Do online para o on-life

by Priscilla Erthal

Por Priscilla Erthal

Quando comecei a trabalhar com publicidade e marketing digital, cerca de 15 anos atrás, explicava para as pessoas o que fazia e, pelas feições e olhares perdidos, tenho certeza que muitas vezes não era compreendida. Para simplificar, acabava dizendo que fazia o site das marcas. Já o e-commerce, para fazer a minha primeira compra na internet, só convenci o meu pai se ele pagasse via boleto e com um produto barato: livro.

Sempre acompanhei bastante a respeito de como o mundo digital estava crescendo e se tornando uma realidade nos EUA. Sonhava em chegar esse dia no Brasil e participar dessa revolução.

Essa semana, com os números divulgados pela IAB sobre o “Investimento em publicidade digital no Brasil”, comecei a pensar no pulo que já demos nos últimos anos. Em 2016, foram investidos R$11,8 bilhões em publicidade digital e houve um crescimento de 26% de em relação ao ano anterior. Ou seja, mais do que o dobro do projetado que era de “apenas” 12%.  Desses, com um número super-expressivo, aparece o vídeo, com 19% de share.

Vídeo não é mais uma tendência. Aliás, já faz parte do dia a dia de todos que têm acesso à internet. Quem não desliza o dedo no Facebook e vê mais vídeo do que qualquer outra imagem ou simplesmente uma mensagem só com texto? Recebe via whatsapp nos grupos da família e amigos vários – mais ou menos “úteis” e relevantes durante o dia?

Você já percebeu que, de uns tempos para cá (pelo menos uns 5 anos), vai a um show ou durante uma viagem, tem mais gente filmando do que curtindo aquele momento? Isso só mostra a democratização dessa ferramenta e o quanto você precisa estar antenado nessa forma de se comunicar. Caso a sua empresa ainda não tenha entrado nessa onda, corra (literalmente) para não ficar para trás.

Não estamos falando de vídeos sempre super elaborados, com estúdios e modelos produzidos. Hoje em dia, existem vários apps de edição que, com um celular na mão e uma boa história (ou devemos chamar de “stories”), poderá ser visto por milhões de pessoas.

Outra forma de utilizar os vídeos é através dos influenciadores. Carregando uma legião de fãs – ou melhor, seguidores – um vídeo feito na rua com uma mensagem adequada para determinado público pode alcançar números nunca imaginados para sua marca.

Outro número da pesquisa do IAB que chama atenção é o de mídia programática – quase 17% do investido em 2016 passa por essa tecnologia. Cada vez mais, as marcas buscam entregar conteúdo para o seu público aonde quer que ele esteja. Ha alguns anos, se uma marca queria falar com um mulheres 25/40 anos de classe B/C, buscava um programa na TV com esse perfil.

Hoje, com a evolução digital, você fala quase que de 1 pessoa para 1 pessoa na internet. Ela não precisa mais estar assistindo um programa específico para você criar um anúncio. Você encontra esse público onde ele estiver navegando.

Usando o mesmo exemplo, se você quer falar com mulheres de 25/40 anos, não precisa necessariamente patrocinar uma página na internet. Você pode encontra-la onde estiver, na hora que ela quiser, navegando em vários portais da internet.

Vale lembrar que os últimos anos foram super difíceis no campo da economia. Acredito que, na crise, o online seja uma excelente opção, por muitas vezes ser uma mídia mais barata, frente às tradicionais do mercado – e também por serem mais eficiente. Nela, você consegue falar com o público certo, na hora certa e com a mensagem que faz sentido naquele momento.

Para 2018, a expectativa com vídeos no digital continua forte, com crescimento estimado de 26%, chegando a quase 1/3 do total investido de publicidade no Brasil.

Que orgulho! Acredito que, em breve, vamos ter o número de 2/3 alcançado com muita naturalidade e amadurecimento do setor. Precisamos ficar atentos às novidades e testar, sempre que possível, o que aparece no mercado. Sair na frente é questão de sobrevivência.

Continuo tentando explicar para as pessoas o que faço e pelas feições e olhares vejo o quanto o marketing digital evolui: “Ah, você que coloca aqueles banners atrás da gente em todos os lugares?”. Resumindo: a resposta para a pergunta não é tão simples, pois tudo exige uma estratégia e muito planejamento, mas é quase isso!

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