Privacidade, segurança de dados e inovação jurídica são assuntos cada vez mais debatidos dentro das empresas, principalmente com a proximidade da entrada em vigor da LGPD. 
Na live #FazChover dessa semana quem conversou com a Priscilla Erthal foi a Dra. Patricia Peck, líder da empresa de treinamentos Peck Sleiman. 

Confira a seguir os 5 principais insights do bate-papo com essa profissional que faz chover no Direito Digital!

1. A privacidade não está morta

Ela na verdade passa por um transformação. A privacidade pensada pela geração que construiu a constituição de 1988 é bem diferente da nova geração nascida no digital. O que mais tinha impactado a geração pós-guerra que desenvolveu a constituição é que a informação não podia ser usada de forma discriminatória e preconceituosa. Hoje, pensamos mais sobre o direito de escolha das pessoas com transparência. A privacidade como nunca passa a ser uma moeda poderosa. Quem traz no pacote a proteção e segurança vai conquistar mais essa nova geração. Mas é uma balança de troca e o combinado nao sai cara. O maior combate deve ser a espionagem e ninguém vai abrir mão desse tipo de privacidade, já que vivemos em uma sociedade livre.

2. As leis precisam ser revisitadas

A proteção de dados que tanto falamos hoje é uma correção de rota, até mesmo para combater o monopólio de empresas que detêm informações de milhares de usuários. A virada de página precisa ser feita por meio de regulamentação. Só assim o titular estará empoderado com a divulgação ou não dos seus dados. Fato é que diante de tantas transformações precisamos pensar mais em autoregulamentações, tratados internacionais para assuntos digitais.

3. Atender as práticas básicas de regulamentação deve estar na cultura das startups

O início de um sonho do empreendedor não pode virar um pesadelo. A startup, por mais inicial que ela esteja, deve preencher um chechlist inicial de proteção de ativos intelectuais, atas de reunião, termo de responsabilidade e o papel de cada um na empresa para não pagar caro lá na frente e ninguém ser passado para trás pela sua ingenuidade empresarial. Em 2020, com todo acesso de informação que temos, não há mais desculpas. Essas práticas se tornam um escudo para o empreendedor. Sabemos que o empreendedor é muito abandonado no Brasil. Por isso, o ecossistema deve fomentar essa cultura.

4. Quem sai na frente LGPD tem grandes vantagens

Em 2019, as multinacionais começaram a se adequar à A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Na sequência vieram as grandes empresas, que começaram o mapeamento em 2019 e podem seguir por até 8 meses na adequação. Em 2020, as pequenas e médias empresas começaram a pensar na legislação, já que as grandes pediram para seus parceiros menores. A vitrine da LGPD tem relação com os consumidores finais e funcionários. Por isso, as empresas devem fazer esse tratamento de dados nesse ano e trabalhar o restante em 2021.

5. As empresas devem se preocupar com o descarte seguro dos dados

A eliminação dos dados é um grande problema nas organizações. É preciso criar uma correção de fluxo e gerar capacitação do profissional para o descarte seguro. Com o tempo vamos perceber as diferenças entre antes e depois da LGPD. No futuro, vamos achar um absurdo a falta de proteção. A LGPD será tão significativa quanto o Movimento de Direitos Civis, por exemplo. A Lei irá mudar a cultura da sociedade.

Espero que tenha gostado dos insights de hoje. Ainda não assistiu a live com a Priscilla Peck? Clique aqui e assista no nosso Instagram. Não perca nossas Lives Jeito Organica, Faz Chover e Líderes Corajosos. Elas acontecem todas as segunda, terças e quintas-feiras, respectivamente, no Instagram da Organica. Aproveite para seguir a gente por lá e até a próxima!

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