezes no terceiro. Já estamos com 4 investidas, e próximos a quinta, com seus 8 a 9 malucos. 

Aí veio a preocupação, sabemos da dor da Solidão e da Evolução, pois todos os sócios da Organica forma um dia ex-empreendedores exponenciais, sabem na pele, na real que existe este risco e dor. 

Juntos tomamos uma decisão. Resolvemos encarar o problema de frente. Montamos um MasterMind. Batizamos de MasterMind 10X, para que em um ano a gente acelere os founders 10x! Os nossos malucos da Upnid, Feedz, Predify, 100Foods, já estão inscritos e vão ser acelerados.

Audacioso, muito audacioso.

É pretensioso assumir o desejo de acelerar 10x uma pessoa em um ano? SIM! É certeza do resultado? NÃO, mas somos corajosos o suficiente para lidar com esta vulnerabilidade. Confiamos no Treck Record dos ex-líderes exponenciais que toparam essa maluquice: eu, CEO e co-fundador da Organica; Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin; Priscilla Erthal, co-fundadora da Organica; Rodolfo Reis, fundador da Leiturinha; Guilherme Martins, presidente da Play Kids; Renato Mendes, co-fundador da Organica; Luciane Aquino, sócia da Organica; e Paula Nader, co-fundadora da Grow.

Se você é como esses malucos e resolveu ser founder de startup ou conhece um, inscreva-se aqui, nos convença que você precisa e merece fazer parte deste grupo. Mas só venha se realmente tiver vontade de evoluir e entender que isso é fator de sucesso ou insucesso da sua vida como startupeiro.

Temos muita consciência do problema, pois muitos de nós inclusive encaram este fato de frente, estamos dando o primeiro passo para tirar a solidão e alavancar o crescimento de founder de startup. 

Vamos dividir com vocês as vitórias e fracassos desta nova jornada

#vamosacelerarjuntos

4 características comuns dos empreendedores de sucesso

Empreendedores existem aos montes. Existem aqueles que são perfeitos e exímios para o que se dedicam a fazer. Existem aqueles empreendedores que nadam, nadam e morrem na praia. E, finalmente, existem aqueles que definitivamente vão se destacando no que fazem. Empreendedores de sucesso. Qual deles é você? E ainda, como identificar esses profissionais que conseguem se destacar no meio da multidão? Não perca, no nosso Blog!

Cada jornada humana e cada experiência vivida são individuais, isso é fato. A mesma experiência pode ser vivida de forma diferente por pessoas diferentes. Mas ainda assim é possível encontrar pontos em comum naqueles empreendedores que alcançam o sucesso. São fatores que evidenciam esses profissionais da maioria. Continue lendo o texto e descubra quais são elas!

Um profissional apto para qualquer tarefa

Uma característica compartilhada por empreendedores de sucesso é que eles sempre estão aptos para fazer diversas tarefas profissionais. Indivíduos assim geralmente sempre possuem algum talento especial em algumas áreas e isso é uma peculiaridade altamente desejável.

Além de ser uma carta curinga do profissional, também é um aspecto positivo para aqueles que dividem o cotidiano com ele. Pode ser uma habilidade totalmente fora do escopo de início, mas saber montar um computador, redigir textos ou programar códigos pode se revelar uma ótima surpresa.

Curiosidade e abertura ao novo

Empreendedores de sucesso possuem a característica de serem curiosos por natureza. Além disso, esses profissionais estão sempre abertos a descobrir novas tendências e se reinventar. Isso significa estar sempre aquecido, possuindo novas soluções para o mercado. Por sua vez essas novas soluções criam novas necessidades que até então não estavam contempladas.

E falando em necessidades, também é possível criar uma necessidade para o cliente que não existia até então. Um novo nicho. Para isso, é preciso ser ágil para estar à par das mudanças do mercado e suas novidades. Isso não significa mudar seu negócio começando ele do zero. Significa aperfeiçoar ele conforme o ritmo da música, ou conforme a Nova Economia pede.

Construção de uma imagem positiva

Vendemos nossa imagem em tudo que fazemos. Essa é uma característica que vai além de entregar um bom trabalho com competência. Empreendedores de sucesso valorizam essa característica, e sabem que além do lucro financeiro, o reconhecimento por parte de todos é de grande importância.

A forma de se construir essa imagem positiva é estar sempre em busca de melhorias para seus consumidores. Some a isso o fato de se preocupar com o que eles pensam e servir aos seus interesses. Responsabilidade, preocupação e sensibilidade são fatores essenciais para aqueles profissionais que desejam construir uma imagem positiva.

Acompanhamento constante

Sua empresa pode ter os melhores métodos e profissionais envolvidos, mas se você só observa o fluxo de longe há algo errado. Envolvimento. Esse é o segredo. Segredo esse que empreendedores de sucesso sabem bem. É aquela diferença básica entre chefe e líder: um chefe apenas delega tarefas, um líder participa de cada etapa do processo. E assim até mesmo aquela equipe que não estava tão afinada com os processos da empresa aos poucos vai ganhando espaço e caminhando rumo aos objetivos da empresa.

Como dissemos no início desse texto, empreendedores existem aos montes. O segredo na verdade é se destacar naquilo que você se propôs a fazer e se desafiar constantemente. Ser curioso, dedicado e se envolver. Mergulhar de cabeça mesmo naquilo que faz. Essas são dicas básicas que qualquer profissional pode desenvolver. E que os empreendedores de sucesso já possuem. Isso significa que qualquer pessoa pode se aplicar a ser um empreendedor de sucesso. O querer já é o primeiro passo.

E então, o que achou do post de hoje? Tem alguma observação ou dúvida sobre o tema? Compartilhe com a gente na nossa caixa de mensagens! Até o próximo post!

7 passos para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia

Você que já acompanha por aqui os nossos posts há algum tempo já deve saber bastante sobre a Nova Economia. Para aqueles pouco familiarizados com o tema, aqui vai: a Nova Economia basicamente é uma forma de negócios baseada na internet e na tecnologia. Tecnologia essa que causa formas bem variadas de chegar aos mesmos resultados. E ela é bem diferente se comparada à Velha Economia, na qual também ainda vivemos. A Velha Economia mais assemelha-se às linhas de montagem dos tempos da Revolução Industrial. Só para se ter uma noção básica.

Apesar disso, ambas coexistem. O que significa que temos um privilégio imenso ao vivenciar essa transição de uma era para a outra. Privilégio porque temos a oportunidade de reger nossos negócios de acordo com o que o novo mercado espera. É uma chance para que pessoas comuns façam coisas extraordinárias. E é a oportunidade para que aqueles que são adeptos da Velha Economia ousem fazer algo novo, ou morram tentando.

Entretanto, não é a coisa mais fácil fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia. Ao contrário das empresas que atualmente existem por aí, fazer essa manutenção requer que a parte interessada siga caminhos além dos propostos hoje em dia. E sabendo disso elaboramos uma lista com 7 passos para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia para você não morrer na praia. Continue a leitura e confira!

1. Zero ego

A premissa do Zero ego é a percepção de que uma ideia boa é o melhor caminho a se tomar independentemente de ter vindo do estagiário ou do CEO da companhia. Qualquer pessoa da equipe está apta a fornecer uma boa sugestão. Isso deixa sua empresa bem mais próxima de uma gestão horizontal, e esse é um importante passo para fazer a gestão de uma empresa na Nova Economia.

2. Andar em bloco

Entregar um produto ou serviço com qualidade e velocidade. Repetidas vezes. Essa é uma característica típica de empresas de sucesso que vivem a Nova Economia. A expressão “tempo é dinheiro” é bem real aqui. Cada vez mais o cliente final tem se tornado mais exigente, e isso reflete no tempo de resposta que ele terá durante toda a fase da compra. Para ser competitivo é necessário ser ágil. E todo o seu time tem que ser de acordo com esse pensamento. Cooperação em todas as frentes. Foi-se o tempo que uma encomenda poderia levar até semanas para atingir seu destino final. Lembre-se: “tempo é dinheiro”. Surpreenda seus clientes.

3. Líder nato

Um líder nato não necessariamente nasce com esse talento, mas ele aprende com os desafios e lições do cotidiano. Um bom líder é capaz de tirar bons profissionais de suas zonas de conforto e aproveita talentos que seriam de outra forma desperdiçados. Essa é uma das melhores maneiras de realizar a gestão de uma empresa na Nova Economia, e uma das mais naturais e orgânicas. Incentivando suas tropas.

4. DNA

Como você escolhe as pessoas que vão trabalhar com você? Quais são os valores e o DNA delas que vão construir seu propósito? Na Nova Economia apostamos no fit cultural, que ajuda a traçar o alinhamento de quem você quer e quem você não quer trabalhando com você. É preciso que você tenha clareza de qual é o propósito da sua empresa para trabalhar com pessoas alinhadas e que tenham o DNA que levará seu negócio ao crescimento exponencial. Feito isso, você vai saber como definir uma cultura forte que inspira todo o seu time.

5. Cultura e foco no cliente

A Nova Economia nasceu dentro da era das experiências, em que o poder de negociação passou para os consumidores. Cada opinião, recomendação e percepção dos clientes e o entendimento de que a visão deles precisa fazer parte da nossa cultura e do mindset de todos os colaboradores são essenciais para que as empresas se mantenham competitivas e sobrevivam ao mercado atual. Precisamos construir uma cultura que valorize e dê foco ao consumidor, tornando a empresa cada vez mais competitiva nesse novo jogo.

6. Cultura do UAU

Com uma clientela cada vez mais difícil de agradar, aqueles que desejam seguir os preceitos da Nova Economia precisam oferecer uma experiência realmente memorável. Quando o cliente é surpreendido de forma positiva pode-se dizer que o objetivo foi alcançado. E isso é mais do que apenas deixá-lo satisfeito. É importante lembrar que um cliente satisfeito e surpreendido é igual à publicidade gratuita para o seu negócio. Esse é o preceito básico da WOW Experience, ou Cultura do UAU. Oferecer essa experiência é mais uma das formas de realizar a gestão de uma empresa na Nova Economia.

7. Champion X Challenger

Esse é o conceito mais importante para aqueles que desejam realizar uma boa gestão de uma empresa na Nova Economia. O nome é Champion x Challenger, ou Campeão x Desafiante, e é um modelo que nós da Organica desenvolvemos a partir de nossa própria experiência através dos anos ao lado da Netshoes. Quando a Organica foi criada, ela já estava totalmente refinada e desde então já foi utilizada por mais de 60 empresas.

O que queremos apresentar ao utilizar esse modelo de gestão é que qualquer empresa possui seu modelo campeão. E por isso estamos falando daquele produto e/ou serviço que é o melhor que você tem a oferecer. Se o seu negócio ainda não existe, pense que seu modelo campeão será a forma que você utilizará para gerar renda e receita. Tendo esse modelo em mente, é chegada a hora de um novo modelo vir substituí-lo. Esse será o seu desafiante.

Para chegar até ele será necessário questionar tudo do modelo atual e tentar analisar inclusive suas fraquezas. Dessa forma chega-se ao desafiante. Quando você encontrar o modelo ideal é a hora de realizar testes para colocá-lo à prova. Ao identificar hipóteses vencedoras, é hora de escalá-las para um próximo nível. E esse é o começo do próximo nível na sua gestão.

Apresentamos aqui conceitos básicos de alguns passos que você encontra no nosso livro Mude ou Morra. Nele, além de encontrar mais detalhes sobre cada um desses passos, você encontrará uma série de outras informações.

Controlar um negócio na Nova Economia é bem mais complicado do que parece. Mas com as orientações certas qualquer obstáculo é transponível. Caso tenha ficado com alguma dúvida ou precise de ajuda com algo relacionado ao tema, entre em contato com a gente! Adoraremos auxiliá-lo a chegar no melhor resultado. Até a próxima!

Para fidelizar clientes o CRM moderno deve saber como recompensar o engajamento das suas audiências

Aqueles que acompanham os custos com aquisição de novos clientes em suas empresas sabem do esforço que é evitar o forte crescimento dessa despesa ao longo do tempo. Lidar com esse desafio tem trazido a tona o tema da fidelização e lealdade dos consumidores como fator-chave para competitividade e crescimento sustentável na Nova Economia.

“Adquirir um novo cliente pode custar cinco vezes mais do que reter um cliente já existente.” A frase é uma das mais consagradas no ambiente corporativo dita pelo norte-americano e consultor de marketing Philip Kotler e, apesar da fama, nem todos sabem que foi Frederick Reichheld da Bain & Company o principal responsável devido a publicação dos seus estudos em 2001. Interessante observar a época que consagrou a expressão, porque o CRM enquanto conceito é algo que se consolidou na década de 90, os acadêmicos chamam esse período do marketing como a Era do Marketing Relacional.

A história da gestão do relacionamento do cliente enquanto função nas empresas, nasce da necessidade de competir pela atenção de um consumidor exposto a um volume gigantesco de informação, na época gerados pelos meios de comunicação de massa. Atualmente estes meios de comunicação estão perdendo espaço para as mídias digitais, plataformas de streaming e toda a enorme gama de devices e aplicativos que criam um ambiente ainda mais desafiador em conseguir a atenção dos consumidores. Nesse ambiente que oferece cada vez mais acesso e poder ao cliente, construir uma base leal é um aspecto estratégico para todas as empresas, e os times de CRM devem assumir um papel central nessa discussão.

Recentemente foi divulgado o relatório de tendências sobre o digital da investidora Mary Meeker, que apresenta o relatório anualmente, e em seus últimos quatro pareceres ela chama a atenção para Hipersegmentação e evolução da forma de comunicação que deixa de ser predominantemente escrita e passa a se basear em imagens. Gosto de ressaltar esses pontos porque eles são reflexos de uma audiência que busca por um acesso mais conveniente de conteúdos altamente relevantes.

Como ser útil para os consumidores nos dias atuais? 

Precisamos provocar uma mudança de mentalidade, no dia-a-dia as discussões e análises estão focados no ROI das campanhas de marketing. Fato é que as organizações possuem um viés muito centrado na visão interna avaliando o retorno das suas campanhas de acordo com o volume de vendas, aquisição de clientes, impressões e etc.

O que raramente entra na discussão é o retorno que as campanhas geraram para os seus consumidores, pois se por um lado a empresa investe recursos financeiros, por outro o cliente investe o tempo dele engajando com as diferentes campanhas e comunicações. E, de alguma forma, eles estarão se questionando (mesmo que inconscientemente): O que eu ganho assistindo esse novo vídeo da Marca X? Ou lendo o seu blog? Como eu me torno mais rico, mais inteligente ou mais divertido? o que eu ganho quando eu estou engajando com você?

Para endereçar esses questionamentos internos dos consumidores, líderes de CRM e marketing devem ter muita clareza do que chamamos de ROE (Retorno sobre o Engajamento), a ideia de que seu conteúdo tem uma utilidade e cria um valor que recompensa o tempo e a atenção que o consumidor empregou para o sua comunicação.

Para mudar é preciso começar

A fidelização se constrói à medida que se entrega valor e é preciso identificar qual tipo é mais importante para cada persona da sua marca, abaixo eu listo os seis tipos de valores que você pode entregar para os seus consumidores a fim de construir ROE. Confira:

  1. Valor de informação – Entregar informação útil;
  2. Valor de conveniência – Simplificar ou fazer a vida mais fácil por engajar conosco;
  3. Valor social – Aumentar o capital social e fazê-los mais famosos (social recognition);
  4. Valor de entretenimento – Gamification, diversão;
  5. Valor inspiracional – Inspirar os clientes contando como futuro será ou o que os espera;
  6. Valor de comunidade – Conectar com outros clientes que compartilham das mesmas paixões, dores ou aspirações;

Essas seis grandes categorias deveriam ser a base para uma conversa estratégica entre CRM, Marketing e demais lideranças a fim de definir quais os dois tipos de valores que serão entregues e, a partir disso, desdobrar um planejamento de como será cedido nos diferentes canais/momentos da jornada do cliente. O CRM da sua empresa pode e deve ser muito mais do que implementar ferramentas, réguas de email e cuidar da distribuição de listas, para isso é preciso elevar os níveis das discussões e trazer o time de CRM para discutir grandes experiências através da entrega de conteúdos segmentados, úteis e adequados aos momentos mais oportunos.

Artigo publicado originalmente no E-commerce News.

[Ebook] Insight-Driven: Entenda como gerar vantagem competitiva através do uso produtivo de dados

O volume de dados disponíveis para empresas cresceu bastante na Nova Economia. Tanto em quantidade quanto em complexidade. Apesar disso, o uso produtivo dos dados no dia a dia das empresas fica abaixo das expectativas.

Para entender sobre o uso de dados e o significado do termo Insight-Driven, o Felipe Ladislau, especialista em negócios da Organica, elaborou um Guia Prático com diversas dicas para ajudá-lo a entender um pouco mais sobre o assunto.

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Algumas das perguntas respondidas no Guia:

>> Qual a importância das decisões orientadas por dados? 

>> Qual a vantagem competitiva com o uso produtivo dos dados? 

>> O que te impede de começar hoje?

>> Você sabia que ser Data-Driven já não é mais suficiente?

>> Será que sua empresa deve se preocupar em ser Data-Driven?

Chegou o momento de um upgrade para o insight-driven! Existe muito foco no dado e pouco se fala da compreensão e do seu uso. Vamos mudar isso? Baixe o Ebook sobre Insight-Drive e saiba como! Boa leitura!

Como entender o comportamento e as necessidades do cliente

Antigamente a função fundamental de um cliente para uma empresa era manter o capital entrando e o consumo acontecendo. Não importava muito como ele se sentia no fim das contas, bastava ele comprar. Compre, compre, compre. O tempo mudou e agora é bem mais difícil impactar um cliente. Ele possui uma visão bem mais crítica do que consome, e nem sempre a infinidade de meios para influenciá-lo é suficiente. Estamos falando dos outdoors existentes nas ruas, comerciais de TV, banners e posts na internet e redes sociais. As necessidades do cliente agora ultrapassam o mero adquirir coisas.

Fidelidade a marcas ou lojas já não existem mais como antes. Hoje em dia é tudo mais uma questão de ideologia ou simplesmente no que o cliente acredita ser melhor para si no momento. E ao contrário do que parece, no fim das contas essa falta de fidelidade pode ser melhor para os negócios do que sugere.

Com o advento das redes sociais, cada usuário é um influenciador à parte, capaz de afetar sua bolha e disseminar sua opinião para aqueles que o seguem. Isso praticamente aposenta aqueles vendedores insistentes que não sabem o que oferecer e por isso metralham seus alvos com abordagens desnecessárias. O objetivo desse post é fazer com que você entenda o comportamento e as necessidades do cliente. Continue lendo saiba como entendê-las!

Pesquise

Uma das formas mais fundamentais na hora de entender as necessidades do cliente é fazer pesquisas sobre ele. Realize levantamentos sobre seus clientes, como idade, sexo, grupo social e redes mais utilizadas. Com esses dados em mãos, é possível entender seu público-alvo e quais as suas necessidades, e assim elaborar um perfil. Desse modo nascem as personas. Uma persona nada mais é do que o cliente ideal para o seu negócio, e aquele para qual esforços devem estar voltados.

Pense como eles

Com o perfil de seus clientes em mãos, é possível entendê-lo. E é possível se perguntar quais as motivações que os levam a comprar determinados produtos ou serviços que você oferta. Esse é um exercício que aos poucos faz com que você tenha identificação com eles e gere empatia. Tendo essa empatia é muito mais fácil identificar as necessidades do cliente e tomar decisões tidas como “arriscadas”.

Feedbacks valem ouro

O retorno que o cliente lhe dá é o parâmetro que você tem para saber se seus produtos devem ou não ser melhorados. E, mais do que gerar dados, a atenção que sua empresa dá aos feedbacks recebidos gera uma percepção positiva da marca. Ao se importar com esses feedbacks, sua empresa mostra que a opinião dos clientes importa. É de vital importância que para isso você também os incentive a participar, seja em suas redes sociais ou em qualquer outro canal de comunicação.

Diálogo

Saber começar um diálogo é tão importante quanto saber mantê-lo. E para isso é preciso saber segmentar suas comunicações entre os diferentes níveis de necessidades do cliente. Mais que isso, a comunicação precisa ser constante, abrangendo o pré, o durante e o pós venda. E é por isso que dividir seus leads em categorias é tão relevante.

Saber começar um diálogo é tão importante quanto saber mantê-lo. E para isso é preciso saber segmentar suas comunicações entre os diferentes níveis de necessidades do cliente. Mais que isso, a comunicação precisa ser constante, abrangendo o pré, o durante e o pós venda. E é por isso que dividir seus leads em categorias é tão relevante.

Mantenha sua marca saudável

O cliente tem o poder de levantar uma marca ou derrubá-la. Como falamos anteriormente, cada cliente é um influenciador em potencial, e por isso possui o poder de influenciar no mínimo mais um cliente. Outro ponto de atenção é que você deve manter um planejamento do começo ao fim. Sua marca só deve realizar mudanças de estilo em casos ímpares que não arrisquem a integridade dela.

Entender o cliente é mais um exercício de empatia do que o resultado de uma forma matemática altamente elaborada. Nos tempos atuais ele sabe bem o que quer e da forma que quer. De mero personagem secundário ele tem tomado cada vez mais o papel de protagonista da Nova Economia. E aqueles negócios incapazes de entender as necessidades desse novo tipo de cliente morrerão na praia. Por isso, é importante saber o que ele quer. Tornar sua marca uma referência no mercado.

Esperamos que com essas dicas fique mais fácil saber o que oferecer aos seus clientes. Caso tenha ficado alguma dúvida ou observação comente-a nos comentários abaixo. E compartilhe este artigo com seus amigos nas redes sociais clicando nos links. Até a próxima!

Cultura centrada no cliente: por onde começar?

A Nova Economia nasceu dentro da famosa era das experiências, em que o poder de negociação saiu das mãos das empresas e passou para os clientes. Cada opinião, recomendação e percepção dos consumidores são essenciais para que as organizações de hoje se mantenham competitivas e sobrevivam ao mercado. Com isso, como elas têm desempenhado este novo jogo?

No estudo “Experience Insights 2018: Como empresas e consumidores se relacionam” podemos ter vários insights sobre as diferenças entre as perspectivas dos consumidores e das empresas: das 245 empresas entrevistadas, 55% acredita que  o serviço de atendimento é considerado ótimo. Porém, para os 200 consumidores que responderam a pesquisa, o suporte realizado pelas marcas é apenas regular, 49%, ou ruim, 33%. O estudo mostra que existe um abismo entre a opinião de empresas e clientes. Hoje, o jogo não gira mais em torno apenas de quem oferece o melhor produto, mas sim de quem oferece a melhor experiência.

Por onde começar?

Definir uma estratégia sem ter uma cultura que dê suporte é premissa para frustração. O caminho pode começar a partir do entendimento de quem somos, o que fazemos, para quem produzimos e como isso está presente na nossa cultura e valores. O quanto sabemos e nos preocupamos com os clientes e como isso é percebido pelos colaboradores e gestores de todos os níveis da empresa?

Para sobreviver nesse no contexto atual, primeiro precisamos fazer com que a visão dos nossos clientes faça parte da nossa cultura e do mindset de todos os nossos colaboradores. Fazemos algo por um propósito, e ele deve estar vinculado a problemas e necessidades de pessoas. Abaixo, compartilho algumas dicas que podem ajudar vocês na construção dessa cultura:

1 – Propósito e posicionamento de marca

Tenha claro qual é o propósito da empresa. Quem ela quer atender e o que ela quer resolver. Quais são os valores e o DNA das pessoas que ajudam a construir esse propósito. Falando de cultura, você precisará ter isso bem definido para saber quem vai ajudar. Construa o seu Golden Circle: por que (propósito), como (processo) e o que (resultado). Não esqueça de compartilhá-lo com sua equipe.

2 – Tenha a visão de como os clientes percebem a sua marca/empresa

Ter a visão de como os consumidores veem a marca é algo essencial se quisermos sobreviver na Nova Economia. Para isso, é importante que tenhamos um domínio e clareza sobre a jornada que eles têm com a empresa. Entender quais sãos os seus principais passos, pontos de contato e expectativa.

É indispensável que tenhamos cuidado ao coletar os dados dos nossos usuários. Por isso, leve em consideração se suas perguntas são relevantes, ou seja, se fazem sentido com a etapa que as pessoas estão passando. De nada adianta perguntar como foi a experiência com o produto se a pessoa ainda não o utilizou. Tenha dados que representem todos os seus segmentos, não ignore nenhum. Cuide para que as informações estejam atualizadas e reflita qual é a melhor forma para pedir feedback aos clientes (canais e perguntas), caso contrário eles não irão responder.

3 – Colete dados de outras bases de conhecimento além das pesquisas

Não se limite apenas a questionários diretamente para os seus clientes. Com certeza, dentro da sua operação já existem milhares de respostas também. Busque informações no seu setor de RH, CRM, Web Analytics, Atendimento, Sucesso e Tracking de bugs dos produtos. Analise o que as pessoas mais utilizam, o que mais reclamam e quais sãos as dúvidas mais recorrentes.

4 – Demonstre como a experiência pode impactar no financeiro

Avalie, acompanhe e compare o comportamento dos consumidores que tiveram ou não uma boa experiência. Projete o quanto a conduta das pessoas, após atingirem a sua expectativa, impacta no financeiro. Usuários que se sentiram realizados após a compra tendem a consumir mais e indicar a empresa? Se sim, o quanto de dinheiro estamos perdendo com o público que estamos deixando insatisfeito?

5 – Compartilhe vitórias e derrotas

Desenvolva o hábito de compartilhar os resultados, positivos e negativos da empresa. Crie rituais de melhores abordagens e erros cometidos com os clientes. Não nutra a vergonha de errar, mas incentive a cultura de aprendizado. Elimine silos e faça com que a informação flua naturalmente entre os colaboradores. Grandes organizações já implantaram essa prática como Mercedes-Benz e Starbucks.

6 – Conecte suas métricas de experiência aos objetivos de negócio (OKRs)

Caso você tenha métricas como NPS (net promoter score), avalie como elas podem estar relacionadas aos seus objetivos de negócio. Se tenho uma alta fidelidade dos meus clientes, o que isso impacta nas estratégias e objetivos que estou desenhando para o próximo semestre?

Concluindo, acredito que tendo uma cultura que valorize o consumidor e estruturas adequadas para coletar e usar os feedbacks dos clientes, aliado a um mindset que entenda e saiba agir perante a esses retornos, é possível criar uma cultura centrada que gere resultados e torne a empresa cada vez mais competitiva nesse novo jogo. Sempre deixe claro qual o seu propósito, o que você resolve, para quem você faz e busque entender como os seus clientes veem você realizando isso. Na nova era, qualidade é o mínimo que todos esperamos.

Artigo publicado originalmente no E-commerce News