Por que uma viagem ao SXSW deve ser feita em grupo

Eu já fui ao South by Southwest (ou SXSW), em Austin, nos EUA, em viagens nos mais diversos formatos: como executiva de multinacional, integrando um grupo de diretores, como viajante solo, durante um ano sabático, e, nas últimas vezes, com os meus sócios e um grupo de clientes, parceiros e amigos com quem compartilho a visão sobre esse novo mundo que se aproxima. Com esse histórico, acho que já posso afirmar com segurança que essa é uma viagem para ser realizada em grupo.

A primeira razão é até contraditória: como o SXSW tem literalmente dezenas de opções de programações simultâneas, cada pessoa vive o festival de uma maneira completamente diferente da outra. Se você estiver com 30 pessoas, pode ter certeza de que o grupo viverá 31 SXSW completamente diferentes. Durante o dia, vocês se perderão uns dos outros e se encontrarão várias vezes, trocando de salas, de prédios, procurando comida ou um banco para sentar.

Essa “trip” individual é justamente o que possibilita a segunda boa razão para viajar em grupo: a construção de um conhecimento coletivo. No final do dia, em torno de uma mesa, as histórias surgem e as peças começam a se encaixar. A sessão que um viu complementa o filme que o outro assistiu, o livro que alguém leu enriquece a pesquisa que está sendo realizada por outra pessoa. A 6th Street, coração da vida noturna da cidade, não é só lugar de agitação para espantar o cansaço, ela é quase uma catedral de insights. É onde o que todo mundo aprendeu durante o dia se sedimenta.

É uma experiência ao mesmo tempo coletiva e extremamente individual. Austin, aliás, é uma cidade que favorece essa reflexão solitária. Bares, parques e cinemas convidam para um mergulho reflexivo, e não são poucas as pessoas que saem de lá decididas a mudar algo em suas vidas. É um local onde a ficha cai. Pergunte por aí e você ouvirá várias histórias.

Isto dito, listo alguns conselhos para você programar a sua viagem em grupo para o SXSW em 2020:

1. Confie na diversidade. Viaje com gente inteligente e com backgrounds variados, que tire você da programação óbvia e ofereça visões novas sobre o mundo. O SXSW não é lugar de saber mais sobre o que você já conhece, é para você aprender o que nem sabia que existia.

2. Reserve um tempo para você. Deixe a ficha cair.

3. Não fique só no seu grupo, se misture. Se não for pedir demais, não fique só entre os brasileiros.

4. Ao voltar para casa, compartilhe o que você aprendeu e mantenha a chama acesa para o ano seguinte.

Artigo publicado originalmente na Época Negócios.

Viagem de conhecimento não é uma simples viagem de turismo

Viajar é transformador. “Navegar é preciso”, já dizia Fernando Pessoa. A sede de descobrimento é buscada por muitos, mas há grandes diferenças entre turistas e viajantes e entre viagem de turismo e viagem de conhecimento.

O turista aguarda ansiosamente suas férias para visitar lugares famosos e badalados. Já o viajante busca viver experiências fora do seu cotidiano. Ele vivencia boas doses de conhecimento em cada roteiro e contempla o mundo em busca de algo que encante seus olhos.

O que é uma Viagem de Conhecimento?

Quanto vivida de forma intensa, uma viagem pode nos ensinar muito mais do que aprendemos em cursos, workshops ou mesmo na universidade. Além de conhecimento de mundo, ela proporciona o autoconhecimento.

Por melhor que o roteiro tenha sido planejado, o ponto de chegada é completamente desconhecido. Nossa única certeza é que voltaremos da viagem completamente diferentes. É assim que funciona em uma viagem de conhecimento.

Uma viagem de conhecimento busca vivenciar experiências de aprendizado e enriquecimento pessoal. A viagem torna-se mais intensa por conta dos aprendizados vivenciados e independente do roteiro escolhido, cada destino proporciona profundas reflexões e interações, tanto com o ambiente quanto com as pessoas.

Como são as Viagens de Conhecimento da Organica?

Conteúdo, experiência e conexão são nossos guias na elaboração das viagens de conhecimento. Proporcionamos aos participantes uma transformação rápida, a troca valiosa entre pessoas que fazem e querem fazer e a elaboração de um plano de ação após a imersão.

As viagens de conhecimento da Organica não são simples viagens de turismo. Para nós, viajar é vivenciar uma experiência que vai muito além de estar nos lugares.  Buscamos transformar a viagem em experiências únicas para que os participantes enfrentem novos desafios profissionais e conheçam diferentes maneiras de ver e compreender o mundo ao seu redor. O grande propósito da área de conhecimento da Organica, que é a responsável pela organização das viagens, é transformar quem vai transformar o mundo.

As nossas viagens de conhecimento possibilitam aos participantes a união de experiências de negócios e inovação. Nossos roteiros são definidos com base nos maiores e mais transformadores eventos do mundo e incluem vivências, reflexões e debates pensados de acordo com os objetivos profissionais do grupo.

Os participantes fazem toda diferença nessas viagens. Afinal, o fator humano que rege a Nova Economia. Depois do roteiro definido, selecionamos e convidamos profissionais que buscam vivenciar uma experiência imersiva, coletiva e única para embarcar no nosso grupo.

Nossos especialistas também têm um papel fundamental nas viagens. Eles são os responsáveis por fazer a curadoria do conteúdo a ser transmitido aos viajantes, promovendo debate, integração, aprendizado e transformação entre os participantes.

South by Southwest

O South by Southwest, ou  SXSW como nós brasileiros gostamos de chamá-lo, é um dos maiores eventos de criatividade, inovação, inteligência artificial e interatividade no mundo. De 7 a 13 de março, fomos com um grupo de 50 pessoas para o Southby.  Austin se transformou na capital da inovação, da criatividade, da cultura, e também da contracultura.

Na edição de 2019 foram mais de 70 mil inscritos e 6,5 mil eventos (painéis, palestras, shows, demos, pitches, etc). E o Brasil bateu o novo recorde em números de inscritos, sendo a maior delegação estrangeira no SXSW, com mais de 1.600 participantes. Clique aqui para conferir como nossa cobertura diária durante o evento.


Parte do grupo incrível que embarcou com a gente para o SXSW 2019.

Imersão China

A Organica quer entender sobre a dominação chinesa de perto e de 7 a 14 de julho vamos em grupo visitar startups na cidade de Shenzhen, Vale do Silício Chinês, e participaremos da RISE Conference, a maior tech conference da Ásia, que vai acontecer em Hong Kong.

Temos muitos outros roteiros para explorar. Em setembro iremos para Israel, para conhecer as adversidades que favorecem o ecossistema mais valioso do mundo. Israel é considerada a nação das super-startups. Também criamos viagens de conhecimento personalizadas para grupos e empresas.

Você já vivenciou essa experiência única de transformar o prazer de viajar em conhecimento para todas as áreas da sua vida? Vamos embarcar juntos nessa?

Na era da tecnologia, o próximo desafio são os humanos

Era de se imaginar que as palestras de abertura da SXSW 2019 (South by Southwest), que começou ontem em Austin, nos Estados Unidos, fossem sobre algum dos grandes avanços tecnológicos. Temas não faltam: inteligência artificial, computação quântica, edição genética. As duas primeiras estrelas do maior evento de criatividade e inovação do planeta, no entanto, dominaram o palco principal para falar de… emoções humanas.

Essa tendência tem sido clara desde a edição de 2018. Estamos em um momento único, em que o caminho das inovações tecnológicas começa a ficar mais claro e fica evidente que boa parte do que vemos há décadas nos filmes de ficção vão mesmo acontecer, e logo: robôs cada vez mais presentes em todas as áreas, máquinas mais inteligentes do que o homem e capazes de aprender e evoluir sozinhas, a eliminação de doenças e até carros voadores. É tudo questão de tempo. O maior desafio agora é sobre como vamos lidar com tudo isso.

Ou, como resumiu a segunda palestrante de ontem, a psicoterapeuta Esther Perel: “Estamos desesperados buscando humanização enquanto estamos construindo uma sociedade cada vez mais desumanizada.” Perel, que é terapeuta de casais e que já tinha sido uma das atrações mais aplaudidas da edição passada ao falar sobre as relações conjugais modernas, voltou este ano para falar sobre a importância nas relações interpessoais no trabalho, e o quanto isso vem mudando por causa da mudança nas nossas relações fora do trabalho. “Nós nunca na história depositamos tanta expectativa no trabalho”, disse Perel. “Nós queremos que ele se adapte a nós, que nos traga reconhecimento, que esteja de acordo com o nosso propósito. Há alguns anos, as pessoas trabalhavam para colocar pão na mesa, e não por razões emocionais.”

A palestrante de abertura foi a pesquisadora Brenè Brown, famosa por seus best-sellers sobre vulnerabilidade e pertencimento, e com várias obras traduzidas no Brasil. Em uma narrativa que levou várias das 4 mil pessoas às lágrimas, Brown fez uma apaixonada defesa da necessidade dos seres humanos de se conectar, de dialogar e, principalmente, de ter a coragem de serem elas mesmas. “Seja você mesmo. É a única coisa que você vai fazer bem. Você será péssimo em todo o resto que tentar.”

Na era da tecnologia, o próximo desafio parece ser mesmo os humanos.

Artigo publicado originalmente no B9.

Finalmente South by Southwest

“South by WHAT?” Foi a indagação de um amigo que estava voltando de Dallas para São Paulo no mesmo voo que eu.

Claro, estufei o peito e disse: “S O U T H B Y S O U T H W E S T, ou como os brasileiros gostam de falar, SXSW.” Como a cara de interrogação continuou, e eu só consigo manter minha pose por um curto período de tempo, contei que era um festival de música, filme e principalmente inovação, focado em tendências emergentes de tecnologia, que acontece desde 1987. Abaixei a guarda e disse que eu mesma só fui escutar sobre o evento em 2017 e que “finalmente”, esse ano, decidi conferir. Eu e mais 1500 brasileiros, de acordo com as estatísticas whatsappianas.

A experiência é pra lá de envolvente. Assistir à futurista Amy Webb ao vivo sobre as principais tendências e seus possíveis cenários, é de arrepiar. Ter a oportunidade de escutar Mike Krieger e Kevin Systrom, co-fundadores do Instagram, é outro privilégio. Mas talvez ver a exposição de uma impressora de sushi pode fazer com que você questione a visita. Brincadeiras à parte, essa é uma conferência que vale a visita para os entusiastas do tema, pelo menos uma vez na vida.

As chamadas para inovações tecnológicas, no entanto, não impressionam. Na verdade beiram o tédio uma vez que hoje temos acesso às novidades desse tipo quase que em tempo real.

O que realmente chama a atenção é ter Brene Brown abrindo o evento, sendo ovacionada quando fala sobre o real pertencimento de uma pessoa e como é importante que nos mantenhamos íntegros na nossa relação conosco e com o outro. Ou ainda, a psicóloga Esther Perel falando sobre a correlação de performance com as relações no trabalho e brincando com a necessidade de um CRO (Chief Relationship Officer) nas empresas.

Chamam a atenção os inúmeros painéis políticos, muito povoados pela esquerda norte-americana e absolutamente lotados. Encanta ver Howard Schultz falando sobre capitalismo consciente e sua possível candidatura à presidência dos EUA e se sair muito bem nas respostas ao entrevistador, Dylan Byers, que tenta amassá-lo em relação às chances reais de uma candidatura independente em um país polarizado. Alguém esqueceu de avisá-lo que o SXSW é um evento que estimula o empreendedorismo, mudanças e quebra de paradigmas!

Outro painel impactante foi do Roger McNamee, ex-mentor de Mark Zuckerberg, gritando por uma nova visão para o uso de dados pelas grandes empresas (Google, Amazon e Facebook) e apoiando a visão de Elizabeth Warren e de tantos outros, de que o poder dessas grandes empresas machuca as pequenas e inibe a inovaçãode maneirarelevante. Ela escreveu sobre isso recentemente, em um artigo interessante e polêmico https://medium.com/@teamwarren/heres-how-we-can-break-up-big-tech-9ad9e0da324c_). Mc Namee ainda chama a atenção para idiossincrasia e incoerência da sociedade e reguladores americanos (também aplicável para o Brasil) em relação à complacência com essas empresas.

Nas palavras dele: “I want to clear space for startups, for innovation, for alternative business model” e ainda “(…) Why is it legal for cellular companies to sell our location? Why is it legal for companies that make apps for health and wellness to sell or trade our health and wellness day? Why is it legal for anybody on the web to transact in our web history? Why is it legal for any way to even collect data on kids under 18?” Em síntese ele questiona como ainda é permitido, legalmente, que as empresas acessem e vendam nossos dados de maneira tão abrangente, incluindo os dados dos menores de 18 anos. Não é um debate novo, mas na visão dele, pouquíssimo tem sido feito a respeito.

Para além das polêmicas rolaram várias palestras sobre futuro do trabalho, varejo, saúde, blockchain, AI, exploração espacial e marinha, alimentação e formas de produção, indústria, design e diversos outros temas incluindo uma interessantíssima com Michael Pollan sobre estudos científicos do benefício de uso de psicodélicos em tratamentos psiquiátricos, como alcoolismo, por exemplo.

Termino, porém, contando da minha última palestra, com Chip Conley, cujo tema era “a economia digital não é apenas para os jovens”. Durante uma hora, com a sala cheia, ele falou da importância da troca entre empresários mais velhos – e de acordo com ele, se você tem 40 anos e está numa sala com vários garotos de 20 anos, não se engane, você é o idoso – com os “moleques brilhantes da tecnologia”, numa espécie de mentoria de mão dupla.

Ele atenta ao poder da combinação da curiosidade com sabedoria acumulada dos “velhos atuais”, reciclando o conceito de “knowledge worker” (trabalhadores do conhecimento) de Peter Drucker, para “wisdom workers” (trabalhadores da sabedoria), contrapondo que “o conhecimento está no google” e que o que importa hoje é a capacidade de reconhecer os padrões que nos ajudam a criar uma visão e compreensão holística de situações e a proporcionar soluções sistêmicas. E isso, os mais experientes tem de sobra.

Cheguei em Austin esperando uma experiência estilo Jetsons, mas posso dizer que ao invés de ir às palestras de uber voador, acabei tomando um cafezinho sincero com a Judy e ganhando uma carinhosa lambida do Astro. A perspectiva humana falou mais alto no SXSW 2019. Discutimos nossas relações pessoais, políticas, profissionais, e claro, a nossa relação com a tecnologia. São os novos velhos desafios!

SXSW Tendências por Organica – Dia 6

Hoje é o último dia do SXSW. Nosso grupo já está se despedindo e a eprimeira viagem de conhecimento da Organica está chegando ao fim.

No SXSW descobrimos o maior desafio que enfrentaremos nos próximos anos: os seres humanos. Nosso grande obstáculo não é o desenvolvimento de novas tecnologias, e sim, sabermos como nos adaptar a elas.

Este ano o SXSW está muito mais crítico e reflexivo. Percebemos que ele não só apresenta as novas tecnologias, como também promove diversos questionamentos a todo tempo.

Confira as principais pílulas do 5º dia do SXSW e o que vai rolar por aqui nesse último dia de evento!

Conteúdo para quem não tem voz

Além de atriz, Zoe Saldana é empreendedora e ativista. Por querer dar voz a quem não tem, ela fundou a BESE, uma empresa que produz conteúdo feito por e para mulheres, latinos, negros e LGBTs. Ontem na sua sessão a atriz disse para as pessoas simplesmente fazerem quando querem começar algo, por mais difícil que pareça. Zoe ainda defendeu a igualdade entre todos, independente de seu berço e das suas preferências.

“Se vc me pergunta como fazer para ter mais empresas inclusivas, faça a sua empresa. Eu estou fazendo a minha.”

Distrito entrevista Guy Kawasaki

Guy Kawasaki é um dos maiores conselheiros de empreendedorismo do mundo. Em entrevista durante o SXSW, ele compartilhou com o Distrito um pouquinho de sua sabedoria sobre redes sociais. Além de posts sobre o SXSW, nosso media partner Distrito tem publicado diversos vídeos e entrevista no seu Instagram.

Confira o vídeo clicando aqui.

Empatia em um mundo fraturado

Para Jamil Zaki, psicólogo líder mundial em ciência da empatia, a empatia é uma habilidade e pode ser desenvolvida. Cada um tem um ponto de partida para desenvolvê-la. Apesar das condições sociais que nos ajudaram a desenvolver a empatia estarem desaparecendo, ela não é apenas um recurso precioso, é também renovável.

Construindo confiança em tempos de desconfiança

O fundador do PostSecret, Frank Warren, e o autor de best-sellers do New York Times, Neil Pasricha,  se reuniram para discutir sobre as novas maneiras de construir confiança em uma era de desconfiança. Warren disse que vê muitos sites de uma página só que não têm informações de confiança de quem somos, qual a missão da empresa e quais são os valores. Para ele, um site deve ser mais pessoal e íntimo para criar empatia nas pessoas.

“Em uma era de bots, nós acreditamos em humanos”, declarou Neil Pasricha.

Acontece hoje

Futuro da comida

Com o rápido desenvolvimento em Big Data, Robótica, Biologia Celular, veículos sem motoristas, uso de sensores e agricultura sem solo, o que muitos já chamam de “A Quarta Revolução Agrícola”, está se tornando uma realidade. A sessão reunirá especialistas no campo das interações homem/tecnologia, comportamento do consumidor, produção de alimentos, cientistas, acadêmicos e a indústria de alimentos.

Razões para ser alegre

Em janeiro de 2018, o Grammy, o Globo de Ouro e o premiado músico, cineasta e escritor David Byrne lançaram um projeto multimídia chamado “Reasons To Be Cheerful”. David compartilha exemplos bem-sucedidos e replicáveis de mudanças positivas nas áreas de Clima/Energia, Cultura, Economia, Educação, Saúde, Ciência/Tecnologia e Transporte buscando lidar com o que está acontecendo no mundo.

Design para os cinco sentidos

Bruce Mau, designer de experiência humana, busca desafiar as pessoas para usar o design para melhorar o mundo. Bruce aplica sua metodologia de design thinking em projetos de mudança econômica, cultural, governamental, ambiental e social e acredita que uma experiência multisensorial da marca é algo essencial.

Happy Hour brasileiro

Hoje acontecerá o happy hour da Casa Brasil no SXSW. O evento contará com alguns dos melhores profissionais brasileiros de negócios relacionados à economia criativa e à tecnologia. Oportunidade para reforçar o networking.

RSVP aqui.

A tecnologia é a parte fácil, a disrupção é Cultural

Primeiro dia de viagem para SXSW, 50 pessoas na sala, organicos, diretores de empresa, empreendedores e startupeiros. Organizamos um rito para que todos se conhecessem, em que basicamente a pessoa precisa dizer ao grupo:

  • três palavras que a definem;
  • uma dor;
  • e uma missão para o futuro.

Primeiro ponto que me chamou muito atenção foi que grande parcela do grupo tinha a mesma e profunda dor: gestão do tempo.

No segundo exercício, mais prático, preparamos o mindset do grupo para o evento aqui em Austin, que diferentemente da maioria dos eventos de negócio, não tem uma trilha clara e definida, exige um mínimo de planejamento e uma boa dose de flow.

Após minha sócia e nossa curadora Luciane Aquino apresentar como ninguém as diversas possibilidades para o planejamento, Murilo Gun, cliente, companheiro e amigo, dividiu a importância do Acaso, de deixar acontecer.

Feita a introdução, eu me preparei de maneira diferente para esse evento.  Resolvi que iria ser mais incisivo e participativo em redes sociais. Peguei uma das minhas contas do insta – @roni_cunhabueno – e decidi que ela seria profissional agora. Com pouco mais de 400 seguidores (como uma fã uma vez me falou “só issuuu…”), resolvi “fazer direito”.

Durante os dias 9 e 10 de março, comecei a postar como profissional, sei como se faz. E, batata… Likes, novos seguidores, pessoas que não me viam há muito tempo comentando, pessoas me chamando para um café aqui em Austin, pois tinham visto minhas postagens, pessoas me chamando para um almoço no retorno à São Paulo. Enfim, funcionou, ou pelo menos eu achava.

A real é que aquilo estava me incomodando, não era meu natural,  ficava mais preocupado com o post do que com o conteúdo que estava ali na minha frente acontecendo. Na noite do dia 10 confessei isso para minha mulher, minha par, minha coach. Em dois minutos com ela, percebi um primeira luz de que não estava legal e parei gradativamente de postar.

O que viria acontecer no dia 11 seria mágico. Acordei com as duas câmeras do celular sem funcionar. “Putz, que merda”. Já na primeira palestra me deu vontade de clicar… eram os fundadores do Insta… mas não podia… kkkk… não tinha como, mesmo que eu quisesse postar a foto deles não conseguiria. kkkk.

Ainda um pouco injuriado, percebi que tinha que passar em uma Apple Store, pois aqui eles trocariam no mesmo momento, quando no Brasil seriam alguns dias sem telefone. Estava esperando a condução para o shopping chegar quando encontrei Murilo G. Contei o ocorrido… e ele falou: “Lembra? É o acaso, vai ver que não é para vc tirar mais foto”.

Fui à loja, trocaram por uma novo iphone, mas como o Wi-Fi da loja estava congestionado não consegui baixar tudo para fazer o celular funcionar. Cheguei no Hotel e mesmo problema. Fiquei sem celular.

E aí? Para onde vou agora? Sem Whats para saber onde as pessoas estão e o que estão fazendo, para onde vou, o que eu faço?

Resolvi o mais óbvio: eram 21:30 e eu estava com fome, desci e fui comer no restaurante do hotel. E lá na primeira mesa estava Flavia Barros, da Orgânica. Opa, alguém para jantar, pensei. Ao sentar, ela se queixou do mesmo problema, tinha comprado um iphone novo, mas não conseguia baixar os APPs para uso.

E, sem telefones, sem nenhuma distração, pois não conhecíamos mais ninguém, tivemos um jantar de verdade. No início os dois com um pouco de FOMO, pensando: cacete, estamos perdendo muito de coisas que estão acontecendo agora em algum lugar.

Depois de 15 minutos, começamos a conversar, olha só, e falamos de coisas profundas. Foi uma verdadeira Real Reality. Sim, já existe um termo para descrever momentos de desconexão virtual e alta conexão real.

Ao final daquelas horas, tínhamos rido, chorado, berrado, e de verdade emocionado.

E aí caiu a ficha.

O quanto de potencial perdemos com as microinterferências que constantemente tiram nosso foco do momento presente.

O quanto de inovação perdemos com as inúmeras respostas rasas que damos a cada segundo a micro soluções.

O quanto de autenticidade perdemos quando queremos mostrar para outro algo que alimenta nosso ego.

A real é quanto tempo de qualidade você perde.

E aí não é de assustar que esse seja a dor número do grupo que veio conosco e que o tema da relação dos seres humanos seja o assunto mais tratado em palestras aqui em SXSW, ano passado já apontava como um dos top 5 temas, esse ano é O TEMA. Teve até palestrante confessando que colocou o tema sobre Inteligência Artificial só para ser aceito, mas o que ele queria mesmo falar era sobre pessoas.

A tecnologia é a parte fácil, a disrupção é Cultural.

Nós na Organica acreditamos profundamente nisso, acreditamos que a transformação digital de uma empresa vem do seu propósito aplicado a uma cultura alinhada aos 7 Princípios da Nova Economia e Modelos de Gestões modernos que aprofundamos no livro Mude ou Morra.

Essa viagem para SXSW só reforça ainda mais que estamos com os modelos corretos para construir caminhos de crescimento na nova economia.

Muito grato por todos os palestrantes que vi, e principalmente a todos os amigos e parceiros que me proporcionaram um café, almoço, jantar, HH e baladas; uma conversa, um jogo, uma troca, um abraço, uma risada e uma verdade bem dada.

SXSW Tendências por Organica – Dia 5

As sessões do SXSW 2019 abordam alguns dos grandes avanços tecnológicos atuais, como: inteligência artificial, blockchain, edição genética, computação quântica, entre outros.

Mas entre todos estes avanços qual seria o grande desafio da humanidade? Pelo que vimos até aqui, o nosso grande desafio não é o desenvolvimento de novas tecnologias, e sim, sabermos nos adaptar a elas. Os seres humanos são o grande desafio atual!

Confira as principais pílulas do 4º dia do SXSW!

Entrevista com Gabriel Weinberg

O Distrito trocou uma palavrinha rápida com Gabriel Weinberg, autor de Traction: How Any Startup Can Achieve Explosive Customer Growth, um dos maiores livros sobre crescimento de startups dos últimos anos. Segundo Weingberg, existem 19 canais diferentes para  ganhar tração. Clique aqui e confira o vídeo.

O próximo desafio da humanidade

Luciane Aquino, sócia da Organica e especialista em tendências, publicou um artigo no B9 sobre o novo o grande desafio da humanidade de se adaptar às novas tecnologias. No texto, Luciane conta que as duas primeiras estrelas do SXSW, Esther Perel e Brené Brown, dominaram o palco principal para falar de emoções humanas. Confira o artigo clicando aqui.

Mercado de bem-estar e espiritualidade

Gwyneth Paltrow falou em sua sessão de ontem sobre como lidar com as responsabilidades da carreira artística, de estar com a família e, entre diversas outras coisas, ainda criar o Goop, uma marca que vende produtos ligados a bem-estar, espiritualidade e estilo de vida. Gwyneth também falou sobre o novo projeto da Goop com a Netflix, uma série sobre bem-estar, e do desejo em investir em produtos ligados a maconha.

Novos caminhos do Instagram

Os fundadores do Instagram, Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger, lotaram a sessão. Eles saírem da empresa e atualmente estão em um período sabático por não concordarem com os rumos que a rede social tomou. A empresa foi comprada em 2012 pelo Facebook.

“Você não conhece a alma do seu negócio até fazer mudanças e ver o que as pessoas gostam”, Mike Krieger.

O que vai rolar hoje

Mudando a narrativa

A atriz Zoe Saldana se tornou empresária na sessão de hoje discute a importância das mensagens positivas em plataformas sociais para os millennials e geração Z. Zoe criou a empresa de mídia BESE e conta como ela está lidando com o desequilíbrio que existe hoje na grande mídia enquanto empreendedora.

Confiança na mídia

Criar confiança e desenvolver a comunidade que a rodeia é fundamental. Mas a confiança na mídia, nos negócios e no governo está cada vez menor. O fundador do PostSecret, Frank Warren, e o autor de best-sellers do New York Times, Neil Pasricha,  buscam discutir na sessão sobre as novas maneiras de construir confiança e comunidade online em uma era de desconfiança.

Construindo a empatia em um mundo fraturado

A empatia está em falta. Em sua sessão, Jamil Zaki, líder mundial em ciência da empatia, fala sobre a habilidade de cuidar que podemos cultivar através da prática. Com base em pesquisas, incluindo experimentos de seu próprio laboratório, ele demonstra como a empatia pode superar as divisões culturais tóxicas.

Floripa Conecta

Hoje, às 18h, vai acontecer a soft party de lançamento do Floripa Conecta no rooftop da Dropbox. O Floripa Conecta promete ser  um hub de eventos e um movimento de conexão do Vale do Silício brasileiro com o mundo.

Clique aqui e confira como foi o Dia 6.

SXSW Tendências por Organica – Dia 4

Ontem foi dia da Organica e do Distrito na Casa Brasil do SXSW.

E podemos perceber que o SXSW está sendo um palco excepcional para mostrarmos todo o talento e as oportunidades que o Brasil oferece.

E como disse aqui o especialista em aquisição e conversão de canais digitais da Organica, Maurício Alexandre: “A tendência apresentada no SXSW não é blockchain ou big data, é aceitar nossas emoções, dar espaço para as emoções do outro, mudar seu ambiente de trabalho antes de mudar o mundo”.

Confira as principais pílulas do 3º dia do SXSW!

#Metoo contra o assédio

Susan Fowler foi quem começou com o movimento #Metoo. A engenheira do Uber denunciou o assédio que sofreu na empresa e foi aconselhada por muitos a não falar falar sobre. Caso contrário, ela nunca seria contratada no Silicon Valley.

“Precisamos encorajar as pessoas a denunciar. Ninguém precisa ser um ativista para mudar o mundo. Eu não sou, esse não é meu trabalho”.

Crítica ao Facebook

Em sua sessão de ontem, Roger McNamee, ex-mentor de Zuckerberg, criticou o uso de dados dos usuários sem permissão. Ele sugere que o Facebook mude seu modelo de negócio e afirma que lucrariam ainda mais.

McNamee é autor do livro “Zucked – Waking up to the Facebook Catastrophe”.

Nuvem de morcegos

Debaixo da ponte do Colorado River, em Austin, é possível observar a maior colônia urbana de morcegos, cerca de 1,5 milhão de animais. Por causa da seca, eles ficaram com menos alimentos e precisam sair para caça mais cedo. Ontem fomos pra lá e vimos a nuvem preta de morcegos de perto.

Bleed for the Throne

Entre os dias 7 e 10 de março, a HBO promoveu a ação “Bleed For the Throne” no SXSW 2019 para ampliar a coleta de sangue. A campanha pediu para que os participantes, literalmente, “sangrem pelo trono” para ajudar a Cruz Vermelha a aumentar suas reservas.

Fundadores do Instagram

Mike Krieger e Kevin Systrom, fundadores do Instagram, estão fazendo sua primeira aparição no palco desde que deixaram a empresa. Na sessão, eles conversam com o Josh Constine, editor do TechCrunch, sobre suas jornadas empreendedoras, como escalaram o aplicativo e o que esperam que seus legados sejam. Systrom e Krieger também abordarão temas como a nova economia de influenciadores e a importância de estabelecer comunidades seguras em redes sociais.

Liderar do lado de fora

Stacey Abrams serviu onze anos na Câmara dos Representantes da Geórgia e em 2018, se tornou o candidata democrata à governadora da Geórgia, quando ela ganhou mais votos do que qualquer outro democrata na história do estado. No SXSW, ela discute seu livro “Lead from the Outside”, um guia sobre os desafios das mulheres, pessoas negras e membros da comunidade LGBTQ.

Gwyneth Paltrow além da atuação

A atriz ganhadora do Oscar Gwyneth Paltrow também é escritora, cantora e empresária de livros de receitas campeões de vendas. Em 2008, Paltrow fundou a Goop, uma marca de estilo de vida dedicada a ajudar mulheres a fazer suas próprias escolhas – desde estilo, viagem, trabalho, alimentação e beleza até bem-estar físico, mental e espiritual – e na sessão de hoje ela conta um pouco mais sobre isso.

SXSW Interactive Innovation Awards

Hoje à noite acontece a 22ª cerimônia anual de premiação de Inovação do SXSW Interactive.

O evento celebra algumas das inovações mais emocionantes do SXSW com muita comida, bebidas e entretenimento.

Clique aqui e confira como foi o Dia 5.

SXSW Tendências por Organica – Dia 3

Se o primeiro dia do SXSW foi algo novo para muitos e ainda tinha muita gente se registrando no evento, ontem deu para ver que o dia iniciou com força total e os participantes estavam desde cedo correndo atrás das atrações.

Austin acordou no seu segundo dia de SXSW com muito mais gente andando pelas ruas e quase todo mundo que você vê por aqui está com o crachá do SX. 🙂

Que venha o 3º dia! 🚀👊

Tech Trends Report

Amy Webb é uma das pessoas mais respeitada no mundo da futurologia. Segundo ela, a sua casa vai saber tudo de tudo. E esse futuro já é realidade nas casas da Amazon (sim, a Amazon está fazendo casas!). É importantes estar atento às Tech Trends que têm haver com o seu negócio ou que certa forma podem impactar você.

A Amazon recentemente comprou o whole foods, uma grande rede de distribuição. Ou seja, a Amazon tem capacidade de produzir comida nos grandes centros urbanos, o que poderia abalar toda a estrutura de distribuição e acabar com as Farms. Hoje, o Japão e a China estão fazendo produção indoor, que pode ser realizada em galpões. As inovações nesta área proporcionam uma produção com o dobro de volume, 40% menor de energia e 99% menos água. Em julho vamos para a China ver tudo isso de perto.

Confira o relatório da Amy Webb clicando aqui.

Organica e Distrito na Casa Brasil

No palco da Casa Brasil, Priscilla Erthal, sócia da Organica, Felipe Spina, Growth Hacking do Distrito, Stella Brand, Diretora de Marketing da 99 App e André Ferraz, CEO da  In Loco participaram hoje de um painel para discutir o ecossistema da inovação brasileira. Eles enxergam que o Brasil está amadurecendo e tem um grande potencial na busca por inovação. O SXSW está sendo um palco excepcional para mostrarmos o talento e a oportunidade que o Brasil oferece.

Jornada profissional de Priscilla vira matéria

Priscilla Erthal tem 15 anos de experiência nas áreas de e-commerce, marketing digital e varejo. Em 2016 tornou-se sócia e cofundadora da Organica. Priscilla estava em um momento de testar coisas novas e queeria ter uma experiência no universo do empreendedorismo.

“A empresa me atraía pela estratégia apoiada na visão de entender a nova economia, criar uma metodologia antes de todo mundo, com a experiência que quase ninguém tinha, mas nós tínhamos. Unimos essa experiência com o que estava por vir. Fomos pioneiros na área com metodologias próprias.”

Clique aqui e confira mais sobre a trajetória da Priscilla na matéria publicada no Computeworld.

Sucesso é melhor compartilhado

Há 40 anos Howard Schultz vem construindo a Starbucks. Na sessão de ontem, ele disse que a decisão mais importante na carreira foi distribuir ações para todos os empregados, já que o sucesso é melhor quando compartilhado.

É preciso cuidar da comunidade e se preocupando com as pessoas. O segredo do sucesso da Starbucks está mais na cultura que eles criaram em relação às pessoas do que na qualidade do café ou no design da loja. Schultz começou uma caminhada para entrar na política, questionando o sistema polarizado norte-americano.

O que vai rolar hoje

Trajetória de Elisabeth Moss

A atriz ganhadora do Emmy, Elisabeth Moss, é entrevistada pela cantora Brandi Carlile entrevista sobre sua intensa transformação para interpretar a roqueiro Becky Something no filme Her Smell. Além de outras histórias e segredos sobre a trajetória da atriz

O poder da história

Nossa atenção individual e coletiva parece cada vez menor na era das mídias sociais. Na sessão, Susan Fowler discute o poder de contar histórias pessoais em um mundo cada vez mais acelerado e desatento.

História e futuro do Facebook

Hoje também vai rolar uma conversa entre Roger McNamee, antigo mentor de Mark Zuckerberg e autor do novo livro “Zucked”, com Nicholas Thompson, editor-chefe da Wired. Eles discutem a história e o futuro do Facebook, e como uma empresa criada para tornar o mundo mais aberto e conectado está lidando com críticas de que minou a democracia americana, criou anomia social e instigou o genocídio.

Cirque du Soleil e a reinvenção do circo

Em 1984, o Cirque du Soleil reinventou a experiência do circo. Agora, mais de 30 anos depois, os visionários audaciosos da maior companhia teatral do mundo não estão apenas evocando espanto, eles estão medindo isso. Na sessão, o neuro-cientista e fundador do Lab of Misfits, Dr. Beau Lotto, compartilha a história cativante por trás de um dos estudos mais ambiciosos realizados no mundo do entretenimento teatral.

Clique aqui e confira como foi o Dia 4.