Estive em um painel ontem que me despertou intensa indiferença: profissionais falando de cases em suas empresas, de ativação de marca, da importância do uso de dados, sem paixão ou envolvimento algum. Naquele momento não eram pessoas: eram gerentes e diretores, representantes das suas empresas. Não estavam expressando opinião, estavam repetindo conceitos decorados, tinham a empatia de um press release revisado por cinco pessoas do jurídico.

E isso é chato pra cacete.

Corta para Susan Fowler. Ela entra em um salão com centenas (milhares?) de pessoas, respira fundo, dá pra sentir que ela está apreensiva de falar com tanta gente, com um pouco de medo.

Vemos nela uma pessoa de verdade: a plateia se enxerga nela, nos seus medos, na sua coragem, no jeito que o assunto a afeta.

Esse é meu principal aprendizado no SXSW 2019 (até agora): a tendência não é blockchain ou big data, é aceitar nossas emoções, dar espaço para as emoções do outro, mudar seu ambiente de trabalho antes de mudar o mundo.

Não à toa as melhores palestras que vi eram  de mulheres, que dominam o “soft skill”. Corrigindo, aprendi com Brené Brown, que expressão emocional não é “soft”, é uma habilidade como qualquer outra.

E a verdade é que não somos robôs ou manequins corporativos, e nosso trabalho nos afeta todos os dias. Fingir o contrário é retrocesso.

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