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Founders do Enjoei e da B2Mamy no Dia da Coragem

agosto 19, 2021
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Os founders do Enjoei e da B2Mamy se juntaram a nós no Dia da Coragem Organica pra falar sobre as suas respectivas coragens de empreenderem, cada um no seu nicho.

O enjoei é uma empresa brasileira de comércio eletrônico que oferece soluções de consumo colaborativo. A startup que começou como blog, fundada pelo casal Ana Luiza McLaren e Tiê de Lima, hoje é avaliado na Bolsa em R$ 2 bilhões.

Já a B2Mamy, criada pela Dani Junco, é a primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que elas sejam líderes e livres economicamente por meio de uma comunidade multiplataforma especialista na jornada da maternidade que abre caminhos para o protagonismo e a liderança, transformando a relação da sociedade com as mães.

 

Confira o papo da Priscilla Erthal, co-founder da Organica, com essas duas feras:

 

Pri: Vou deixar vocês se apresentarem, mas hoje vamos falar de coragem, obviamente, coragem muito para o status quo. Antes de a gente falar de enjoei e de B2Mamy, eu queria que vocês se apresentassem e olhassem um pouquinho para trás. Pensassem em toda jornada de vocês até chegar nesse momento aí, alguns anos que vocês criaram seus próprios negócios. Vocês conseguem enxergar os momentos que foram ali de coragem, os momentos que foram decisivos para chegar até aqui ou no momento vocês foram fazendo, fazendo, fazendo, e nem tiveram essa percepção da coragem que vocês estavam tendo naquele momento?

 

Dani: Eu acho que coragem na minha casa que é nordestina, muito matriarcal e que foi fundada por mulheres fortes, é quase só ser, sabe? Não é uma opção, você falar “Ah, hoje eu vou ter coragem”. Na verdade, a gente acorda todos os dias com esse status quo já em default. Tem que ser né, não tem muita saída. Mas para mim tem um pedaço aí que foi de muita coragem e começa pela maternidade da minha mãe. Eu, como filha, meu pai morreu e a gente muito cedo com três crianças e eu vejo a coragem dela em ter a gente, construir a nossa família e cuidar da gente. Então eu tenho muita honra de todas as mulheres que vem antes de mim e que tiveram coragem para eu estar aqui com a gente, com você, com o Tiê que é de uma empresa que eu adoro que eu sou fã e que ajuda as mulheres no Brasil também, assim como você, e eu acho que coragem ela é intrínseca. Tem dia que eu tenho mais coragem, tem que reforçar ela. Mas acho que coragem é quase um ato político nesse país que a gente tá. De acordar e transformar vidas e gerar emprego. Então tá quase no DNA. Eu posso te mostrar os pontos que eu tive mais coragem, que tive que apertar. Mas faz parte do DNA que a gente nasce aqui. 

 

Pri: Quase que não percebeu, né? Por isso eu tô cutucando muito, porque a gente olha para trás e fala “Nossa, não. Cheguei até aqui”, mas a gente nem valoriza aquelas decisões ou o não pensar que aquilo era uma coragem né. Isso é muito forte.

 

Dani: Um salto de fé, né?

 

Pri: Exato. 

 

Tiê: Eu vejo a coragem da seguinte forma. Na verdade, eu acho que a gente tem que ter algum medo né, alguma coisa que a gente não tá 100% seguro e a gente tem que seguir adiante. Então a coragem é proporcional a isso, porque se você não tem medo de nada, se você não tá com nenhum receio, você não precisa nem ter coragem. Você tá solto e às vezes até indo de uma maneira ingênua para frente. Então tem vários momentos na criação da empresa, decisões de negócio, que fica um frio na barriga, mas você segue adiante. Então, acho que a coragem é lidar com esse frio na barriga e seguir adiante e eu acho que no momento da Enjoei, em vários estágios da companhia, a gente tem que conviver com esse frio na barriga e seguir adiante. Então acho que a coragem traduz muito isso. Essa predisposição a seguir adiante ainda com um certo receio, com algumas dúvidas, porque a gente trabalha resolvendo dúvidas. Eliminando interrogação. As pessoas têm que conviver com elas e elas dão algum tipo de impulso para seguir adiante. Então isso para mim é o que caracteriza o que é a coragem de fato de fazer as coisas e de fazer acontecer, se tivesse que dizer no meu entendimento de coragem.

 

Pri: E você trabalha com negócio, né? Criou uma coisa muito forte que eu acho que você deve ter ouvido na época, “Ah essa aqui no Brasil não pega, essa coisa de você vender coisas usadas”, lá fora tinha muito esse costume e a tantos anos atrás, dez, não sei quantos anos tem exatamente o Enjoei, mas a ideia veio nos anos antes e “ah, não sei se pega” ou quando a gente vendia lá atrás do Netshoes, a gente vendia tênis, ou vendia perfume, “ah mas na internet não pega, não sei se usa”, você teve ali que colocar não só uma empresa no ar, mas uma ideia que não se usava, né? Não era muito praticada, isso aí claramente um ato de coragem. Eu queria que você contasse como é foi esse início, deve ter testado, nunca tinha ouvido muito não, né?

 

Tiê: A gente quando vai criar alguma coisa nova talvez a gente tenha a visão um pouco mais clara do que os outros do que que é aquilo pronto né? Então, poxa, a gente via que  existia um espaço muito claro pra gente fazer um tipo de E-commerce diferente do que existia na época baseado no que as pessoas iam enviar, né? 

Aí a gente começou com um blog, e esse blog lá trás, tudo era curado, tudo era feito com muito carinho e a gente queria escalar aquilo tudo. E obviamente tipo imagina numa época que pra você botar uma foto pra vender um produto online, você tinha que baixar da sua câmera, botar no teu USB, subindo para o desktop, não tinha celular, telefone, era tudo mais difícil, mas a gente acreditava muito que era uma coisa que seria muito bem recebida pelas pessoas e a gente via aquilo e a gente ouvia do nosso usuário o que que ele tava gostando né? 

E claro que, às vezes a percepção de outra pessoa que tá ouvindo aquela história pela primeira vez, ela vai ter, às vezes uma visão, sei lá, não tão positiva sobre aquilo que você tá fazendo. Então é isso gente eu via coisas do tipo “ah tá, mas isso aí vai ser pequeno, vai ser pra algumas pessoas, ah é fácil alguém fazer algo igual, né?” Então, isso a gente ouve muito o tempo inteiro, né? 

Mas o negócio é você continuar vendo o valor que você quer criar e trazer pessoas para perto com o mesmo alinhamento de visão. Você passa por vários momentos na companhia, principalmente no início, que não é só a questão de você trazer o seu investidor inicial ou a capitalização, né? É você trazer essa capitalização com pessoas que estão alinhadas àquilo que você quer construir e depois você vai ter mais trabalho ainda pra vender essa história para aquelas primeiras pessoas que vão trabalhar com você. 

Como é que você convence alguém a ser seu CTO, crowdfunder em um blog? Como você faz isso acontecer? Então você tem que ter muito e não desistir nunca, muito claramente o que você tá vendo ali adiante né, pra vender isso o tempo inteiro e fazer. As coisas vão acontecer diferentes, tudo vai ser diferente do que está sendo imaginado. Um business plan é muito difícil de você usar ele como seu guia né? 

Então essas coisas vão sendo construídas e você vai ouvindo uma série de nãos e sins, pessoas que lá atrás não acreditavam, passam a acreditar e você não pode se ofender com isso. Não pode se ofender com a pessoa não tendo essa clareza completa com o que você tá querendo seguir adiante, a gente fez isso em vários momentos da companhia, né? Se provando o tempo inteiro, se provando pra você mesmo, para as pessoas que trabalham com você, que aquilo que você quer construir, dá pra ir muito mais do que as pessoas estão imaginando, a sua imaginação tem que tá acima disso tudo lá na frente. O que você vê tem que estar na frente disso tudo.

 

Pri: Você trouxe coisas muito importantes aí, né? Às vezes, o perfil da pessoa não é que ela não acredita, ela só não é de arriscar, saiu do emprego dela pra entrar num blog quando tem dois malucos ali querendo fazer uma coisa muito disruptiva, né? Querendo quebrar o status quo, um blog querendo vender coisas desse tipo. Não, não, não, não, não é pra mim. Depois que foi, vem mais gente, mas cada um tem seu papel na jornada, né? Aqueles que vêm logo no início, e aqueles quem vem dar um next level no negócio, né? 

 

Tiê: Exatamente, exatamente! A gente tem que estar aberto a entender isso e fazer a coisa acontecer, né? A gente trouxe pessoas em diferentes estágios da companhia, como você bem mencionou, pessoas que tão com a gente até hoje, desde essa fase inicial. Esse perfil foi até mudando ao longo do tempo das pessoas que a gente vai trazer dentro da companhia né? Mas assim o que a gente queria e o que a gente tá fazendo hoje é bem parecido com o que a gente resolveu fazer lá atrás. Avançamos bastante, mas essencialmente o objetivo ainda é o mesmo, só que agora ele pode ser ainda maior, cada vez maior.

 

Pri: Vamos falar mais sobre isso. Dani, queria voltar um pouquinho aqui e falar. Você deve ter passado também num paralelo ou alguma coisa parecida, né? Criar e focar em mães, “Mas mães? É difícil, não empreende, não pode”, já devia ter ali um cenário contra no mindset de muita gente, criar um coworking só para mães também, né? Cada um nichou no seu caminho, você prosperou muito. Conta também um pouquinho dessa história, da ideia até onde você chegou, tem uma holding de vários tipos de negócio focado em mães.

 

Dani: Cara, eu acho que desenhar o invisível é um ato de coragem, então quando você não tem né? Ou tem algo parecido né? Tem um livro que chama “roube como um artista”, eu acredito muito que você co-cria, você coloca sua narrativa de coisas que existem, você recorta. A primeira coisa quando eu, na verdade, a B2Mamy nasce de uma vontade, né? 

Eu empreendia, né? Eu empreendia e minha agência ia “muito bem, obrigada” e trabalhava com grande mercado farmacêutico, e bati o bumbo, e quando a maternidade chega e eu começo a me questionar “porque eu faço o que eu faço”, né? Eu nunca tinha pensado nisso. E por que eu faço o que eu faço?” Eu gosto de venda, eu sou um trator de fazer dinheiro, gosto de meta, gosto de ir pra cima, mas nunca sabia o porquê, qual a gasolina que me movia, né? Eu gosto de dinheiro, gosto de buscar dinheiro grande e eu achava que era isso. Tava tudo bem. 

Quando a maternidade chega e ele me pergunta, “mãe, por que você trabalha?” Ele me conta pra questionar, eu boto numa rede social. “Cara, como é que cês tão fazendo aí com a maternidade? Eu não tô sabendo como é que eu vou equilibrar essa, eu fiz um cérebro, né? Eu fiz um globo ocular que tá aqui na minha frente e não pode morrer. Que que eu faço? Eu queria tomar um café.” 

E na hora que eu faço esse chamado, numa rede aberta, hoje quando eu faço isso realmente eu fico com esse movimento, mas há cinco anos atrás, não. E aí vem oitenta mulheres tomar esse café, oitenta mulheres numa sala, desse tamaninho, perdidas. Uma coisa que não era pra acontecer, né? Porque só tem uma coisa que liga todas as pessoas do mundo inteiro, todos somos filhos, né? E eu fiquei olhando pra aquela sala confusa e eu invisível tava ali. O que que tá acontecendo, né? Então eu comecei a estudar, então a primeira coisa que me ajuda no meu ato de coragem é ser organizada, eu sou muito estudiosa, pesquisadora e eu comecei a olhar os números, né? 

Pri, eu falei, cara, eu falei “isso não faz o mínimo sentido.” A gente é metade da população do mundo e mãe da outra metade. Você pega uma entrevista da uma pessoa da Nielsen, mais de 80% das marcas que entram no casa do Brasil hoje, é influenciado ou pago por uma mulher. A gente fala dos mercados de startup, que é onde eu estou inserida, em que é desse tamanhinho pro PIB, né? Nada, perto do PIB a gente faz quase nada. É importante, mas é nada. 

Então você pega a grande maioria do PIB, 66% que movimenta do PIB do Brasil tem uma mulher liderando. Então eu olho pra todos esses lugares, eu comecei a ver esses números, sabe? Não faz sentido. Na medida que a cada dez mulheres, quatro são demitidas depois de serem mães. Que que tá acontecendo? Então o meu ato de coragem vem de uma indignação de que não faz sentido. O mercado fatura 50 bilhões de reais ao ano. Não faz sentido né? Então eu comecei aí a B2Mamy. E aí eu comecei a perceber que eu falei “cara, elas só não sabem que elas podem, e que o dinheiro delas vale, e que a falta de trabalho dela tem uma economia invisível, ela só esqueceram, porque nesse momento uma pessoa não pode morrer e eu tenho que amamentá-la.” Então, assim, eu tenho que lembrar de muitas coisas, eu vou esquecer carreira e isso torna um apagão desnecessário na economia, né? 

Então quando a B2Mamy nasce em 2015, ela já nasce com uma estrutura de problema, solução e aí eu vou num evento de tecnologia dentro de um espaço de inovação e falo lá, isso em 2015, né? Fiquei um ano inteiro estudando, conversando e estudando, minha agência me dava meu dinheiro, estava ali no hobby, sabe? E aí eu falo gente, eu tô há um ano conversando, começou com 80, então já somos 5 mil mulheres.“Eu tô há um ano conversando com elas e elas tem ideias de negócios incríveis, inclusive para tecnologia, posso trazê-las pra aceleradora que tá aqui?” E aí foi a primeira vez que eu ouvi a pergunta que movimentou tudo, que foi “mães não podem ser CEOs, porque uma startup precisa ser full life.” 

E naquele dia eu tinha dois movimentos para fazer: tomar aquilo como uma verdade ou mudar o Status quo. Então naquele dia nasce a B2Mamy, “bom, já que ninguém quer ser uma acelerar a ideia das mães, eu quero.” E de lá pra cá, agora nós somos 30 mil mulheres, nós somos o maior pipeline hoje de startups formadas por mulheres do Brasil e por que que eu tô falando isso? Porque é possível só que elas só não sabiam, né? Então, resumindo, quando a gente olha para esse movimento, as provocações são muito necessárias, igual ao Tiê né? “Teve gente que achou que era muito pequeno” quando os não believers que não acreditam na gente, eles também são bons para a gente afiar nosso machado e eu não ignoro, por que que ele está neste lugar? 

E aí que eu descobri do jeito que estava desenhado, se você andar para o São Paulo, tá? Não vou nem andar pelo resto do Brasil, tem mais lugares Pet friendly que Baby friendly. Quer dizer que o meu dinheiro vale, a minha família não. Então não faz sentido. Então vamos começar a criar empresas que respeitam a maternidade, respeitam as mulheres e é lá que nós vamos gastar o nosso dinheiro, e é isso que a gente vai fazer. E os homens vêm muito aqui né? A base da B2Mamy hoje, 30% da base de estudantes e pessoas do coworking são homens, são pais e é incrível como é que a gente consegue um grande exército ao redor disso. A coragem, no meu caso, veio da potência que é a família, cara, que é a maternidade.

E só pra terminar a explanação, quando eu olho pra esse lugar e a gente abriu coworking, depois eu posso contar como é que foi, porque nasce de um crowdfunding né? Que já precisa por si só de muita coragem, quem já fez um crowdfunding sabe, Equity ou não-equity. Mas me perguntaram ontem na entrevista que eu dei, “ai Dani, as mães não se encaixam mais depois que elas são mães, né?  Aí eu falei: “Amigo, não é uma estrelinha no quadradinho, eu não caibo mais, eu me expandi, entendeu? 

Eu sou responsável por um outro lugar, então eu preciso de espaços que me respeitem, senão eu me levanto e eu vou embora. Agora eu lembrei que eu vou embora e levo o meu dinheiro também. E minha rede, minha comunidade, minha potência, minha fala e minha voz. Então assim, escolha na hora que você for conversar comigo. Como é que a gente pode construir uma relação de respeito, igualdade, equidade de gênero, como é que vai ser legal? Então resumindo, o que a gente faz aqui, a B2Many hoje é o único espaço de inovação que fala de tecnologia, que fala de educação no mundo, tirando a Finlândia, tem mais um na Finlândia, que é Baby Friendly, não tem mais nenhum né? Então, por quê? Que eu sou incrível? Não, porque eu ainda, meu trabalho, eu tenho ainda para fazer. Eu queria várias pessoas copiando o modelo, inclusive, porque eu acho ele fenomenal, é assim que eu queria contribuir.

 

Pri: Muito legal, Dani! Você falou muito de acreditar, de dar um empurrão, né? Porque tá ali a faca e o queijo na mão, mas tudo jogando contra. As vezes faço mentoria com empreendedoras ou pessoas que tão em casa querendo empreender, ou estão no emprego querendo deixar, ou simplesmente querendo crescer no próprio emprego. E é aquele empurrão delas se conectar com elas mesmas e acreditar, é um furacão que vem depois, é só um peteleco que a gente dá para o furacão que vem depois, que é assim, inimaginável. Quando a gente conseguir muito, parabens ai pelo trabalho, se conseguir expandir isso Brasil e mundo, acho que vai virar muito jogo aí, com a ajuda de homens e de mulheres, né? 

 

Dani: É o anti frágil, né? Eu acho que a gente tá bem nesse lado, eu adoro esse livro e ele ensinou a gente nesse lugar, da Anti Fragilidade, né? 

 

Pri: Então colocar depois aqui também, esse livro é maravilhoso, tem que ter tempo, mas vale a pena!

Dani: A gente tem um grupo de leitura, a gente lê o antifrágil juntas. Foram 300 mulheres lendo juntas assim, então foi muito legal. Essa leitura corta um caminho, eu leio tudo, resenho, faço dez slides e acabo com o livro ali em dez slides.

 

Pri: Ajuda bastante. Tiê, e por acaso ela falando muito disso, eu pensei muito na jornada de quem deve ter começado como um recurso de colocar coisas antigas, coisas usadas no início. Acho que muito dessa galera de repente que hoje tá empreendendo, lá atrás começou vendendo que tinha de casa. Devem ter sido os primeiros clientes aí do Enjoei lá atrás. Não sei, mas acredito que sim. Conta um pouquinho pra gente, agora responde isso, mas quando a gente vai mudando aqui um pouco para o IPO, que eu não posso deixar de falar nisso. 

Falar em coragem e não falar em IPO, falar em Enjoei, não cabe aqui. Queria muito ouvir de vocês como é que foi o processo de decisão. Claro que isso não é o fim, isso é uma grande etapa da empresa, mas tem todo um cenário em volta né, de curiosidade, de vontade, de se mostrar para o mercado, de ser uma vitrine, de ser acompanhado. Conta aí pra gente como é que foi esse processo, essa coragem.

 

Tiê: Primeira parte da sua pergunta, que fala dos primeiros clientes, a primeira cliente foi a Ana, né. Ela queria um espaço para vender as coisas dela, ela sempre vendeu tudo. Antes trabalhava nos lugares, às vezes era estagiária e vendia as coisas dela no banheiro assim, as roupas. E às vezes fazia mais dinheiro fazendo isso do que até do que o próprio salário que ela tinha naquela época. E aí ela foi a primeira cliente, eu acho que ela é o principal elo de tradução, inclusive hoje, com quem é o nosso cliente e com o nosso propósito, porque ela ainda é muito inserida no que que é necessário para pessoas, com uma necessidade muito similar. 

Então ela é nossa Estrela do Norte, que orienta tudo o que a gente faz de produto, decisões que a gente toma, de cultura e de tudo mais. Hoje ela é presidente do conselho da companhia, agora que a gente chama de companhia de estado, a gente vai falar sobre isso. E também é muito ativa aqui na companhia como um todo.

Acelerando aqui o processo já pro IPO, acho que capital, independente da da fonte, pode ser um investidor privado, pode ser um anjo, pode ser qualquer um, ele tem que encontrar algum grande objetivo para ele funcionar. Então antes de dizer se foi o IPO a solução, a gente já sabia que a gente queria ir muito além. A gente queria investir mais em produtos, investir mais no nosso negócio. A gente vê muitas avenidas de crescimento ainda e muitas coisas a serem exploradas. Então ainda existia um debate de “poxa, vamos fazer uma empresa daquela que tá com um crescimento super saudável, que tem tudo para seguir adiante, vamos fazer uma rodada de captação”. E teve o grande “porque não fazer uma oferta pública de ações?”. Já começar a entrar no mercado de capitais mesmo e pegar de investidores. 

Eu acho que é super interessante hoje que a gente tem dezenas de milhares de investidores, pessoas físicas. Agora uma base bem diferente da do passado, tem investidores institucionais desse mercado. Aí a gente refletiu sobre isso e aí eu acho que vem essa reflexão e enquanto você não toma uma decisão, ela nem significa coragem ou não, digamos assim. Você está aprendendo. Geralmente fala assim, “Poxa, o que precisa ter para ter uma empresa pública, quando ninguém ainda começou esse processo?”. Quando a gente resolveu fazer isso não tinha nenhum Startup no nosso tamanho que tava tendo a ousadia de seguir adiante. Então quando a gente foi conversar com os bancos, montar um sindicato para ajudar a gente nesse processo, foi feito todo um processo para fazer um IPO, a gente tava num grau de humildade porque eles não estão buscando exatamente as empresas que nem estão fazendo agora. 

Agora um monte de empresa tá sendo buscada pelos bancos, e falando “olha, você pode fazer um IPO”. Será que alguém deles vai topar? Aí a gente começou a fazer esse processo e depois a gente falou, “o que que a empresa precisa ter para que ela seja bem sucedida nesse novo momento onde ela vai ser pública? Significa um monte de coisa isso, na verdade. Isso significa que você tem uma responsabilidade e um grau de governança que quando você vai construir uma empresa privada para o passado, principalmente numa startup, e você vai constituindo no seu tempo. Você tem o seu board de diretores, conselheiros, você tem uma estrutura societária já por cotas mesmo que seja limitada, mas tudo muda. Você vai precisar agora ter auditores, você precisar ter um conselho fiscal, você vai precisar recortar os seus números no formato dessa forma, você vai precisar fazer um monte de coisas que, segundo o manual que a gente leu quando a gente começou a estudar isso precisava disso, precisava de se preparar um ano. Só que a gente acreditava que dava para fazer três meses ou menos.

E a gente começou a se envolver com ideia, e falar que vai dar certo e vai funcionar. Nesse momento você fica tão focado em fazer isso acontecer, entender o processo disso e fazer esse processo dar certo, que você acha que até quem olha um pouco da Coragem do lado e fica “não, tem que acontecer”. Tem muito saber quais são todas as consequências. Aí depois que vem, que vira, você fala uma hora “me meti um negócio completamente novo”. Aí agora é assumir e seguir em frente, mas esse processo foi muito mais. A gente ia fazer uma rodada de captação, consideramos a possibilidade de fazer um IPO com uma realidade possível, tomou uma decisão de testar e nos predispusemos a fazer isso em um momento que não tinha ninguém começando a fazer e ele fica sem referência.

Eu acho que às vezes quando você tem que fazer alguma coisa nova, você tem que ignorar o fato de você ter referência ou não, você não se apoia em referência. Você se apoia na sua capacidade de lidar com problemas e quando você não conhece, aprender rápido. Aprender rápido é a coisa mais importante. A gente aprendeu muito rápido mesmo esse processo e seguiu adiante. A gente tá super feliz com o resultado que deu certo.

E isso acaba trazendo uma coisa positiva para o mercado como um todo. Porque você abre uma trincheira de possibilidade que agora temos mais outras empresas super bem sucedidas com o pessoal que já é lá da Méliuz, tem algumas outras empresas entrando no capital agora de tecnologia, Hashdex também, você acaba abrindo uma trincheira que fica ótimo para o ecossistema como um todo. Porque ele permeia a pessoa que tá começando numa empresa agora, que vai trazer um funcionário que você vai dar o stock options e plano de ação que ele não tava entendendo tanto que aquilo era bom e agora já tem pessoas no novo ciclo, já começando a receber o benefício disso, entender o que apostar numa empresa desde o início, os benefícios de você apostar junto… 

E é super legal, fico feliz que tudo acabou dando certo, mas não sei se teve uma questão exatamente de coragem, acho que foi uma coisa muito mais consciente. Porque a gente se preparou para o “não dar certo” muito também, acho o que dá um pouco de conforto é isso. Só não pode ficar pensando, trabalhando para o que não vai dar certo, senão fica tempo demais gasto. O processo é extremamente demandante e cansativo né? Você faz muitas reuniões, você conversa com muita gente, acho que a gente deve ter feito umas 250 reuniões por videoconferência com vários investidores, testando esse processo que a Dani falou, que a pessoa olhando o seu business ao contrário, vendo o que não vai dar certo,  é um pouco de papel, às vezes, do investidor, das preocupações dos riscos, da mitigação de risco dele, você faz isso 250 vezes e você acaba criando até uma casca, aí seu negócio acaba ficando melhor no final das contas, porque você fica ouvindo esses inputs o tempo inteiro e é bem tenso. Então você tem que tá muito seguro de que você quer fazer e do que você acredita no seu negócio porque vai ser testado no limite. 

 

Pri: E Dani, a gente está falando aí desse passo importante que o Tiê deu. Sei que você tá aí, cada vez que você inventa uma coisa, ela não para, é uma máquina. Qual é o próximo passo? Qual o próximo Status quo que tá pensando aí em quebrar? Você já tem ideia das coisas acontecendo?

 

Dani: Sim, a gente tem três pilares hoje. No pilar da capacitação, a gente já tá bem consolidada né? A gente tem várias filas de capacitação. Um segundo pilar são espaços físicos, então a gente tava no plano aqui, no investimento, de a gente abrir mais 6 lugares igual o espaço aqui. A gente deu uma retroagida por conta do coronavírus e tal, mas no modelo de franquia, a gente já tem todas as pessoas que compraram, então segurou para a gente fazer isso melhor em 2021. E no terceiro pilar é o acesso ao capital, então junto com a Wishe Capital, a gente lançou uma plataforma de Crowdfunding equity, a gente tá captando agora 2 milhões de reais para startups fundadas por mulheres, foi movimento agora que acabou de sair na Forbes, falando da fusão e do acesso a capital né? Então a gente tá captando, já captamos 2 milhões da iniciativa privada, mas agora está olhando forte para investimento anjo e fundo para meio founders né? 

A gente lançou a pesquisa junto com a Endeavor e com o distrito sobre os meio founder no país, os números e o próximo movimento agora é um movimento de escala. A gente lançou uma plataforma chamada “Plataforma E-Place” onde tem todos os nossos conteúdos e comunidade, várias coisas acontecendo nessa plataforma. A gente acabou de lançar, organicamente já tem 6 mil mulheres né? Então, já tinha comunidade, então a gente faz 5 anos e relativamente simples e o grande objetivo agora, é que essa plataforma seja, ela é B2B2C, então a gente tem todas as marcas patrocinando a plataforma e a gente quer treinar 50 mil mulheres, principalmente em situação de vulnerabilidade na área de tecnologia né? 

Então a gente fez uma parceria com a CPTM, a gente vai ter educação em todos os trens e estações de São Paulo, para falar de educação digital para essas mulheres, principalmente mulheres que vem da periferia para trabalhar nos grandes centros, então nosso grande objetivo agora é escalar o abraço, escalar nossa cultura, nosso jeito de ser, de entregar conteúdo que seja prático né? Então isso nasceu muito da quarentena, como líder, eu não tenho vergonha nenhuma de dizer, nem na minha vulnerabilidade aqui, que eu atrasei a transformação digital da B2Mamy, porque eu sempre acreditei que a gente tava tão cansada como mulheres e com mães, que os espaços físicos e os eventos físicos fariam essa diferença, mas a gente percebeu que a gente precisava crescer muito rápido. Então a quarentena foi um dos grandes catalisadores de onde a gente está hoje, né? Do crescimento que a gente teve. 

Então o nosso novo movimento é olhar fortemente para essa plataforma, com parcerias estratégicas de escala, então a gente quer ser a maior plataforma no mundo, assim Global, especialista na jornada da maternidade. Tanto para lançar novos produtos e serviços para testar novos produtos e serviços, para conversar com as mulheres. Eu acabo voltando para o meu chapéu antes da B2Mamy, que era ser pesquisadora e lançamento de produto, então a gente quer, a gente já faz isso já, olha muito a mulher como centro, então assim, sendo arrogante, mas a gente pode pedir desculpa para falar que eu vou falar, né? Diferente dos meninos aí, mas a gente quer assim, “se você lançar um produto no Brasil, e provavelmente daqui a pouquinho no mundo, para mulheres e principalmente para mulheres mães e não falar com a B2Mamy, provavelmente você vai lançar errado”. Então é disse que a gente quer falar quando a gente se posiciona agora nesse novo movimento que a gente tá fazendo, então é essa provocação mesmo, você não lançar a luva que tira o absorvente com menstruação rosa, sabe? 

Você não fazer mais essas merdas na vida e você poderia passar pela ver B2Mamy, e se você tem uma ideia hoje, e é mulher e é mãe, e não sabe por onde começar, é isso que ele quer fazer. Nasce uma mãe a cada 20 segundos só no Brasil e o nosso grande sonho também, como próximo passo é que a gente vire assim: “Putz, putz! Acabei de ter um filho, agora não sei como fazer com a minha carreira. Você já viu a B2Mamy?” Como se fosse assim: “Eu queria alugar um lugar e eu não sei aonde. Você viu no Airbnb?” Então, a gente quer virar este lugar, tipo o Enjoei: “Eu tenho um monte de coisa aqui, você pôs no Enjoei?” Então, assim, a gente se espelha muito empresas com a sua, Tiê, que chegaram nesse lugar tão rápido. 

No nosso pequeno micromundo, a gente já é assim, então normalmente todo mundo fala “Fala com a B2Mamy, vai lá na B2Mamy!” A gente quer ser isso globalmente, mais mainstream, sabe?  Mais “Big Brother feelings”, entendeu? É mais “Big Brother feelings”, sabe? Estou até cogitando entrar agora nessa edição. (Risos) A gente quer mirar em big numbers, assim e olhar para essa plataforma. 

A gente sempre fez tudo em bootstrapping, então sempre foi tudo com nosso dinheiro, a gente teve investimento-anjo agora durante a quarentena, e a ideia é buscar novas rodadas para fazer esse crescimento global. E aí achei interessante que você falou sobre nicho, acho que foi o Tiê que falou: “Será que não é muito pequeno? Será que algumas pessoas vão fazer a economia circular? É algo tão igual…” Igual falavam do veganismo, né? Alguns anos atrás. “Não, esse mercado…” né? Então, eu falei “como assim mercado pequeno?” Né? Nasce uma mamãe a cada 20 segundos, se mãe parar de nascer, acabou o mundo no caso, porque aí pode morrer todo mundo, acabou. Então, o nosso mercado não é nada pequeno né? É um mercado endereçado no gigantesco. 

Então esses são os próximos passos, muito interessante isso, eu tenho um homem só no time da B2Mamy, são 22 pessoas e um homem. A gente vai  melhorar essa diversidade, prometo, tá gente? Vamos aumentar nossos gaps de gênero aqui, em breve, mas agora a maioria é mulher. Mas o nosso investidor homem ele falou quando ele chegou ele falou “uau, a B2Mamy é minha coisa tão incrível”, ele é um dos nossos investidores, ele falou: “por que que é tão pequeno?” E isso foi uma provocação muito difícil pra gente, porque a gente tá lutando tantos anos. Para a gente, quem olha a gente, fala: “Uau, olha o tamanho que a B2Mamy já está”, mas a provocação dele foi em relação ao número de mães do mundo, né? E aí ele tem toda razão. Então foi desse lugar que a gente vai movimentar o nosso novo lugar, né? Então, cara, ele tem razão, ele falou assim: “Cara, você tem que parar de jogar futebol de criança, onde todo mundo vai na bola, onde a bola está, e agora a gente vai começar a jogar outro futebol”. Então é essa fase que a gente tá agora. Tô feliz por ter chegado nela e não ter morrido no vale da morte antes. 

 

Pri: Profissionalizando, né? Que legal. É bom sempre ter alguém de outro ângulo, né? Como você falou, todo mundo ali feliz, orgulhoso e contente, e vem alguém e fala: “Pô, legal, parabéns, bacana, mas…”



Dani: Mas, e a gente adora, Pri. Se você vier um dia aqui e falar: “Dani, acho que não sei o que lá…”, eu vou ouvir, vou trazer pro time, se for uma coisa que nada mais, a gente vai ignorar, mas a gente sempre traz para dentro, sempre! Pode ser a maior bobagem de falar, a gente ouve e fala: “de acordo com a nossos planos, não é a nossa persona.” Quem quer com seu carinho na B2Mamy, não tem.  A gente tem a mão pesada, de cima pra baixo, dura e é isso aí, a gente abraça, afaga, provoca, dá tapa, volta, abraça, beija e tudo bem. Então essa é a nossa persona que a gente procura. 

 

Pri: É também é cultura né?

 

Dani: É cultura, né? Então esse é o próximo passo. 

 

Pri: Bom, brigada. Gente, o tempo tá acabando, Estão me avisando aqui, já tão reclamando há um tempo, mas como é que tá bom, eu tô dando uma ignorada. Tiê, queria muito agradecer a sua presença, tá? Conheço sua história já, de muito tempo, a gente já trabalhou junto, nem vou falar o ano pra num dar problema aqui, a gente já trabalhou lá atrás. Queria muito que desse uma dica pra quem tá ouvindo, tem muita gente vendo aqui pelo LinkedIn, pelo YouTube, de “tô aqui, tô trabalhando, quero empreender, como é que eu faço pra ter pra essa coragem de sair do papel e ir pra prática”?



Tiê: Eu acho que a gente trouxe questionamentos interessantes aqui, né? Essa nossa ambição de fazer um negócio gigantesco, da gente querer se provar e a gente às vezes, vê de uma maneira antecipada, alguma coisa que alguém não tá vendo. Geralmente isso vai vir de uma resposta da sua capacidade. Se for de um marketing place, uma rede de mães em algum momento você vai trazer esse miolo que vai começar a reverberar e crescer exponencialmente. Só que você não pode ficar angustiado enquanto isso não está acontecendo efetivamente, entender o que é um problema por vez que você tem que ingressar, para que quando você chegue perto da massa crítica, ela cresça de maneira exponencial, né? Não tentar resolver tudo de uma vez só, né? Por exemplo, lá atrás no Enjoei, a primeira coisa que fez: “poxa, as pessoas não sabem dar preço”, tem que resolver isso, não adianta fazer mais nada se isso não for resolvido, então vou criar essa opção.

“Agora as pessoas estão mandando demais produtos”, “tá difícil as pessoas descobrirem como navegar aqui dentro”, traz isso como verdade. Agora tem que resolver problemas de longas distâncias com frete, faz isso que é só a bola para seu efeito de rede, que você vai criando, vai ficando cada vez maior, né? Às vezes a gente pode nesse processo de crescimento ter um falso positivo de acreditar que a gente tem que ter até aquele crescimento incrementado, é o mês seguinte, é um pouquinho a mais, mas as vezes é você ficar olhando para o que você está construindo, e ver o que você vai fazer de ruptura. Então imagina, a gente pensou em coisas bem primordiais no início, desde as primeiras dores dos usuários, depois são coisas que podem ser contextuais, por exemplo, a gente foi para apps, mobile, etc. então foi lá atrás, a gente viu que era um movimento que ia ser super importante, montamos a empresa agora num contexto mais de plataforma. aí na sequência a gente pensou em barreiras comerciais, aí depois, hoje, o que a gente pensa, por exemplo, a gente olha para os nossos usuários recorrentes, e vê que no armário dos nossos clientes, metade do que elas compraram no ano foram coisas do Enjoei e a gente adora essa história e a gente quer pegar isso e dizer: “olha, agora eu quero que 1 em cada 2 peças compradas online alguém compre de alguém.” Então, agora você pega seu sonho agora e amplia. Então esse sonho, ele existia lá no dia 1 né? Então tem que pegar um pouco esse passo e falar assim: “como eu vou fazer o mais rápido possível, destravar, destravar, destravar e criar isso.” às vezes as coisas acontecem mais rápido, ou mais devagar, e sempre na mídia as coisas acontecem melhor do que o você tá fazendo, então não se angustia com isso. Então faça, tenha foco e pensa no seu problema e como resolver eles de maneira exponencial que isso vai dando valor pros teu cliente, e respira fundo e segue.

 

Pri: Vai, não para! Dani, seu fechamento aí! Uma dica bem rapidinho!



Dani: Seja gentil com as pessoas e agressivo com os números, né? A gente tá num lugar de nova economia, então a gente tem que ser gentil com as pessoas, entender de onde elas vieram e para onde elas tão indo. Se conecte o mais rápido possível a uma comunidade, sozinha não vai dar, só não vai dar. Em terceiro lugar, seja tudo que precisa com você, acredita aí que vai dar bom, né? Com outras duas coisas juntas, a chance de dar certo é muito legal e faça as coisas difíceis primeiro, encara elas e resolve logo que tem que ser resolvido que é muito legal. 

 

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